Grupo de Estudo –
Gira de desenvolvimento Caboclos – 15/12/2012
AS GUIAS
As GUIAS são aqueles colares usadas na Umbanda onde médiuns utilizam
nos trabalhos eno seu dia a dia como proteção algumas vezes.
Estes “colares” são verdadeiros pára-raios em defesa dos os médiuns.
É um objeto no qual os Guias e Protetores imantam com determinadas forças para
servirem de instrumentos em ocasiões precisas.
A Guia é então, uma das muitas ferramentas utilizadas pelo médium que serve
como defesa deste que, muitas vezes, se vê obrigado a entrar em contato com
energias às quais ele não poderia suportar, daí a explicação para as guias que
arrebentam de repente. Por ser de material altamente atrativo, a guia recebe
toda a carga negativa que foi direcionada ao médium e arrebenta.
A guia não serve somente como proteção do médium. Esta tem muitas outras
utilidades como, por exemplo;
-serve como instrumento de ligação psíquica entre Médium e Espírito,
-serve como instrumento de tratamento,
-serve como material de trabalho das Entidades, atraindo ou emitindo energias e
etc.
CONFECÇÃO DAS GUIAS
As guias devem ser confeccionadas com produtos naturais, pois são imantáveis e
condutores de energias.
Esses materiais podem ser: sementes, madeira como o bambu, pedras, conchas e outros
objetos marinhos, pedras preciosas e semipreciosas (mesmo que lapidadas),
cristais, porcelana, miçangas, dentes de animais, guizos e outros, como por
exemplo, os metais.
As guias são confeccionadas de acordo com o pedido feito pelas entidades, de acordo
com a doutrina da casa que você freqüenta ou de acordo com a necessidade
daquela guia.
Não se pode montar uma guia só porque acha bonito, ou porque todos usam, ou
porque você acha que deva usar.
Espere, tudo na sua hora!!!!!!!!
Porquê?
A guia é uma peça “benta” com força e irradiação para nos proteger e aumentar
nossa força, nossa vibração e etc. São ritualisticamente preparadas, ou seja,
imantadas, de acordo com a tônica vibracional de quem as irá utilizar (médium e
entidade), e conforme o objetivo a que se destinam.
Geralmente, quando uma entidade pede para seu filho montar a sua Guia, a mesma
estará presente naquele momento, ou para dar orientações na montagem por
intuição, ou para ver se o filho realmente tem o devido respeito pela religião (objetos,
entidades, rituais e etc.) ou por vários outros motivos como, por exemplo,
testes de fé, de paciência, pois tem vezes que a guia se quebra várias vezes
antes de ficar pronta, ou às vezes a entidade está desenvolvendo sua
mediunidade através das intuições e muito mais.
Por isso, para montar uma guia, deve-se estar tranqüilo, sem agitação externa e
sem preocupações, enfim trabalhando, meditando e se conectando com seus Guias
espirituais.
As guias, depois de prontas ou compradas devem ser descarregadas e cruzadas
(benzidas).
Dependendo da doutrina de cada casa, as guias serão colocadas no conga por um
determinado tempo, as vezes serão colocadas em certos recipientes com misturas
de ervas, ou colocadas em sal grosso, e etc. Só depois de feito isso é que a
entidade chefe da casa ou seu próprio guia vai cruzá-la.
Lembre-se, se a guia não foi cruzada, a mesma não terá nenhum valor.
Como dissemos acima, a guia será imantada com energias de acordo com as
necessidades de quem vai usa-la e a que finalidade será utilizada.
TIPOS DE GUIAS
Existem pelo menos quatro tipos de guias que são utilizadas freqüentemente
pelos filhos de fé.
São elas:
•Guia de proteção
•Guia de tratamento
•Guia do Orixá
•Guias das Entidades
Cada guia tem seu formato e cores específicas, como já lemos acima, ela será de
acordo com a necessidade a que se destina.
