Gira de
desenvolvimento - Grupo de Estudo - Apostila 3 – 09/03/2013
DEFUMAÇÃO – QUAL A
SUA FUNÇÃO .
Em
todos os terreiros de umbanda iremos nos deparar com um momento chamado
defumação. E como diz um de nossos pontos cantados "Filho quer se
defuma,Umbanda tem fundamento, é preciso preparar..."
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda. É
também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem cai pela primeira vez
assistir a um trabalho.
A principal função da defumação realizada tanto na Umbanda quanto nas demais
seitas religiosas através dos tempos, desde a Antiguidade, é com a queima de
ervas e resinas, modificar a energia existente no ambiente para equilibrá-lo de
acordo com a necessidade.
Na
Umbanda, a defumação é realizada no início dos trabalhos, realizando a limpeza
do ambiente, do corpo de médiuns e dos assistentes. Dependendo dos trabalhos
realizados, deve-se limpar o ambiente com a defumação mais de uma vez ao longo
do dia, para atrair e facilitar o trabalho que esteja sendo realizado pelas
entidades.
Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo astral durante nossa vivência
cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores,
invejas, preocupações, etc. tudo isso produz (ou atrai) certas
formas-pensamento que se aderem ao nosso aura e nosso corpo astral, bloqueando
sutis comunicações e transmissões energéticas entre os ditos corpos.
Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos
elementos ar, fogo e vegetal que a compõe, pois interpenetra os campos astral e
mental e o aura, tornando-os novamente “libertos” de tal peso para produzirem
seu funcionamento normal.
Além de suas propriedades astrais a defumação ajuda a mente do médium e da
assistência, ou dos residentes daquele local, a entrarem em contato com os
guias e protetores. Ou seja, o perfume da defumação estimula nossos centros
nervosos (plexos) a captarem com mais qualidade as energias superiores,
mantendo a mente da pessoa mais concentrada e propícia a esta percepção.
PRETO VELHO
Quando
se fala em preto-velho, estamos falando de uma grande linha, ou seja, uma
grande faixa vibratória onde espíritos afins se “encaixam” para cumprirem sua
missão.
Esses
espíritos foram ex-escravos e negros africanos que não chegaram a ser escravos.
Constam também dessa linha espíritos que não foram escravos nem negros, mais
que por afinidade e experiência de vidas
escolheram a Umbanda para cumprirem sua missão.
O
termo “Velho”, é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém
mais velho, subentendemos que essa pessoa já tenha vivido muito mais tempo.
Adquirindo assim mais coisas para contar e passar, principalmente essa mesma
pessoa já viveu o suficiente para ter aprendido a ter paciência, compreensão,
menos ansiedade para a vida.
Eles
pode se apresentar como Vovó, Vovô, Pai, Mãe, Tio, Tia devido a escolha em uma de suas vidas encarnatórias.
Esta linha como outras foram escolhidas por representar a luta de um povo em
cima de preconceitos, exploração etc..., muitos foram escravos mas nem sempre
no tempo do Negros Africanos no Brasil, foram escravos em outras épocas outros
lugares etc.
A grande característica dessa linha é o
conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dissemos que são os
“Psicólogos da Umbanda”.
Suas
vestimentas e apetrechos são bem simples, não necessitam de muitos artifícios
para trabalhar, necessitam apenas contar com a atenção e a concentração do seu
médium durante a consulta. Usam cachimbo, lenços, toalhas e as vezes fumo de
rolo e cigarro de palha.
Sua
forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa
com um “peso” nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés
fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações
necessárias (atabaque, gongá e Babá) e depois sentam e praticam sua caridade.
Essa
simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam
vocabulário simples, sem palavras rebuscadas. Sua maneira carregada de falar é
para dar idéia de antiguidade.
Além
disso os Preto-Velhos nos ajudam a enxergar que a prática da caridade, é vital
para nossa evolução espiritual.
