Será mantido pelo Grupo de Estudos do Terreiro da Vó Benedita

Tentaremos colocar aqui a religião de uma forma pratica com uma linguagem simples de se entender, sem usar expressões antigas e desconhecidas, mas sim simplificando, da forma que nosso mentor o Caboclo das Sete Encruzilhadas quer que seja nossa religião.

A Umbanda é simples, pessoas que não estudam que não se atualizam que tem medo, que tem vaidade que complicam nossa Sagrada.

Em 2013 nosso grupo de Estudos foi focado em temas básicos da Umbanda, e conseguimos construir um conjunto de 10 apostilas básicas , com assuntos essenciais a nossa religião.

No ano de 2014 iremos focar assuntos mais complexos e misteriosos de nossa Umbanda e ate mesmo de outras religiões.

Estaremos fazendo sempre uma vez ao mês na primeira ou segunda terça feira do mês.

Teremos uma hora de palestra sobre algum desses assuntos, com algum convidado participando e depois uma hora de desenvolvimento aos médiuns da casa

Lembrem disso...o desenvolvimento do médium não deve ser apenas espiritual, mas também desenvolver seu intelecto...estudar...entender as obrigações que são pedidas e feitas.

Contatos e sugestões :

João Carlos Galerani Junior - paijoaozinho@terreirodavobenedita.com

Dirigente do Terreiro da Vó Benedita

Terreirodavobenedita.com

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Apostila III - Fevereiro 2013


Grupo de Estudo – Gira de desenvolvimento Baianos – 09/02/2013

 


Tema 1: Quaresma na Umbanda

“A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática segundo alguns, se consolidou no final do século III, tendo sido citado no 1° Concílio de Nicéia, no ano 325. Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, ressuscitado no Domingo de Páscoa.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.
O espírito da quaresma deve ser como um retiro coletivo de quarenta dias,  propondo um retiro como Jesus  no deserto, se prepara para a celebração das solenidades pascoais, com a purificação do coração, uma prática perfeita da vida cristã e uma atitude penitencial.
“...Jesus, antes de iniciar sua vida pública, passou pelo ritual de purificação, foi ao deserto e jejuou quarenta dias e quarenta noites (Mateus 4,2) para preparar-se para sua missão. E depois, ressuscitado, permaneceu quarenta dias com os apóstolos (Atos 1,3) ensinando-os, renovando-os para a nova fase da missão.
E por que quarenta? Até a ciência moderna utiliza o termo quarentena para determinar o isolamento por perigo de contaminação de doenças. De onde vem esse número? Quarenta é o número de semanas que demora para a gestação de um ser humano, o tempo que levamos para adquirir vida, desenvolver um organismo apto a sobreviver. A quaresma é um período entendido e tratado de maneira peculiar na visão de diversas religiões, mas na sua essência representa um processo necessário na vida de todo ser humano, a reflexão buscando auto conhecimento.
Todo espiritualista sabe e se prepara para as alterações energéticas geradas durante os três ciclos (Carnaval, Quaresma, Semana Santa),
Se a Umbanda é uma religião Cristã, porque não deveríamos seguir o exemplo do nosso mestre, que antes de iniciar uma nova fase, um ciclo que deixaria marcas na eternidade, guardou silêncio, refletiu, lutou contra seus demônios interiores e venceu.
Cada umbandista sabe que a mudança faz parte do aprendizado e crescimento espiritual, devemos vencer os demônios da vaidade, inveja, egoísmo e tantos outros, para merecer a oportunidade de trabalhar na corrente de um terreiro.
Umbandista, entre nesta vibração que está sendo gerada pelos seguidores de várias religiões e retire o melhor que puder para sair renovado e ter condição de assumir a grande e difícil responsabilidade de ajudar o próximo, sem julgamentos, sem preconceito, seguindo mais uma vez o exemplo do mestre.
Se há tantos espíritos perturbados soltos durante a quaresma, é justamente nela que precisamos trabalhar para auxilio deles e de quem mais nos procurar.
                                       
Sendo assim  a quaresma representa uma ideia de renascimento, na Umbanda ela representa uma nova chance de remissão para aqueles que, no mundo espiritual, foram os aprisionados de acordo com a lei e justiça divinas. A estes, então, é oferecida a liberdade e a oportunidade de recomeçar.
Porém, infelizmente, para muitos espíritos essa é apenas uma oportunidade de se verem libertos para voltar a praticar o mal, inclusive contra aqueles ligados à causa de seu aprisionamento.
Por isso, todos nós, mas principalmente aqueles que trabalham sua mediunidade, devemos ficar, durante esse período, mais vigilantes e cuidadosos do que nunca com as influências energéticas negativas, tanto as mentais quanto as espirituais.

O que é possível fazer para evitar esse tipo de interferência em nossas vidas, decisões e atitudes?

Primeiramente, é preciso estar atento a padrões incomuns de pensamento, atitudes, comportamentos ou sentimentos negativos, ou porque normalmente não acontecem, ou porque passam a acontecer nessa época de forma mais acentuada. Além disso, atentar também para distúrbios de sono e de humor, dores de cabeça sem causa aparente ou recaídas de uma forma geral, sobretudo com relação a vícios. É importante ainda evitar os excessos, principalmente no consumo de álcool e/ou de outras drogas que alteram o estado de consciência e, portanto, deixam a mente mais suscetível a influências externas.
De forma prática, auxilia manter sua vela de anjo da guarda permanentemente acesa e fazer banhos freqüentes de defesa. Recorrer à ajuda que as entidades nos oferecem com muito amor também é de grande importância, seja através da aplicação de passes ou através das consultas.

Vale lembrar que ataques e influências externas negativas não acontecem apenas nesse período, mas nesse período podem tornar-se mais freqüentes ou incisivos. Da mesma forma, velas e banhos não são ferramentas ou formas definitivas de proteção contra más influências específicas do período da quaresma, são instrumentos de que podemos nos valer em todos os dias do ano, mas que nesse período nos são de especial utilidade.