Veja a seguir algumas características das guias mais utilizadas.
GUIA DE PROTEÇÃO
Geralmente, quando um médium entra para a religião e começa a trabalhar numa
casa de Umbanda, pede-se para que ele providencie a sua guia de proteção.
Essa guia, não é uma regra, mas geralmente pede-se uma Guia de Oxalá, ou de
Sete Linhas, em algumas casas utiliza-se uma guia “incomum”, ou seja, uma guia
com cores e formatos diferentes do tradicional, de acordo com as instruções do
Mentor da Casa é preparada uma guia “Daquele Centro”.
A guia de Oxalá é de cor brancaEssa é a mais usada nos casos de proteção e
tratamentos.
Já a guia de Sete Linhas, é aquela que tem sete cores, ou seja, representa os
sete Orixás da Umbanda.
É utilizada também para proteção, pois significa que o médium está sob a
proteção das Sete Linhas da Umbanda.
GUIA DE TRATAMENTO
Como vimos acima, usa-se muito a guia branca, pois ela tem, “também”, um efeito
psicológico no tratamento.
Quando uma pessoa vai passar por um tratamento utilizando essa guia, é dito ao
paciente que é uma guia devidamente cruzada para aquele tratamento, e que essa
guia branca é a guia que representa a força ou vibração de Jesus, Oxalá na
Umbanda.
Dito isso, a pessoa acaba tendo sua fé aumentada, só por ter dito que é de
Jesus; e com isso se obtém melhores resultados no tratamento, não que outras
guias não sirvam, mas a parte psicológica conta e muito.
Existem casos em que a entidade lhe empresta ou te dá a guia Dele. Nestes
casos, quando você for presenteado com uma, não precisa repor; mas, quando for
solicitada a sua reposição, não se esqueça de faze-la, existe aí uma grande
ligação entre paciente e entidade.
Não precisa pressa, não; mas a devolução é um meio pelo qual a Entidade tem a
certeza de que você ao menos tem interesse pelo "teu caso" e respeita
o que o Caboclo ou Preto-Velho falou.
GUIA DO ORIXÁ
É a guia que está ligada à faixa vibratória do médium e também é a guia que
representa a linhagem das entidades que trabalham com esse médium.
A guia do Orixá é feita na cor relacionada ao Orixá, geralmente de uma cor só,
apesar de existirem centros que trabalham com Orixás cruzados. Nesses casos as
guias são de duas ou mais cores.
Por exemplo, um Filho de Ogum, usa uma guia vermelha e um Filho de Oxossi usa
uma guia verde.
Ogum (guerreiro) tem sua vibração nos campos abertos, já Oxossi (caçador) tem
sua vibração nas matas, então não sei como pode existir esse cruzamento de
vibrações e Orixás, mas existe...
GUIAS DAS ENTIDADES
São aquelas guias que não tem um padrão, ou seja, cada entidade pede sua guia
de trabalho de acordo com suas necessidades. Por isso é que temos tantos
modelos de guias tão diferentes umas das outras; temos guias feitas com contas
(bolinhas) coloridas e intercaladas com outros materiais, como dentes, olho de
cabra, coquinhos e etc.
As guias das entidades devem ser feitas exatamente como elas pediram, pois tem
grandes significados para elas que nós nem sequer imaginamos, é como um ponto
riscado, cheio de mistérios. Algumas dão até para adivinhar, por exemplo, uma
guia toda verde com sete flechas intercaladas e com o fechamento vermelho.
Bem, vamos lá... A cor verde quer dizer que é um Caboclo (jamais vi um
Preto-Velho ou um Exu com uma guia verde), as sete flechas poderia indicar o
nome desse Caboclo e o fechamento vermelho pode estar indicando a linha que a
entidade trabalha, nesse caso linha de Ogum. Então teríamos aí o Caboclo Sete
Flechas de Ogum.