A
linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mais como cada
médium possui uma coroa diferente, isso determina as diferenças entre os
Preto-Velhos.
Essas
diferenças ocorrem porque Preto-velhos são trabalhadores de orixás e trazem
para sua forma de trabalho a essência daquela força da natureza para quem eles
trabalham.
As Falanges dos
Preto-velhos:
1. Falange do Povo da
Costa (Rei Cambinda)
Cruzam-se com Iemanjá
e ensinam que, através da resignação das provas, haverá o resgate das dívidas
do passado. Consolam e auxiliam os sofredores, com muito amor. Suas oferendas
são entregues nas praias.
2. Falange do Povo de
Congo (Rei Congo)
Com Yori conseguem a
energia pura e infantil dessa falange que, transformada, vence a dor e traz a
alegria. Junto a sua oferenda vai uma vela rosa oferecida às crianças.
3. Falange do Povo de
Angola (Pai Joaquim)
Libertam os escravos
de hoje, presos aos vícios, maldades e erros, despertando-os para a vida, por
meio de esclarecimentos ou ritos. Vibram nas matas .
4. Falange do Povo da
Guiné (Pai Guiné)
Possuem o
conhecimento das calungas (grande, o mar; pequena, o cemitério), profundos
conhecedores da magia e da sabedoria para a cura de todos os males. Recebem
suas oferendas no cruzeiro do cemitério ou na beira do mar.
5. Falange do Povo de
Moçambique (Pai Jerônimo)
Trabalham na lei do
livre-arbítrio (ou da livre escolha), com fins de inspirar a libertação do
indivíduo durante sua vida terrena. Vibram na mata, sobre pedras em especial,
ou nos lugares abertos nesse local, próprios ao repouso e à oração.
6. Falange do Povo de
Luanda (Pai José)
Combatem demandas,
fazem cumprir rigorosamente os rituais e trabalham muito na caridade, sendo
exigentes, mas muito bondosos. Recebem suas oferendas no cruzeiro de cemitério.
7. Falange de Bengala
(Pai Tomé)
Por terem sofrido
muito na Terra, compreendem as misérias humanas, trabalham na busca da paz, da
fraternidade e estimulam a caridade. Vibram nas colinas abertas e floridas.
Oferendas:
Cada Preto-Velho tem
sua oferenda e gosto, mas citaremos algumas para conhecimentos.
odos recebem cigarros
de palha, café, velas brancas e pretas (alguns, roxas), doces tradicionais tipo
pés-de-moleque, rapaduras, sagu, farofa com lingüiça picada e comidas típicas
do interior e da época em que viveram.
Bebidas:
Vinho, Café , Caldo
de Cana, dentro das bebidas podem existir alguma particularidades como ...
Arruda , Cravo, Canela... etc.
Ervas:
Arruda,
Guiné, Benjoim, Cipreste, Folhas de Café, Alfavaca e Vassourinha Branca, etc...
SAUDAÇÕES AOS ORIXÁS
Para cada Orixá e Linha de Umbanda, fazemos
uma saudação verbal específica, saudando a entidade, demonstrando assim nosso
respeito.
Entretanto não se preocupe em lembrar de
tudo, pois à todos os Orixás ou entidades, que trabalham na Umbanda, basta
dizer Saravá! (salve) .
Saudação
:
Oxalá
Saudação:Epa babá
Êpa
Babá – siginifica olá, com admiração e espanto, ao ancestral dos ancestrais.
Iemanjá
Saudação:Odô Yá
Odoia ou Odociaba –
significam
Mãe das
águas
Nanã
Saudação:Saluba
Nana
Saluba Nana singnifica: “nos
refugiamos em Nanã” ou salve, a senhora do posso, da lama”.
Oxum
Saudação:Ora Yeyê-ô
Ora Aie Ie o – Aieieo – Saudação a
Orixá Oxum e
significa salve a benevolente mãezinha.
Ogum
Saudação:
Ogum Yê
Ogum iê! –
saudação ao Orixá
Ogum,
significando salve Ogum senhor dos caminhos.