Quando o Mestre Jesus aconselhou os seus discípulos com a frase, "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca... na vossa paciência salvai vossas almas." ele os alertava para que estivessem atentos aos seus sentimentos, e atitudes pois a matéria é suscetível às vibrações negativas. A densidade da matéria faz com que ela seja propícia à interferência das forças do meio ambiente e também de forças manipuladoras que querem arrebanhar mais poder.


Tema 2 : O que são os Orixás?

O planeta em que vivemos e todos os mundos dos planos materiais se mantêm vivos através do equilíbrio entre as energias da natureza. A harmonia planetária só é possível devido a um intrincado e imenso jogo energético entre os elementos químicos e energéticos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que habitam estes planetas.

Um dado característico do exercício da religião de Umbanda é o uso, como fonte de trabalho, destas energias. Vivendo no planeta Terra, o homem convive com Leis desde sua origem e evolução, Leis que mantêm a vitalidade, a criação e a transformação, dados essenciais à vida como a vemos desenvolver-se a cada segundo. Sem essa harmonia energética o planeta entraria no caos.

O fogo, o ar, a terra e a água são os elementos primordiais que, combinados, dão origem a tudo que nossos corpos físicos sentem, assim como também são constituintes destes corpos.

Esses elementos e suas ramificações são comandados e trabalhados por Entidades Espirituais que vão desde os Elementais (espíritos em transição atuantes no grande laboratório planetário), até aos Espíritos Superiores que inspecionam, comandam e fornecem o fluido vital para o trabalho constante de CRIAR, MANTER e TRANSFORMAR a dinâmica evolutiva da vida no Planeta Terra e seus habitantes.

A esses espíritos de alta força vibratória chamamos ORIXÁS, Na Umbanda são tidos como os maiores responsáveis pelo equilíbrio da natureza, condutores das qualidades divinas e responsáveis pela dinâmica da evolução. São conhecidos em outras partes do mundo como "Ministros" ou "Devas", espíritos divinos de alta vibração evolutiva que cooperam diretamente com Deus, fazendo com que Suas Leis sejam cumpridas constantemente.

O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORI-XÁ) mostra a relação existente entre o mundo e o indivíduo, entre o ambiente e os seres que nele habitam. Nossos corpos têm, em sua constituição, todos os elementos naturais em diferentes proporções. Além dos espíritos amigos que se empenham em nossa vigilância e auxílio morais, como nosso Anjo de Guarda e nossos Guias, somos vibrados e irradiados por esses Seres Divinizados no ensejo de nos comunicarem as qualidades divinas que nos impulsionam para frente e para o Alto, na conquista da paz e da alegria. Apesar de recebermos a influência constante de todos os Orixás, somos influenciados e filiados, de forma especial, em nossa encarnação, os poderes e as energias Divinas. O Orixá que cuida do equilíbrio energético, físico e emocional de nossos corpos físicos e astral.

Nós, seres espirituais, manifestando-se em corpos de matéria, somos influenciados pela ação dessas energias desde o momento da nossa criação por Deus. Desde o momento em que nossa personalidade começa a ser definida, essas energias divinas e seus regentes nos abraçam com amor e nos apontam e orientam no caminho da evolução. Essas vibrações, em cada encarnação, vão formar o que chamamos de "arquétipo", conformando nossa personalidade à energia vibrada dominante.

Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá , "Chefe de Cabeça", "Pai ou Mãe de Cabeça", Quando um espírito vai encarnar, são consultados os futuros pais, durante o sono, quanto à concordância em gerar um filho, obedecendo-se à lei do livre arbítrio. Tendo os mesmos concordado, começa o trabalho de plasmar a forma que esse espírito usará no veículo físico. Esta tarefa é entregue aos poderosos Espíritos da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa de forma especial, fornecendo a esse ser reencarnante as energias necessárias para que o feto se desenvolva, para que haja vida. A partir desse processo, o novo ser encarnado estará ligado diretamente àquela vibração original. Assim surgem os Orixás da coroa desse novo ser encarnado, que são as forças energéticas primárias e atuantes.

Nesse período da reencarnação, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua respectiva área, partindo do embrião até formar todas as camadas materiais do corpo humano, que são moldadas até nascer o novo ser com o seu duplo etérico e corpo denso.

Após o nascimento, essa força energética vai promovendo o domínio gradativo da consciência da alma e da força do espírito sobre a forma material até que seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre Arbítrio. A partir daí essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei, sustentando-lhe, contudo, a forma e energia material pela contínua manutenção e transformação, no sentido de manter-lhe a existência.

A cada reencarnação, de acordo com nossas necessidades evolutivas e carmicas a serem cumpridas, somos responsáveis por diferentes corpos, e para cada um destes nossos corpos, podemos contar com o auxílio dos Espíritos da Natureza, regidos pelos Orixás. Um Mensageiro desse Orixá é, normalmente, quem se aproxima do médium quando este invoca qualquer Orixá. Em todos os rituais de Umbanda, de modo especial nas Iniciações, a invocação dessas forças são feitas para todos os médiuns quando efetuam seus Assentamentos, meio de atração, para perto de si, das energias puras vibradas.

É importante dizer que ao recebermos a vibração destes orixas estamos recebendo e emitindo esta energia cosmica tanto para o nosso bem como para as pessoas presentes na casa. Trazendo tudo de bom para que o trabalho ocorra da melhor maqneira possivel com as energias vibratorias dos Orixas.

È necessario lembrar que esta energia é de grande força, por isso se faz necessario que o medium receba os seus Orixas mentores para que o mesmo não se esgote e consiga continuar o trabalho de incorporação na casa. Esta forma vibratoria dos orixas, exigi do medium maior concentração e tambem disponibilização de enrgia pessoal , por isso e natural sentir a sensação de fraquesa no momento que o mesmo se retira.