Isso foi só um exemplo, bem fácil por sinal. Existem muitas outras guias que
são indecifráveis para nós.
CORES DAS GUIAS
Existem cinco tipos de guias que tem cores e formato “padrão”.
•Branco e Verde - Caboclo
•Branco e Preto - Preto Velho
•Azul e Rosa - Crianças
•Vermelho e Preto - Exu
•Branco, Vermelho, Azul, Verde, Amarelo, Marrom e Roxo - 7 Linhas (Orixás)
Essas guias, modelo padrão, são encontradas nas lojas especializadas. E são
feitas na contagem de sete contas de cada cor.
Outros modelos de guias, só a pedido das entidades.
UTILIZANDO AS GUIAS
Geralmente os médiuns usam as seguintes guias no trabalho:
•De proteção
•Do seu Orixá
•Dos seus Guias (entidades que trabalham com o médium)
As guias são geralmente usadas no pescoço, porém em alguns casos pode-se notar
que alguns médiuns as usam atravessadas no peito, outros na mão e etc.
Isso ocorre por vários motivos.
Vejamos alguns:
•As guias usadas no pescoço servem como
um elo de ligação entre seu Orixá (faixa vibratória) e a entidade atuante
naquele momento.
Usa-se a guia no pescoço para dar mais intensidade no lado mental do médium,
melhorando a comunicação ou transmissão daquilo que a entidade pretende passar
ou até mesmo ajudando na ligação do médium ao espírito na hora da incorporação
das entidades, onde o médium precisa elevar a sua faixa vibratória e a entidade
descer a sua para que ocorra a comunicação.
•Quando um médium utiliza a guia atravessada no peito, geralmente do, é por
causa do coração (estado emocional).
A entidade percebe que seu filho está ou tem algum problema ou desvio emocional
que poderia influenciar no trabalho, geralmente corações endurecidos, então a
guia será imantada para agir na parte emocional do médium.
Utiliza-se a guia atravessada também em tratamentos de certas partes do corpo,
mas somente quando for ordenado que seja dessa forma, caso contrário a guia
deve ser colocada no pescoço normalmente.
•Guias nas mãos ou enroladas no pulso, somente quando o médium está
incorporado. Nesse caso, a entidade utiliza a guia para dar passes.
Quando a entidade enrola sua guia na mão, às vezes nas mãos do consulente, ela
está direcionando energias.
Uma guia enrolada na mão da entidade serve como um condutor de energia que será
emitida àquela pessoa, quando enrolada nas mãos do consulente, pode ser que a
entidade esteja retirando energias negativas daquela pessoa.
Lembre-se que nem todas entidades trabalham dessa forma, cada um com seu jeito
de trabalhar. Muitas entidades, ao invés de usar a guia para retirar ou emitir
energias, preferem trabalhar com seu charuto ou cachimbo.
•Existem entidades que colocam suas guias no chão e pedem para que o consulente
entre dentro daquele círculo na hora que forem passar pelo passe.
Esse círculo forma um campo magnético, onde a entidade vai trabalhar as
diversas energias que está sendo trazida pelo consulente.
Existem entidades que não colocam sua guia, mas fazem um círculo riscado no
chão, e trabalham da mesma maneira.
•Algumas entidades usam suas guias no pescoço do consulente na hora do passe,
outras usam as guias para formar um círculo no ponto riscado e etc.
Uma guia cruzada, usada sem orientação ou de forma errada, pode causar
problemas a quem as utiliza.
Muito bem, aí foram algumas formas que as
guias são usadas nos trabalhos. Podem existir muitas outras maneiras diferentes
de se usar uma guia, mas tudo deve ser feito com orientação.