Xangô
Saudação:Kaô
Cabecile
Kaô kabecilê! (ou Kaô
kabecilê obá) – Saudação ao Orixá Xangô que significa – venham ver (admirar,
saudar) o Rei (Alteza) da Casa
Iansã
Saudação:Eparrei Oyá
Epa Hei – saudação a
Orixá Iansã e significa falar com espanto Olá. Esse espanto de grandeza de
admiração ao ver o Orixá e dizer a ele Olá Iansã, Olá Oiá. Slave a Mãe dos
elementos.
Oxóssi
Saudação:Okê Aro
Okê! Okê Arô! –
saudação ao Orixá Oxossi significa Autoridade, rei, que fala mais alto, ou seja
salve o Rei que é aquele que fala mais alto.
Obaluaê
Saudação:
Atotô
Atotô – saudação para o Orixá Omolu, significando “Silêncio! Ele está aqui!”
O grande Rei da Terra
Oxumaré
Saudação: Arroboboi
Arroboboi - Significado da saudação: Senhor
das águas supremas
Banho
de Amaci
É o banho mais conhecido pelas pessoas que começam a frequentar os Centros de
Umbanda e que somente deve ser preparado por uma Entidade Espiritual ou pelo
Guia Chefe do Terreiro, Pai/Mãe-de-Santo, Zelador(a) do Terreiro, Babalaô ou
Chefe de Culto. É o banho que pode ser preparado da cabeça aos pés, ou
simplesmente da cabeça, porque é preparado de acordo com o Santo, Orixá
protetor do filho, iniciante na Umbanda. O banho de amaci é próprio para a
cabeça onde reside o nosso Santo Protetor, nosso Guia Espiritual. Só podem
tomar o banho de amaci aqueles que forem frequentar e desenvolver-se na gira de
Umbanda, no Centro ou Terreiro. O próprio adepto não deve nunca prepará-lo e
nem tomá-lo em casa; existe todo um ritual para que seja feito o amaci da
Umbanda, isto é, ervas selecionadas de acordo com o Santo do Iniciante, bem como
dia e hora apropriados, e demais requesitos que o banho exige
Glossario
da Umbanda
ABRIR A GIRA = abertura dos trabalhos
nos terreiros.
ADEJÁ ou ADJÁ = Sineta ritual, de alumínio ou cobre, constituído de uma, duas,
três ou mais campânulas, usada no Candomblé.
ALDEIA = morada dos Caboclos na Aruanda.
ALGUIDAR = recipiente de barro, espécie de bacia, muito utilizada em entregas e
oferendas.
AMACI = Preparado líquido, à base de ervas sagradas maceradas em água.
AMALÁ = comida de santo, oferecida em agradecimento, louvor e também pedido aos
Orixás.
APARELHO = médium.
ARIAXÉ = Ponto central do terreiro, de onde emana o axé do terreiro, onde se
encontram enterrados os "fundamentos" (folhas, pedras, objetos e
símbolos mágicos).
ARUANDA = céu, paraíso, plano espiritual elevado, morada dos espíritos
umbandistas, morada dos Orixás.
ARUÊ = Salve!
ASSENTAMENTO = 1. Representação material do Orixá regente de uma pessoa,
composta de otás (pedras onde é "fixado" o Orixá), os elementos que o
representam, suas insígnias principais, moedas, etc.
ATABAQUE = instrumento musical, espécie de tambor, utilizado nos terreiros.
AXÉ = poder que emana dos Orixás, energia vital,
força invisível, mágica e sagrada.
BABALORIXÁ ou BABÁ = pai de santo
BAIXAR = diz-se de um espírito quando
incorpora no médium.
BANDA = designa a linha espiritual da entidade.
BANHO DE DESCARREGO = preparado líquido de ervas sagradas para limpeza e
afastamento de vibrações negativas que se toma após o banho de asseio,
despejando-o sobre o corpo, excetuando a cabeça.