Orixas mais cultuados na Umbanda

OXALÁ
Oxalá é o maior Orixá da Umbanda,  Deus Supremo. Representado por uma estrela de cinco pontas, é sincretizado como Jesus Cristo e representa a paz e a fé. Na umbanda, sua tarefa foi a de criação do ser humano. Ele envia vibrações que estimulam a fé individual, assim como irradiações que geram sentimentos de religiosidade. É aquele que determina o fim da vida de cada ser humano, é o momento de partir em paz. Representa o amor, bondade, pureza espiritual, e tudo aquilo que indica positividade.
OXUM
É a Orixá que domina as mulheres, orixá da fertilidade, do amor e do ouro. Protetora das gestantes e da juventude, é a senhora das águas doces. Representa a beleza e a pureza, a moral e o modelo de mãe. Muitas vezes é evocada em prol da limpeza fluídica dos seguidores e do ambiente dos templos. Segundo a Umbanda, ela é o exemplo de mãe que nunca desampara seus filhos e ajuda a qualquer pessoa.
OGUM
Orixá guerreiro, Ogum é aquele que representa todas as batalhas da vida. Representado por São Jorge, é o orixá protetor contra as guerras e contra diversas demandas espirituais; Ogum é a força do movimento. É ele quem protege os seguidores da Umbanda e as pessoas que sofrem perseguições espirituais ou materiais. Ogum também é o senhor das estradas, é a jornada do dia a dia e sua responsabilidade é a manutenção da lei e da ordem.
IEMANJÁ
Orixá mais popular do Brasil, a rainha do mar é a mãe todos os Orixás, é o trono feminino da geração, a protetora dos marinheiros, pescadores, das viagens pelo mar, e também sobre toda a flora e fauna marinhas. E além disso, atua no amparo à maternidade, rege de forma absoluta o lar e a família. Dona dos mares e oceanos, águas essas que, através de sua força, tem o papel de devolver vibrações e trabalhos, pois creem que o mar devolve tudo que nele for jogado e vibrado.
XANGÔ
Xangô é o Orixá da justiça e da sabedoria, simboliza a lei de causa e efeito, responsável a dar a quem merece o devido castigo e a vitória aos que foram injustiçados. É quem dá solução às pendências. A maioria dos seguidores que recorrem ao Xangô são os que sofrem de injustiças, perseguições espirituais e materiais. Desse Orixá, emanam também o saber e a autoridade, é o protetor de todos que tem contato com as práticas da lei.
IANSÃ
Iansã é a Orixá dos ventos e das tempestades. Rainha dos raios, é responsável pelas transformações e pelo combate à feitiçarias feitas aos seus seguidores. Guerreira, é conhecida também como guardiã dos mortos, pois exerce domínio sobre os eguns. A força de sua magia afasta todas as influências do mal e negativas, pois tem o poder de anular os males e cargas de enfeitiçamento.
OXOSSI
Oxossi é o Orixá conhecido como senhor dos caboclos e das matas. É o caçador de almas de homens e dele emana altivez. Encoraja e dá segurança a todos seus seguidores; protetor dos animais, é conhecido por aliar sua grande força com o bom senso. Assim como Ogum, é um lutador, grande guerreiro, está sempre pronto para defender aqueles que se colocam sob sua guarda.
OMULÚ
Orixá da saúde, atua sobre os doentes, hospitais e cemitérios. Senhor da morte e das doenças,costuma ser muito temido, porém da mesma forma que traz a doença, ele leva embora também. Muito respeitado, é um orixá exigente e grande feiticeiro. Omulú é a é a manifestação idosa de Obaluaiê. Os médiuns ao manifestarem a presença de Omulú, se curvam aproximando-se o máximo da terra, do chão. Representa a transformação do ser, morrer para o pequeno e renascer para o grande.
NANÃ
Rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova “vida”, já mais equilibrada.
È a linha da Evolução, enquanto Obaluaye atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar
OXUMARÉ
 filho mais novo e preferido de Nanã, irmão de Omulu. É uma entidade branca muito antiga, participou da criação do mundo enrolando-se ao redor da terra, reunindo a matéria e dando forma ao Mundo. Sustenta o Universo, controla e põe os astros e o oceano em movimento. Rastejando pelo Mundo, desenhou seus vales e rios.. Sua essência é o movimento, a fertilidade, a continuidade da vida.
A comunicação entre o céu e a terra é garantida por Oxumarê. Leva a água dos mares, para o céu, para que a chuva possa formar-se - é o arco-íris, a grande cobra colorida. Assegura comunicação entre o mundo sobrenatural, os antepassados e os homens e por isso à associa do ao cordão umbilical..


Cores Vibratorias dos Orixas

Oxalá – Branco
Iemanjá – azul ( clara)
Oxum – amarelo ou Azul escuro
Iansã – Amarelo
Nanã – Lilás
Ogum – Vermelho
Oxossi – Verde
Xangô – Marron
Omulu – Branco Amarelo e preto
Oxumarè – As Cores do Arco Iris


Tema 3-Significado da palavra Aruanda


Aruanda é o nome dado pela Umbanda a uma cidade de luz etérica que orbitaria a ionosfera do planeta Terra, em uma dimensão espiritual de transição.

Apesar da farta literatura, a Umbanda não é considerada uma religião codificada. Por esse motivo, o termo Aruanda pode possuir diversos significados, dependendo da tenda, barracão ou centro espiritualista no qual seja mencionado. É, inclusive, utilizado por outras religiões espiritualistas tais como Quimbanda e Candomblé, em referência genérica a "plano espiritual".

Para a Umbanda tradicional (fundada em 1908 pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas), os habitantes de Aruanda são trabalhadores do bem e da caridade, sejam recém-desencarnados em aprendizagem, sejam espíritos de luz que à muito não retornam a esfera física pela reencarnação. Estes guias epirituais, apesar de sua evolução, permanecem na dimensão vibratória de Aruanda para continuar auxiliando encarnados e desencarnados, se manifestando na Terra sob a roupagem fluídica (em tipologia espiritual) de pretos-velho, cablocos e crianças. Suas verdadeiras formas, no entanto, transcendem raça, credo ou etnia, sendo possível sua manifestação em qualquer congregação que pratique o binômio amor-caridade e que admita a comunicação espiritual.