BANHOS NA UMBANDA
A
Umbanda, religião ligada aos Orixás e a natureza, tem como fundamentos a
utilização de elementos da natureza, que são “regidos”pelos Orixás. Os
elementos são : AR ,TERRA ,FOGO, ÁGUA
Estes elementos podem estar reunidos ou não
em diversos rituais umbandistas, no intuito de manipulação de energias. Em todo
Universo, temos o Prana ou Éter Vital, que é energia essencial para a
manutenção da vida em vários níveis energéticos. O Prana é absorvido pelos
elementos da natureza e por nós direta ou indiretamente.
A respiração, o “banho” de sol, a alimentação
adequada, são alguns dos meios desta absorção energética.
Nos rituais da Umbanda, podemos manipular,
então os elementos da natureza e o Prana, através de vários rituais. Alguns
exemplos:
A magia, contida em muitos rituais
umbandistas, tem a necessidade de elementos materiais de ligação entre a
matéria e o plano espiritual.
Os ciclos da natureza e os astros influenciam
a vida de todos os seres vivos, aqui na Terra, pois regulam toda a vida,
trazendo o equilíbrio.
Devemos entender o máximo possível sobre
estas influências, pois é de grande importância, obter o melhor resultado na
extração e manipulação energética.
Os banhos ritualísticos de uma maneira geral,
são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira
ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o
indivíduo e a natureza, afim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.
Estes banhos prestam-se para limpar as
energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a
pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os
chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos
corpos.
Embora o banho utiliza-se de elementos
materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será
depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o
prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.
Não somente os médiuns ativos na Umbanda
devem tomar determinados banhos, mas todos nós, em geral, podemos usá-los.
Temos algumas categorias de banhos :
a)* Banhos de Descarrego*
Esta categoria de banho, conhecido também
como banho de descarga ou desimpregnação energética é o mais comum e mais
conhecido.
Estes banhos servem para livrar o indivíduo
de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários
ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num
planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias
negativas são abundantes. Todo este egrégora formado por pensamentos, ações,
vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão
se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos
com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando neste egrégora.
Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até sermos
obsediados.
Tipos de banhos de descarrego :
1) Banho de Sal Grosso
Este é o banho mais comumente utilizado,
devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal
grosso, é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos
eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo
há a
sua contraparte etérica, a função do sal é
também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este
banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo
o aura, desmagnetizando-o negativamente.
O preparo deste banho é bem simples, basta,
após um banho normal, banhar-se de uma mistura de um punhado de sal grosso, em
água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os
dois chacras superiores (coronal e frontal).
O porquê de não poder lavar os chacras
superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da
pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da
mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.
Após o banho, manter-se molhado por alguns
minutos (uns 3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo,
apenas secando o excesso de umidade.
Este banho é apenas o banho introdutório para
outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se
necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias
negativas, também descarregou-se as energias
positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo
de banho.
Este banho, não deve ser realizado de maneira
intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente
tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.
Existem pessoas que usam a água do mar, no
lugar da água e sal grosso.
a2) Banho de Descarrego com Ervas
Este banho é mais complexo e menos conhecido
do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só
que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está
ligada à uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário
um tratamento mais eficaz. Determinadas
ervas, são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente o aura de uma
pessoa, eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas.
b) *Banho de Defesa*
Este banho serve de manutenção energética dos
chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados
rituais.
Quando vamos num sítio energético para
determinados rituais com ou sem incorporação, enfim, “fechamos” os nossos
chacras.
As ervas para estes banhos, podem ser aquelas
relacionadas ao próprio Orixá regente da pessoa, ou aquelas que uma entidade
receitar.
c) *Banho de Energização*
Após tomarmos um banho de descarrego, é
importante que restabelecemos o equilíbrio energético, através de um banho de
energização. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo
do aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente em
giras de direita, ou mesmo, após uma gira em que o ambiente ficou
carregado.
Também, podemos usá-lo regularmente,
independente se somos ou não médiuns.