BATER-CABEÇA = Saudar os Orixás, inclinando-se até tocar com a cabeça o solo.
Cumprimentar respeitosa e humildemente determinada Entidade, inclinando-se até
tocar com a testa o chão, quando se está diante dela.
BATER PARA O SANTO = tocar os atabaques no ritmo peculiar a determinado Orixá.
BEJA = cerveja branca.
BOLAR NO SANTO = Transe mediúnico incompleto, comum nos médiuns iniciantes ou
despreparados. Forma preliminar e desordenada de transe que precede a
iniciação. Animismo.
BURRO = modo como os Exus denominam seus médiuns na Umbanda.
CABAÇA = vasilha feita do fruto maduro do cabaceiro depois de retirado o miolo.
CABEÇA-FEITA = Médium desenvolvido. Médium já cruzado no terreiro. Médium que
já passou pela Obrigação de Cruzamento. Médium que já tem o Orixá “Dono da
cabeça” definido.
CABOCLO = espírito de índio ou mestiço.
CACIQUE = chefe de corrente espiritual composta de índios.
CAIR NO SANTO = transe mediúnico do não iniciado ou daquele que ainda não se
encontra preparado para tal.
CALUNGA GRANDE = oceano, mar.
CALUNGA PEQUENA = cemitério.
CAMBONO ou CAMBONE = Auxiliar das entidades incorporadas e dos leigos quando
não entendem suas orientações. Auxiliar nos cultos.
CAMBURECO = homem, rapaz.
CAMOLETE ou TORÇO= Pano de cabeça.
CAMUCITÊ = Altar. Congá. Peji.
CAMUTUÊ ou CAMUTUÁ = cabeça.
CANELA PRETA = soldado da polícia.
CANJIRA = construção na entrada do Terreiro, à esquerda, onde ficam assentados
os Exus.
CANZUÁ ou CAZUÁ = Palavra de origem
kimbundo que significa “cabana”, “casa”.
CAPANGUEIRO = o mesmo que “companheiro” na Umbanda.
CAPITÃO = fiscal de trabalhos no terreiro.
CARICÓ = Templo. Terreiro.
CARREGADO = pessoa sob a injunção de fluídos espirituais maléficos.
CARURUTO = charuto.
CATULÁ = anular um trabalho de magia negra.
CAVALO = modo como as entidades denominam os seus médiuns na Umbanda.
CENTRO = Terreiro. Centro de Umbanda.
CHEFE DE CABEÇA = Modo como se designa o guia-chefe do médium. Pai ou Mãe
(Orixá) de cabeça.
COISA FEITA = Diz-se do trabalho feito para levar o mal a alguém. Despacho
maléfico. Feitiço. Bruxaria.
COITÉ = Cuia feita do fruto do coitezeiro. Cuia feita da casca de coco.
COMPADRE = modo popular de se referir a
Exu.
CONGÁ ou GONGÁ = palavra de origem banto que designa "altar sagrado,
composto por imagens de devoção.
CORPO FECHADO = designa a pessoa que se crê a salvo da influência de maus
espíritos.
CORREDOR DE GIRAS = frequentador que passa por vários terreiros, sem ter
firmado compromisso espiritual com nenhum deles.
CURANDÔ = curador, curandeiro.
CURIADÔ = bebida que os guias tomam.
CURIAR = Comer. Beber.
CURIMAR = Cantar. Entoar pontos cantados.
CURIMBA = Dança do Orixá ou entidade no terreiro. Orquestra do terreiro,
formada por cantores e instrumentos musicais, tais como, atabaques, tambor,
agogô, chocalho, berimbau, violão, entre outros.
CURIMBAR = dançar cantando.
CURUMIM = criança.
DAR FIRMEZA AO TERREIRO = Designa uma série de procedimentos de segurança antes
do início de uma gira, no intuito de afastar ou impedir a entrada de más
influências espirituais no terreiro, tais como: riscar ponto na porteira, sob o
altar, defumar, cantar pontos, etc.