Para o espiritismo (codificado por Allan Kardec), Aruanda seria a denominação de uma colônia espiritual, assemelhada à colônia Nosso Lar, descrita no livro de André Luis, psicografado pelo médium Chico Xavier. Em Aruanda, porém, estariam presentes elementos magísticos da cultura africana, em sincretismo com simbolos da cultura judaico-cristã.

Aruanda, enquanto cidade espiritual, é mencionada nos livros "Tambores de Angola" e "Aruanda" - livros do espírito Ângelo Inácio, psicografado pelo médium Robson Pinheiro. Em ambos, a religião da Umbanda é situada com integrante de um panorama espírita maior (espiritualismo universalista), sendo explicada a importância de seus rituais magísticos e simbologias, enquanto formas de manipulação das forças elementais da natureza.




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Apostila II - Dezembro 2012



Grupo de Estudo – Gira de desenvolvimento Caboclos – 15/12/2012

 

AS GUIAS

 

As GUIAS são aqueles colares usadas na Umbanda onde médiuns utilizam nos trabalhos eno seu dia a dia como proteção algumas vezes.

Estes “colares” são verdadeiros pára-raios em defesa dos os médiuns.
É um objeto no qual os Guias e Protetores imantam com determinadas forças para servirem de instrumentos em ocasiões precisas.

A Guia é então, uma das muitas ferramentas utilizadas pelo médium que serve como defesa deste que, muitas vezes, se vê obrigado a entrar em contato com energias às quais ele não poderia suportar, daí a explicação para as guias que arrebentam de repente. Por ser de material altamente atrativo, a guia recebe toda a carga negativa que foi direcionada ao médium e arrebenta.

A guia não serve somente como proteção do médium. Esta tem muitas outras utilidades como, por exemplo;
-serve como instrumento de ligação psíquica entre Médium e Espírito,
-serve como instrumento de tratamento,
-serve como material de trabalho das Entidades, atraindo ou emitindo energias e etc.

CONFECÇÃO DAS GUIAS

As guias devem ser confeccionadas com produtos naturais, pois são imantáveis e condutores de energias.
Esses materiais podem ser: sementes, madeira como o bambu, pedras, conchas e outros objetos marinhos, pedras preciosas e semipreciosas (mesmo que lapidadas), cristais, porcelana, miçangas, dentes de animais, guizos e outros, como por exemplo, os metais.

As guias são confeccionadas de acordo com o pedido feito pelas entidades, de acordo com a doutrina da casa que você freqüenta ou de acordo com a necessidade daquela guia.

Não se pode montar uma guia só porque acha bonito, ou porque todos usam, ou porque você acha que deva usar.

Espere, tudo na sua hora!!!!!!!!

Porquê?

A guia é uma peça “benta” com força e irradiação para nos proteger e aumentar nossa força, nossa vibração e etc. São ritualisticamente preparadas, ou seja, imantadas, de acordo com a tônica vibracional de quem as irá utilizar (médium e entidade), e conforme o objetivo a que se destinam.

Geralmente, quando uma entidade pede para seu filho montar a sua Guia, a mesma estará presente naquele momento, ou para dar orientações na montagem por intuição, ou para ver se o filho realmente tem o devido respeito pela religião (objetos, entidades, rituais e etc.) ou por vários outros motivos como, por exemplo, testes de fé, de paciência, pois tem vezes que a guia se quebra várias vezes antes de ficar pronta, ou às vezes a entidade está desenvolvendo sua mediunidade através das intuições e muito mais.

Por isso, para montar uma guia, deve-se estar tranqüilo, sem agitação externa e sem preocupações, enfim trabalhando, meditando e se conectando com seus Guias espirituais.

As guias, depois de prontas ou compradas devem ser descarregadas e cruzadas (benzidas).

Dependendo da doutrina de cada casa, as guias serão colocadas no conga por um determinado tempo, as vezes serão colocadas em certos recipientes com misturas de ervas, ou colocadas em sal grosso, e etc. Só depois de feito isso é que a entidade chefe da casa ou seu próprio guia vai cruzá-la.

Lembre-se, se a guia não foi cruzada, a mesma não terá nenhum valor.

Como dissemos acima, a guia será imantada com energias de acordo com as necessidades de quem vai usa-la e a que finalidade será utilizada.

TIPOS DE GUIAS

Existem pelo menos quatro tipos de guias que são utilizadas freqüentemente pelos filhos de fé.

São elas:

•Guia de proteção
•Guia de tratamento
•Guia do Orixá
•Guias das Entidades

Cada guia tem seu formato e cores específicas, como já lemos acima, ela será de acordo com a necessidade a que se destina.

Veja a seguir algumas características das guias mais utilizadas.

GUIA DE PROTEÇÃO

Geralmente, quando um médium entra para a religião e começa a trabalhar numa casa de Umbanda, pede-se para que ele providencie a sua guia de proteção.
Essa guia, não é uma regra, mas geralmente pede-se uma Guia de Oxalá, ou de Sete Linhas, em algumas casas utiliza-se uma guia “incomum”, ou seja, uma guia com cores e formatos diferentes do tradicional, de acordo com as instruções do Mentor da Casa é preparada uma guia “Daquele Centro”.
A guia de Oxalá é de cor brancaEssa é a mais usada nos casos de proteção e tratamentos.
Já a guia de Sete Linhas, é aquela que tem sete cores, ou seja, representa os sete Orixás da Umbanda.
É utilizada também para proteção, pois significa que o médium está sob a proteção das Sete Linhas da Umbanda.