Um bom e simples banho : pétalas de rosas
brancas ou amarelas, alfazema e alecrim.
d) *Banho de Fixação*
Este banho é usado para trabalhos
ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia,
iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá
realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as
entidades
elevadas. Este banho “abre” todos os chacras
e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.
As ervas utilizadas para este tipo de banho
estão diretamente relacionadas ao Orixá regente do médium e à entidade atuante.
São assim receitados apenas por um verdadeiro chefe de terreiro ou
médium-magista ou pela própria entidade.
PREPARAÇÃO DOS BANHOS
- Alguns banhos, são feitos com água fria e
as plantas são maceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso,
adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água;
- Banhos feitos com água quente, devem ser
feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é,
esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe
com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Alguns dizem
que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento
Fogo, também faz parte dos rituais de Umbanda. A água aquecida “agita” a
mistura, liberando o prana das ervas;
- Não se enxugar, esfregando a toalha no
corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas
elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho;
- Embora todo o corpo será banhado, a parte
da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas”
dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que
tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas
com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora;
- Após o banho, é importante saber
desfazer-se dos restos das ervas.
Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós
retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num saco plástico
e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente ou na Terra.
*Banhos Naturais*
São banhos que realizamos em sítios energéticos,
onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos em nos
preocupar em não molhar os chacras superiores (coronal e frontal), localizados
na cabeça, é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se
efetuarmos em locais livres da poluição.
Dentre eles podemos destacar :
*Banhos de Mar* (ótimos para descarrego e
para energização, principalmente sob a vibração de Yemanja)
Podemos ir molhando os chacras à medida que
vamos adentrando no mar, pedindo licença para o povo do mar e para Mamãe
Yemanjá. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que
estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os corpos de
sutis energias. Ideal se realizado em mar com ondas e sob o sol.
*Banhos de Cachoeira
*Com a mesma função do banho de mar, só que
executado em águas doces. A queda d´água provoca um excelente “choque” em nosso
corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo que limpamos toda a nossa alma.
Saudemos, pois Mamãe Oxum e todo povo d´água
Relação
de algumas ervas e suas propriedades:
Arnica
- afasta a negatividade
Abre Caminho - novas forças
Açúcar - aceitação
Alho (palha) - proteção
Alecrim - clareza mental
Alpiste - prosperidade
Arruda - proteção
Anis Estrelado - aumenta a auto-estima
Água-de-arroz - calmante
Água-marinha (planta) - limpeza
Alfazema - mudança
Bulbo de cebolinha - tira o cansaço
Comigo-ninguém-pode - defesa
Camomila - limpeza (bactericida)
Canela - limpeza, força e prosperidade
Cravo da Índia - estimulante
Crizântemo branco - calmante
Crista-de-Galo (sementes) - calmante (hipertensão)
Contas de Rosário - concentração
Cenoura (folhas) - fraqueza
Dente-de-Leão - tristeza e anti-tóxico
Erva doce - boas energias
Espada de São Jorge - proteção
Folha de Pinheiro - limpeza
Folhas de Pêssego - dissolve densidades acumuladas
Folhas de Limão - corta energias negativas
Folhas de Manga - prosperidade
Folhas de Louro - prosperidade
Fumo - proteção
Flor de sabugueiro - calmante
Guiné - proteção e força
Girassol (sementes) - acelera as mudanças
Guaraná - aumenta as energias
Hortelã - aceitação
Inhame - força e limpeza
Levante - força, melhorar a auto-estima
Losna - corta a negatividade (raivas)
Macela - calmante (bom para insônia)
Manjericão - equilíbrio, renova as células do organismo
Pitanga (folhas) - melhora a circulação
Rosas brancas - limpeza
Rosas vermelhas - energia
Sementes de tangerina - para dores na coluna
Sálvia – rejuvenecimento
ABRE CAMINHO - banho, erva de Ogum e Exu.
ALECRIM - planta de Oxalá, usada em banhos de Amaci, em
defumações, Amuleto afasta os fluidos negativos e atrair proteção.