DAR PASSAGEM = diz-se quando o guia do médium o deixa para que outra entidade
nele se manifeste.
DAR PASSES = axé da entidade transmitido ao assistido através do médium
incorporado.
DEMANDA = desentendimento, problema,
feitiçaria contra alguém.
DANDALUNDA = outro nome dado a Iemanjá, tais como Janaína ou Mãe Dandá.
DAR COMIDA AO SANTO = Oferenda de produtos alimentícios ao santo com o objetivo
de receber o seu axé. Amalá.
DEFUMAR = limpar alguém, local ou alguma coisa de maus fluídos.
DESCARGA = ritual para afastar do corpo de alguém ou de um ambiente fluídos
maléficos.
DESCARREGAR = Procedimento que visa livrar alguém de fluídos maléficos.
Despachar restos de vela, pontas de charuto e demais sobras do trabalho da
entidade em local adequado.
DESCER = diz-se quando o orixá ou a entidade vai incorporar no médium.
DESMANCHAR TRABALHO = anular os efeitos de trabalho de magia negra sobre uma
pessoa.
DESPACHO = trabalho entregue em lugar determinado, conforme orientação de entidade espiritual,
geralmente da esquerda, para desmanche de trabalhos de magia negra, feitiço.
DIA DE OBRIGAÇÃO = dia de sessão em que os médiuns observam certos atos do
ritual umbandista e cumprem tudo quanto lhes é determinado pelos Guias.
EGUN = Espírito desencarnado.
ELEDÁ = conjunto formado pelo Orixá “dono da cabeça” e o Orixá secundário,
denominado ajuntó.
ENCOSTO = espírito desencarnado que compartilha dos pensamentos e fluídos dos
encarnados, influenciando-os e prejudicando-os, conscientemente ou não, com
suas vibrações.
ENCRUZA = cruzamento de ruas e rodovias no plano material, domínio de Kiumbas.
Encruza espiritual é uma encruzilhada astral para colocar oferendas, sendo o
correto.
ENCRUZAR ou CRUZAR = ritual que consiste em fazer uma cruz com a pemba na
testa, na nuca, nas palmas das mãos e no dorso dos pés dos médiuns, no intuito
de fortificar a sua mediunidade, estabelecendo uma ligação mais firme com os
seus guias espirituais e protegê-lo contra influências maléficas.
ENDÁ = sineta litúrgica usada na
Umbanda.
ENFORCADO = Espírito obsessor. Kiumba.
ENGIRA = Gira. Trabalho. Sessão.
ENGOMA = Conjunto de instrumentos musicais utilizados num terreiro. Atabaques.
ENTIDADES = seres espirituais.
ERÊ = Espírito que adota o psiquismo infantil para se comunicar com os
encarnados. Espírito de criança.
ESPÍRITO DE LUZ = espírito sábio, benevolente, de elevada conduta moral.
ESPÍRITO OBSESSOR = espírito atrasado moralmente, algumas vezes, francamente
malvado, que convive com o encarnado em perfeita comunhão de pensamentos.
ESTRELA DE SEIS PONTAS = símbolo que traduz o poder equilibrador do universo.
FALANGE = grupo de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente
vibratória (linha).
FALANGEIRO = espírito pertencente a uma determinada falange.
FAZER MESA = abrir a sessão, abrir a gira.
FECHAR A GIRA = encerrar a gira ou
qualquer cerimônia no terreiro em que houve formação de corrente vibratória.
FECHAR A TRONQUEIRA = designa o ato de
defumar os quatro cantos do terreiro evitando que espíritos perturbadores ou
zombeteiros atrapalhem o culto.
FILHO (A) DE FÉ = adepto da Umbanda.
FILHO (A) DE SANTO = médium iniciante ou não que trabalha em um terreiro.