GUIA DE TRATAMENTO

Como vimos acima, usa-se muito a guia branca, pois ela tem, “também”, um efeito psicológico no tratamento.
Quando uma pessoa vai passar por um tratamento utilizando essa guia, é dito ao paciente que é uma guia devidamente cruzada para aquele tratamento, e que essa guia branca é a guia que representa a força ou vibração de Jesus, Oxalá na Umbanda.
Dito isso, a pessoa acaba tendo sua fé aumentada, só por ter dito que é de Jesus; e com isso se obtém melhores resultados no tratamento, não que outras guias não sirvam, mas a parte psicológica conta e muito.
Existem casos em que a entidade lhe empresta ou te dá a guia Dele. Nestes casos, quando você for presenteado com uma, não precisa repor; mas, quando for solicitada a sua reposição, não se esqueça de faze-la, existe aí uma grande ligação entre paciente e entidade.
Não precisa pressa, não; mas a devolução é um meio pelo qual a Entidade tem a certeza de que você ao menos tem interesse pelo "teu caso" e respeita o que o Caboclo ou Preto-Velho falou.

GUIA DO ORIXÁ

É a guia que está ligada à faixa vibratória do médium e também é a guia que representa a linhagem das entidades que trabalham com esse médium.
A guia do Orixá é feita na cor relacionada ao Orixá, geralmente de uma cor só, apesar de existirem centros que trabalham com Orixás cruzados. Nesses casos as guias são de duas ou mais cores.
Por exemplo, um Filho de Ogum, usa uma guia vermelha e um Filho de Oxossi usa uma guia verde.
Ogum (guerreiro) tem sua vibração nos campos abertos, já Oxossi (caçador) tem sua vibração nas matas, então não sei como pode existir esse cruzamento de vibrações e Orixás, mas existe...

GUIAS DAS ENTIDADES

São aquelas guias que não tem um padrão, ou seja, cada entidade pede sua guia de trabalho de acordo com suas necessidades. Por isso é que temos tantos modelos de guias tão diferentes umas das outras; temos guias feitas com contas (bolinhas) coloridas e intercaladas com outros materiais, como dentes, olho de cabra, coquinhos e etc.

As guias das entidades devem ser feitas exatamente como elas pediram, pois tem grandes significados para elas que nós nem sequer imaginamos, é como um ponto riscado, cheio de mistérios. Algumas dão até para adivinhar, por exemplo, uma guia toda verde com sete flechas intercaladas e com o fechamento vermelho.
Bem, vamos lá... A cor verde quer dizer que é um Caboclo (jamais vi um Preto-Velho ou um Exu com uma guia verde), as sete flechas poderia indicar o nome desse Caboclo e o fechamento vermelho pode estar indicando a linha que a entidade trabalha, nesse caso linha de Ogum. Então teríamos aí o Caboclo Sete Flechas de Ogum.
Isso foi só um exemplo, bem fácil por sinal. Existem muitas outras guias que são indecifráveis para nós.

CORES DAS GUIAS

Existem cinco tipos de guias que tem cores e formato “padrão”.
•Branco e Verde - Caboclo
•Branco e Preto - Preto Velho
•Azul e Rosa - Crianças
•Vermelho e Preto - Exu
•Branco, Vermelho, Azul, Verde, Amarelo, Marrom e Roxo - 7 Linhas (Orixás)

Essas guias, modelo padrão, são encontradas nas lojas especializadas. E são feitas na contagem de sete contas de cada cor.
Outros modelos de guias, só a pedido das entidades.

UTILIZANDO AS GUIAS

Geralmente os médiuns usam as seguintes guias no trabalho:
•De proteção
•Do seu Orixá
•Dos seus Guias (entidades que trabalham com o médium)

As guias são geralmente usadas no pescoço, porém em alguns casos pode-se notar que alguns médiuns as usam atravessadas no peito, outros na mão e etc.
Isso ocorre por vários motivos.

Vejamos alguns:

•As guias usadas no pescoço servem como um elo de ligação entre seu Orixá (faixa vibratória) e a entidade atuante naquele momento.
Usa-se a guia no pescoço para dar mais intensidade no lado mental do médium, melhorando a comunicação ou transmissão daquilo que a entidade pretende passar ou até mesmo ajudando na ligação do médium ao espírito na hora da incorporação das entidades, onde o médium precisa elevar a sua faixa vibratória e a entidade descer a sua para que ocorra a comunicação.

•Quando um médium utiliza a guia atravessada no peito, geralmente do, é por causa do coração (estado emocional).
A entidade percebe que seu filho está ou tem algum problema ou desvio emocional que poderia influenciar no trabalho, geralmente corações endurecidos, então a guia será imantada para agir na parte emocional do médium.

Utiliza-se a guia atravessada também em tratamentos de certas partes do corpo, mas somente quando for ordenado que seja dessa forma, caso contrário a guia deve ser colocada no pescoço normalmente.

•Guias nas mãos ou enroladas no pulso, somente quando o médium está incorporado. Nesse caso, a entidade utiliza a guia para dar passes.
Quando a entidade enrola sua guia na mão, às vezes nas mãos do consulente, ela está direcionando energias.
Uma guia enrolada na mão da entidade serve como um condutor de energia que será emitida àquela pessoa, quando enrolada nas mãos do consulente, pode ser que a entidade esteja retirando energias negativas daquela pessoa.

Lembre-se que nem todas entidades trabalham dessa forma, cada um com seu jeito de trabalhar. Muitas entidades, ao invés de usar a guia para retirar ou emitir energias, preferem trabalhar com seu charuto ou cachimbo.

•Existem entidades que colocam suas guias no chão e pedem para que o consulente entre dentro daquele círculo na hora que forem passar pelo passe.
Esse círculo forma um campo magnético, onde a entidade vai trabalhar as diversas energias que está sendo trazida pelo consulente.

Existem entidades que não colocam sua guia, mas fazem um círculo riscado no chão, e trabalham da mesma maneira.

•Algumas entidades usam suas guias no pescoço do consulente na hora do passe, outras usam as guias para formar um círculo no ponto riscado e etc.