ALFAVACA - banho de purificação erva e Oxalá e Xangô - usado
na defumação para afastar espíritos obsessores e atrair proteção.
ALFAZEMA - evita influencias negativas e limpa
espiritualmente pessoas e ambientes.
ARRUDA - usada em amuletos - figas - banhos de descarga,
coroação de médiuns na umbanda, usado na casas contra mal-olhado, afasta
maus fluídos e projete contra magia-negra.
BOLDO - banho pertence à Oxalá.
CIPÓ CRUZ - usado em banhos e defumações, afasta fluídos
maléficos e espíritos obsessores.
ERVA CIDREIRA - possui a virtude aumentar a intuição,
favorecendo o desenvolvimento mediúnico.
ERVA SANTA - também carqueja é de Inhasã.
ESPADA DE INHASÂ - banho. Limpeza de casas, pertence à
Inhasâ.
ESPADA DE SÃO JORGE - banho de descarga e amaci, seca e
usa-se para defumação contra magia negra.
ESPADA DE OGUN - Ogun, banho usado também, como proteção em
casas.
AMORA - Exu, esse vegetal armazena fluidos negativos,
soltando-os ao anoitecer com varas de amoreira são feitas inxâ. Para o culto
dos
eguns e quizila de Xangô. As folhas são desinflamatórias para
boca e garganta.
ARGELIM - AMARGOSO (MORCEGUEIRA) - Exu, banho. Casca banho de
descarrego.
CAÁ HOBI (CANILEIRA - ANIL) - Exu, banho de descarrego e
limpeza de casas.
BRINCO DE PRINCESA - Exu, banho de descarrego.
CAJUEIRO - Exu, as folhas para sacrifício de animais de
quatro patas.
CARDO SANTO - Exu, aplicada na limpeza de casas.
CATINGUEIRA - Exu, banho de descarrego.
FEDEGOSO - Exu, aplicada na limpeza de casas.
HORTELÂ - PIMENTA - banho, anula negatividade de maus
fluídos, o sumo purifica o otá (pedra) de Exú, no assentamento.
Planta-se ao arredor da casa de Exu.
MAMÃO BRAVO - Exu, banho de limpeza e descarrego. A fruta vai
em ebó.
JUÁ - banho e limpeza de casas.
JURUBEBA - banho de descarrego (Exu).
JUREMA PRETA - ebó de defesa e banho para tirar obsessores
(Exu).
MANGUEIRA - Exu / Ogun. Abo, banho de defesa as folhas
cozidas servem para corrimento na vagina.
PAU D"ALHO - banho de descarga, os galhos para limpeza
de casas (Exu).
PIMENTA DE MACACO - assentamentos (Exú).
PINHÃO BRANCO - banho, quebra demanda, olho gordo,
feitiçaria, (Exu).
PINHÃO ROXO - Exu, uso igual ao pinhão braço. Os galhos para
limpeza de casa.
URTIGA - Exu, banho de descarrego e assentamentos.
AÇOITA CAVALOS - Ogun, banho de descarrego, limpeza pessoal e
de casas.
ARNICA - obrigação de cabeça, abo banho de limpeza. Usado
medicina popular para contusões , cortes, lesões, cura também feridas.
ARUEIRA - Exu, Ogun, obrigações banhos de descarrego, limpeza
de casas, despacho de eguns.
LOSNA - abo, banho de limpeza e descarrego.
SÃO GONÇALINHO - Ogun, usada em todas as obrigações, banho de
defesa, descarrego. No Abó, limpeza de casas.
BABOSA - depois de seca, usada como defumação.
PEREGUN - limpeza de casas, descarrego. Ogun.
ARROZ - sementes usada para ebó.
COLÔNIA - Iemanjá, Amaci, obrigações.
JASMIN - flores usadas em banhos para conquistas amorosas.