Uma guia cruzada, usada sem orientação ou de forma errada, pode causar problemas a quem as utiliza.

Muito bem, aí foram algumas formas que as guias são usadas nos trabalhos. Podem existir muitas outras maneiras diferentes de se usar uma guia, mas tudo deve ser feito com orientação.

 

 

BANHOS NA UMBANDA


            A Umbanda, religião ligada aos Orixás e a natureza, tem como fundamentos a utilização de elementos da natureza, que são “regidos”pelos Orixás. Os elementos são : AR ,TERRA ,FOGO, ÁGUA

Estes elementos podem estar reunidos ou não em diversos rituais umbandistas, no intuito de manipulação de energias. Em todo Universo, temos o Prana ou Éter Vital, que é energia essencial para a manutenção da vida em vários níveis energéticos. O Prana é absorvido pelos elementos da natureza e por nós direta ou indiretamente.

A respiração, o “banho” de sol, a alimentação adequada, são alguns dos meios desta absorção energética.
Nos rituais da Umbanda, podemos manipular, então os elementos da natureza e o Prana, através de vários rituais. Alguns exemplos:

A magia, contida em muitos rituais umbandistas, tem a necessidade de elementos materiais de ligação entre a matéria e o plano espiritual.

Os ciclos da natureza e os astros influenciam a vida de todos os seres vivos, aqui na Terra, pois regulam toda a vida, trazendo o equilíbrio.

Devemos entender o máximo possível sobre estas influências, pois é de grande importância, obter o melhor resultado na extração e manipulação energética.

Os banhos ritualísticos de uma maneira geral, são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, afim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.

Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.

Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.

Não somente os médiuns ativos na Umbanda devem tomar determinados banhos, mas todos nós, em geral, podemos usá-los.

Temos algumas categorias de banhos :

a)* Banhos de Descarrego*

Esta categoria de banho, conhecido também como banho de descarga ou desimpregnação energética é o mais comum e mais conhecido.
Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Todo este egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando neste egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até sermos obsediados.

Tipos de banhos de descarrego :
1) Banho de Sal Grosso
Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso, é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a
sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.
O preparo deste banho é bem simples, basta, após um banho normal, banhar-se de uma mistura de um punhado de sal grosso, em água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronal e frontal).

O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.

Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (uns 3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.
Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias
negativas, também descarregou-se as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.
Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.

Existem pessoas que usam a água do mar, no lugar da água e sal grosso.

a2) Banho de Descarrego com Ervas
Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada à uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário
um tratamento mais eficaz. Determinadas ervas, são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente o aura de uma pessoa, eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas.

b) *Banho de Defesa*
Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais.
Quando vamos num sítio energético para determinados rituais com ou sem incorporação, enfim, “fechamos” os nossos chacras.
As ervas para estes banhos, podem ser aquelas relacionadas ao próprio Orixá regente da pessoa, ou aquelas que uma entidade receitar.

c) *Banho de Energização*
Após tomarmos um banho de descarrego, é importante que restabelecemos o equilíbrio energético, através de um banho de energização. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo do aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente em giras de direita, ou mesmo, após uma gira em que o ambiente ficou
carregado.
Também, podemos usá-lo regularmente, independente se somos ou não médiuns.
Um bom e simples banho : pétalas de rosas brancas ou amarelas, alfazema e alecrim.

d) *Banho de Fixação*
Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades
elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.
As ervas utilizadas para este tipo de banho estão diretamente relacionadas ao Orixá regente do médium e à entidade atuante. São assim receitados apenas por um verdadeiro chefe de terreiro ou médium-magista ou pela própria entidade.

PREPARAÇÃO DOS BANHOS
- Alguns banhos, são feitos com água fria e as plantas são maceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso, adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água;

- Banhos feitos com água quente, devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Alguns dizem que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento Fogo, também faz parte dos rituais de Umbanda. A água aquecida “agita” a mistura, liberando o prana das ervas;

- Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho;

- Embora todo o corpo será banhado, a parte da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas” dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora;
- Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas.
Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num saco plástico e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente ou na Terra.

*Banhos Naturais*

São banhos que realizamos em sítios energéticos, onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos em nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronal e frontal), localizados na cabeça, é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se efetuarmos em locais livres da poluição.

Dentre eles podemos destacar :
*Banhos de Mar* (ótimos para descarrego e para energização, principalmente sob a vibração de Yemanja)

Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença para o povo do mar e para Mamãe Yemanjá. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os corpos de sutis energias. Ideal se realizado em mar com ondas e sob o sol.

*Banhos de Cachoeira
*Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d´água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo que limpamos toda a nossa alma. Saudemos, pois Mamãe Oxum e todo povo d´água

Relação de algumas  ervas e suas propriedades:

Arnica - afasta a negatividade
Abre Caminho - novas forças
Açúcar - aceitação
Alho (palha) - proteção
Alecrim - clareza mental
Alpiste - prosperidade
Arruda - proteção
Anis Estrelado - aumenta a auto-estima
Água-de-arroz - calmante
Água-marinha (planta) - limpeza
Alfazema - mudança
Bulbo de cebolinha - tira o cansaço
Comigo-ninguém-pode - defesa
Camomila - limpeza (bactericida)
Canela - limpeza, força e prosperidade
Cravo da Índia - estimulante
Crizântemo branco - calmante
Crista-de-Galo (sementes) - calmante (hipertensão)
Contas de Rosário - concentração
Cenoura (folhas) - fraqueza
Dente-de-Leão - tristeza e anti-tóxico
Erva doce - boas energias
Espada de São Jorge - proteção
Folha de Pinheiro - limpeza
Folhas de Pêssego - dissolve densidades acumuladas
Folhas de Limão - corta energias negativas
Folhas de Manga - prosperidade
Folhas de Louro - prosperidade
Fumo - proteção
Flor de sabugueiro - calmante
Guiné - proteção e força
Girassol (sementes) - acelera as mudanças
Guaraná - aumenta as energias
Hortelã - aceitação
Inhame - força e limpeza
Levante - força, melhorar a auto-estima
Losna - corta a negatividade (raivas)
Macela - calmante (bom para insônia)
Manjericão - equilíbrio, renova as células do organismo
Pitanga (folhas) - melhora a circulação
Rosas brancas - limpeza
Rosas vermelhas - energia
Sementes de tangerina - para dores na coluna
Sálvia – rejuvenecimento
ABRE CAMINHO - banho, erva de Ogum e Exu.
ALECRIM - planta de Oxalá, usada em banhos de Amaci, em defumações, Amuleto afasta os fluidos negativos e atrair proteção.
ALFAVACA - banho de purificação erva e Oxalá e Xangô - usado na defumação para afastar espíritos obsessores e atrair proteção.
ALFAZEMA - evita influencias negativas e limpa espiritualmente pessoas e ambientes.
ARRUDA - usada em amuletos - figas - banhos de descarga, coroação de médiuns na umbanda, usado na casas contra mal-olhado, afasta
maus fluídos e projete contra magia-negra.
BOLDO - banho pertence à Oxalá.
CIPÓ CRUZ - usado em banhos e defumações, afasta fluídos maléficos e espíritos obsessores.
ERVA CIDREIRA - possui a virtude aumentar a intuição, favorecendo o desenvolvimento mediúnico.
ERVA SANTA - também carqueja é de Inhasã.
ESPADA DE INHASÂ - banho. Limpeza de casas, pertence à Inhasâ.
ESPADA DE SÃO JORGE - banho de descarga e amaci, seca e usa-se para defumação contra magia negra.
ESPADA DE OGUN - Ogun, banho usado também, como proteção em casas.
AMORA - Exu, esse vegetal armazena fluidos negativos, soltando-os ao anoitecer com varas de amoreira são feitas inxâ. Para o culto dos
eguns e quizila de Xangô. As folhas são desinflamatórias para boca e garganta.
ARGELIM - AMARGOSO (MORCEGUEIRA) - Exu, banho. Casca banho de descarrego.
CAÁ HOBI (CANILEIRA - ANIL) - Exu, banho de descarrego e limpeza de casas.
BRINCO DE PRINCESA - Exu, banho de descarrego.
CAJUEIRO - Exu, as folhas para sacrifício de animais de quatro patas.
CARDO SANTO - Exu, aplicada na limpeza de casas.
CATINGUEIRA - Exu, banho de descarrego.
FEDEGOSO - Exu, aplicada na limpeza de casas.
HORTELÂ - PIMENTA - banho, anula negatividade de maus fluídos, o sumo purifica o otá (pedra) de Exú, no assentamento.
Planta-se ao arredor da casa de Exu.
MAMÃO BRAVO - Exu, banho de limpeza e descarrego. A fruta vai em ebó.
JUÁ - banho e limpeza de casas.
JURUBEBA - banho de descarrego (Exu).
JUREMA PRETA - ebó de defesa e banho para tirar obsessores (Exu).
MANGUEIRA - Exu / Ogun. Abo, banho de defesa as folhas cozidas servem para corrimento na vagina.
PAU D"ALHO - banho de descarga, os galhos para limpeza de casas (Exu).
PIMENTA DE MACACO - assentamentos (Exú).
PINHÃO BRANCO - banho, quebra demanda, olho gordo, feitiçaria, (Exu).
PINHÃO ROXO - Exu, uso igual ao pinhão braço. Os galhos para limpeza de casa.
URTIGA - Exu, banho de descarrego e assentamentos.
AÇOITA CAVALOS - Ogun, banho de descarrego, limpeza pessoal e de casas.
ARNICA - obrigação de cabeça, abo banho de limpeza. Usado medicina popular para contusões , cortes, lesões, cura também feridas.

ARUEIRA - Exu, Ogun, obrigações banhos de descarrego, limpeza de casas, despacho de eguns.
LOSNA - abo, banho de limpeza e descarrego.
SÃO GONÇALINHO - Ogun, usada em todas as obrigações, banho de defesa, descarrego. No Abó, limpeza de casas.
BABOSA - depois de seca, usada como defumação.
PEREGUN - limpeza de casas, descarrego. Ogun.
ARROZ - sementes usada para ebó.
COLÔNIA - Iemanjá, Amaci, obrigações.
JASMIN - flores usadas em banhos para conquistas amorosas.
PATA DE VACA - Iemanjá, Abo, e banho de descarrego.
AVENCA - Nana, Amaci.
ERVA CIDREIRA - Nana, Amaci, Abo.
ESPINHEIRA SANTA - Omolu, banho de descarga.
MANJERICÃO ROXO - Omolu, Amaci, Abo.
VELAME DO CAMPO - Omolu, sacudimento para saúde, obrigação. Amaci e no Abo.
OBI - fruto oferecido nas cerimônias aos Orixás.
CAMOMILA - descarrego, Abo.
BAMBÚ - defumação.
ROMÂ - banho de descarga, Inhasã.
CRAVO DA ÍNDIA - banho e defumação.
GIRASSOL - Oxalá, banho flor, defumação (sementes)