PATA DE VACA - Iemanjá, Abo, e banho de descarrego.
AVENCA - Nana, Amaci.
ERVA CIDREIRA - Nana, Amaci, Abo.
ESPINHEIRA SANTA - Omolu, banho de descarga.
MANJERICÃO ROXO - Omolu, Amaci, Abo.
VELAME DO CAMPO - Omolu, sacudimento para saúde, obrigação.
Amaci e no Abo.
OBI - fruto oferecido nas cerimônias aos Orixás.
CAMOMILA - descarrego, Abo.
BAMBÚ - defumação.
ROMÂ - banho de descarga, Inhasã.
CRAVO DA ÍNDIA - banho e defumação.
GIRASSOL - Oxalá, banho flor, defumação (sementes)
SENSACOES COMUNS QUE O MEDIUM
PODE SENTIR
Cada
ser humano é um universo e um sistema diferente do outro e, por isto, todos os
médiuns sentem de forma única os efeitos que este complexo movimento constante
de energias provoca. Alguns têm sensibilidade maior em determinados chacras e
isso pode causar que em determinada região ele vá sentir mais efeitos do que em
outras áreas. Às vezes, a pessoa tem maior sensibilidade para sentir um
determinado tipo de ação e movimento energético e sentir mais fortemente um
determinado tipo de sensação / sintoma e assim por diante.
Os
médiuns doam e recebem energias, também são manipulados energética e
invisivelmente pelos mentores da corrente astral do agrupamento de trabalho e
tudo isto gera sensações, sintomas e efeitos mais ou menos perceptíveis,
conforme a sensibilidade de cada um. Não quer dizer que quem não sente nada, ou
sente pouco, não está em movimentação energética.
Quando
o médium passa a entender certos processos, estes passam a ser mais familiares,
a parecer mais simples e natural, sem causar mais tanto medo e insegurança,
principalmente se tem a oportunidade de estar em contato com outras pessoas que
passam a mesma coisa ou similar ao que ele passa.
Quando o médium está se dispondo em ambiente mediúnico de trabalho, está em
intensa movimentação energética, tendo consciência, sabendo ou não disso. A
grande maioria das pessoas não tem sensibilidade mais apurada para sentir os
efeitos que esta movimentação energética provoca nos médiuns.
Todos
os sintomas comuns que os médiuns sentem (bocejos, choques, arrepios,
lacrimejamento, calor nas orelhas e face, tonturas, enjôos, dormência, rigidez
muscular, taquicardia, tremores, movimentos involuntários, perda do controle de
membros ou corpo inteiro, pressão ou formigamento na testa ou nuca, sonolências
ou entorpecimento, zumbido ou ruídos dentro da cabeça, pulsação de mãos, pés,
cabeça ou corpo todo, pressão no peito, estômago, etc.) são sintomas de que
está havendo movimentação energética em seu duplo etérico, chacras e o corpo
sente e traduz esta movimentação energética em forma de sensações e sintomas.
Estes são processos normais que alguns sentem, uns mais que outros, e não
importa o tempo de trabalho, pois é a sensibilidade do médium em perceber
movimentações energéticas ocorrendo em seu corpo áurico.
Alguns
outros sintomas decorrentes da movimentação e atuação dos Guias nos centros de
forças dos médiuns durante uma sessão:
Arrepios – talvez seja o efeito mais comum, resultado da
sensibilidade da troca energética que processa descargas elétricas do duplo
etérico.
Enjôo
– pode ser resultado da movimentação do chacra gástrico para doação de
energias, ou alguma entidade que atue e vibre neste campo de força.
Tremores e movimentos involuntários – indica movimentação do duplo etérico, ação das entidades
sobre o campo magnético do médium, agindo sobre os chacras, tanto pode ser com
o objetivo de troca energética, como para incorporar ou preparar os centros de
força para incorporações futuras, ou seja, quando estão “amaciando o corpo”
para posteriores incorporações.
Bocejos – são frutos da emancipação/soltura do corpo astral que
está sendo preparado para o afastamento que virá com a incorporação. Os bocejos
se dão porque o médium entra num estado de relaxamento (parecido ao que
antecede o sono), onde também há o desdobramento perispiritual.
Formigamento na ponta dos dedos – está relacionado com a concentração de energia que há em
nossas mãos. Sabemos que o campo eletromagnético que nos envolve é sentido
pelas extremidades, pés e mãos, por onde sai energia constantemente.
Falta de ar – é resultado da compressão do diafragma que algumas
vibrações podem causar, se atuam nos chacras gástrico e cardíaco.
Choro
– proveniente de vários fatores, inclusive, descargas energéticas e
reequilíbrio do corpo emocional do médium, até as programações mentais do
subconsciente. Indica, também, sintonia com uma vibração de Oxum, Iemanjá ou
entidades que ativam os chacras responsáveis pela emoção. Como também pode
indicar emoção do próprio médium.
Lembrando
que uma pessoa pode sentir algumas das vibrações citadas acima, porém, nem tudo
que sente é sinal de que é médium ostensivo, que precisa desenvolver, seguir um
trabalho e muito menos que é médium de incorporação.
As
pessoas podem ter sensações similares e do mesmo tipo, mas nenhuma sente igual
e com a mesma intensidade de outras. Cada um tem sua própria e única natureza
de receber as diversas e ricas energias que circulam, entram e saem de nossos
corpos. Todos nós podemos estar mais sensitivos em dados momentos e mais
“receptivos” a captar e perceber energias a nossa volta e dentro de nós.
Em
relação à alimentação lembre-se que as entidades podem atuar no chacra
gástrico, podendo causar enjôos, então se o organismo estiver pesado com
alimentos densos, como carnes vermelhas e de difícil digestão, pode até
provocar vômito e muito mal estar.
Antes e Após uma Sessão
Os médiuns
são um campo energético sempre em atividade. Existem várias reações, sensações
e efeitos que se manifestam, resultado do processo de movimentação energética.
Esta movimentação tanto pode ocorrer durante a gira, anterior a ela, pois seus
espíritos já estão preparando o seu campo energético horas e, às vezes, dias
antes (dependendo do tipo de trabalho que ocorrerá) ou após a ela.
Os
médiuns são mais sensíveis a possíveis presenças de campos energéticos de
outras pessoas e ambiente do que outras pessoas, assim como as entidades podem
estar agindo para assistência a terceiros, sem que o médium se dê conta disto.
Os médiuns também podem estar sendo doadores naturais de ectoplasma e outros
tipos de fluidos a alguém desvitalizado, o qual funciona como uma fonte
sugadora de suas energias, podendo causar alguns efeitos colaterais, que logo
passam. Outras vezes, o médium precisa de algum tipo de recarga: banho de ervas
ou passes energéticos, para repor a energia gasta.
É de
grande valia vigiar sempre seu estado emocional e equilíbrio psicológico e não
permitir que pensamentos e sensações negativas façam moradia de forma alguma,
pois pode ser impressões e sentimentos que não pertençam ao médium, mas pode
captar dos ambientes e de pessoas.
Um
fator muito importante no desenvolvimento mediúnico é aprender a identificar as
sensações de suas entidades, que embora pareçam serem iguais, não são. Para que
aprendam a fechar “as portas” quando entrar em contato com algum tipo de
energia desconhecida.
Cada
pessoa tem seu tempo, pois não envolve somente “abertura de canais mediúnicos”,
mas o emocional e o psicológico precisam estar bem também, para que tudo ocorra
de forma salutar, que traga alegria, leveza e satisfação e não mais agonia,
desespero, medo e insegurança.
By Danielle danielle@terreirodavobenedita.com
Cesar Vinicius Licco cesar@terreirodavobenedita.com