SENSACOES COMUNS QUE O MEDIUM PODE SENTIR


Cada ser humano é um universo e um sistema diferente do outro e, por isto, todos os médiuns sentem de forma única os efeitos que este complexo movimento constante de energias provoca. Alguns têm sensibilidade maior em determinados chacras e isso pode causar que em determinada região ele vá sentir mais efeitos do que em outras áreas. Às vezes, a pessoa tem maior sensibilidade para sentir um determinado tipo de ação e movimento energético e sentir mais fortemente um determinado tipo de sensação / sintoma e assim por diante.
Os médiuns doam e recebem energias, também são manipulados energética e invisivelmente pelos mentores da corrente astral do agrupamento de trabalho e tudo isto gera sensações, sintomas e efeitos mais ou menos perceptíveis, conforme a sensibilidade de cada um. Não quer dizer que quem não sente nada, ou sente pouco, não está em movimentação energética.
Quando o médium passa a entender certos processos, estes passam a ser mais familiares, a parecer mais simples e natural, sem causar mais tanto medo e insegurança, principalmente se tem a oportunidade de estar em contato com outras pessoas que passam a mesma coisa ou similar ao que ele passa.
Quando o médium está se dispondo em ambiente mediúnico de trabalho, está em intensa movimentação energética, tendo consciência, sabendo ou não disso. A grande maioria das pessoas não tem sensibilidade mais apurada para sentir os efeitos que esta movimentação energética provoca nos médiuns.
Todos os sintomas comuns que os médiuns sentem (bocejos, choques, arrepios, lacrimejamento, calor nas orelhas e face, tonturas, enjôos, dormência, rigidez muscular, taquicardia, tremores, movimentos involuntários, perda do controle de membros ou corpo inteiro, pressão ou formigamento na testa ou nuca, sonolências ou entorpecimento, zumbido ou ruídos dentro da cabeça, pulsação de mãos, pés, cabeça ou corpo todo, pressão no peito, estômago, etc.) são sintomas de que está havendo movimentação energética em seu duplo etérico, chacras e o corpo sente e traduz esta movimentação energética em forma de sensações e sintomas. Estes são processos normais que alguns sentem, uns mais que outros, e não importa o tempo de trabalho, pois é a sensibilidade do médium em perceber movimentações energéticas ocorrendo em seu corpo áurico.
Alguns outros sintomas decorrentes da movimentação e atuação dos Guias nos centros de forças dos médiuns durante uma sessão:
Arrepios – talvez seja o efeito mais comum, resultado da sensibilidade da troca energética que processa descargas elétricas do duplo etérico.
Enjôo – pode ser resultado da movimentação do chacra gástrico para doação de energias, ou alguma entidade que atue e vibre neste campo de força.
Tremores e movimentos involuntários – indica movimentação do duplo etérico, ação das entidades sobre o campo magnético do médium, agindo sobre os chacras, tanto pode ser com o objetivo de troca energética, como para incorporar ou preparar os centros de força para incorporações futuras, ou seja, quando estão “amaciando o corpo” para posteriores incorporações.
Bocejos – são frutos da emancipação/soltura do corpo astral que está sendo preparado para o afastamento que virá com a incorporação. Os bocejos se dão porque o médium entra num estado de relaxamento (parecido ao que antecede o sono), onde também há o desdobramento perispiritual.
Formigamento na ponta dos dedos – está relacionado com a concentração de energia que há em nossas mãos. Sabemos que o campo eletromagnético que nos envolve é sentido pelas extremidades, pés e mãos, por onde sai energia constantemente.
Falta de ar – é resultado da compressão do diafragma que algumas vibrações podem causar, se atuam nos chacras gástrico e cardíaco.
Choro – proveniente de vários fatores, inclusive, descargas energéticas e reequilíbrio do corpo emocional do médium, até as programações mentais do subconsciente. Indica, também, sintonia com uma vibração de Oxum, Iemanjá ou entidades que ativam os chacras responsáveis pela emoção. Como também pode indicar emoção do próprio médium.
Lembrando que uma pessoa pode sentir algumas das vibrações citadas acima, porém, nem tudo que sente é sinal de que é médium ostensivo, que precisa desenvolver, seguir um trabalho e muito menos que é médium de incorporação.
As pessoas podem ter sensações similares e do mesmo tipo, mas nenhuma sente igual e com a mesma intensidade de outras. Cada um tem sua própria e única natureza de receber as diversas e ricas energias que circulam, entram e saem de nossos corpos. Todos nós podemos estar mais sensitivos em dados momentos e mais “receptivos” a captar e perceber energias a nossa volta e dentro de nós.
Em relação à alimentação lembre-se que as entidades podem atuar no chacra gástrico, podendo causar enjôos, então se o organismo estiver pesado com alimentos densos, como carnes vermelhas e de difícil digestão, pode até provocar vômito e muito mal estar.

Antes e Após uma Sessão

Os médiuns são um campo energético sempre em atividade. Existem várias reações, sensações e efeitos que se manifestam, resultado do processo de movimentação energética. Esta movimentação tanto pode ocorrer durante a gira, anterior a ela, pois seus espíritos já estão preparando o seu campo energético horas e, às vezes, dias antes (dependendo do tipo de trabalho que ocorrerá) ou após a ela.
Os médiuns são mais sensíveis a possíveis presenças de campos energéticos de outras pessoas e ambiente do que outras pessoas, assim como as entidades podem estar agindo para assistência a terceiros, sem que o médium se dê conta disto. Os médiuns também podem estar sendo doadores naturais de ectoplasma e outros tipos de fluidos a alguém desvitalizado, o qual funciona como uma fonte sugadora de suas energias, podendo causar alguns efeitos colaterais, que logo passam. Outras vezes, o médium precisa de algum tipo de recarga: banho de ervas ou passes energéticos, para repor a energia gasta.
É de grande valia vigiar sempre seu estado emocional e equilíbrio psicológico e não permitir que pensamentos e sensações negativas façam moradia de forma alguma, pois pode ser impressões e sentimentos que não pertençam ao médium, mas pode captar dos ambientes e de pessoas.
Um fator muito importante no desenvolvimento mediúnico é aprender a identificar as sensações de suas entidades, que embora pareçam serem iguais, não são. Para que aprendam a fechar “as portas” quando entrar em contato com algum tipo de energia desconhecida.
Cada pessoa tem seu tempo, pois não envolve somente “abertura de canais mediúnicos”, mas o emocional e o psicológico precisam estar bem também, para que tudo ocorra de forma salutar, que traga alegria, leveza e satisfação e não mais agonia, desespero, medo e insegurança.

By Danielle danielle@terreirodavobenedita.com 
     Cesar Vinicius Licco    cesar@terreirodavobenedita.com