FIRMA = peça central da guia (colar) utilizada pelos iniciados. É colocada no
ponto em que a guia é amarrada para fechá-la.
FIRMAR = concentrar-se para incorporar.
FIRMAR PORTEIRA = procedimento de segurança, realizado antes do início do
trabalho, que consiste em defumar ou riscar um ponto especial na entrada do
templo, para protegê-lo de más influências.
FIRMAR PONTO = Procedimento que consiste no canto coletivo do ponto da entidade
que irá dirigir os trabalhos, objetivando evocá-la ao mesmo tempo em que se
forma a corrente mediúnica. Riscar o ponto de determinada entidade. Designa o
momento em que a entidade risca seu ponto, dando prova de sua identidade.
FIRMEZA = conjunto de objetos com força mística (axé), que enterrados no chão
protegem e dinamizam forças espirituais no terreiro.
FORÇA ESPIRITUAL = diz-se do médium que ao incorporar revela poderes e
conhecimento diferentes ou além de sua capacidade moral, intelectual e
espiritual.
FUNDAMENTOS = leis de Umbanda, suas crenças e procedimentos.
FUNDANGA = queima de pólvora.
GANGA = Um dos tipos de Kiumba, erroneamente chamado de Exu.
GANZÁ = instrumento musical.
GARRAFADA = bebida para fins medicinais, preparada com ervas curtidas ou
maceradas, misturadas em aguardente ou água.
GIRA ou ENGIRA = culto para entidades e Orixás, onde se dança ao som de cânticos.
Corrente espiritual. Caminho.
GUIA = 1. Colar ritualístico representativo de uma entidade espiritual,
constituído de miçangas de cristal e/ou de porcelana, pedras ou metal, nas
cores que os identificam. 2. Orixá ou entidade espiritual.
GUIA DE CABEÇA = Orixá principal que é pai ou mãe de cabeça do médium.
GUIA DE FRENTE = a primeira Entidade
que se manifesta no médium, não necessariamente sendo o seu Guia de Cabeça.
HALO = Luminosidade que envolve um
espírito de grande elevação. Aura. Auréola circular presente na cabeça de
imagens de santos e anjos.
HOMEM DAS ENCRUZILHADAS ou HOMEM DA RUA = Exu.
HUMAITÁ = palavra do tupi-guarani que significa, literalmente, “a pedra agora é
negra”. Diz-se que Humaitá é a morada, o reino de Ogum.
IABÁ = cozinheira especialista no preparo de comida de santo.
INCORPORAR = Entrar em transe mediúnico. “Receber” a entidade espiritual.
IORUBÁS = negros africanos que falam a língua Nagô.
IR PARA A RODA = desenvolvimento da mediunidade do iniciado na corrente
mediúnica.
JACUTÁ = Altar. Terreiro.
JUNTÓ ou AJUNTÓ = Orixá secundário, que forma um par vibracional com o Orixá
regente da coroa do médium.
JUREMA = 1. Uma das caboclas de Oxossi, chefe de falange. 2. Cidade espiritual
onde habitam os Caboclos índios, também conhecida como Juremá.
KIUMBA = Encosto. Espírito obsessor. Espírito zombeteiro. Espírito maléfico.
LAÇAR O COBRERO = oração que se escreve com tinta em volta do
"cobrero" para curá-lo.
LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA = semente de um tipo de capim, com o qual se
confeccionam terços, guias (especialmente a de Pretos-Velhos), entre outros
objetos de culto.
LAVAGEM DE CABEÇA = a lavagem de cabeça é feita derramando-se o amaci sobre a
cabeça do médium, enquanto se entoa um ponto. A confirmação do guia de cabeça
verifica-se após a lavagem da mesma, quando o guia incorpora e risca seu ponto
em frente ao congá.
LEGIÃO = Falange. Grupo de espíritos.
LEI DE UMBANDA = designa a crença na Umbanda e em seus rituais.
LINHA BRANCA = linha de guias espirituais que são falangeiros dos Orixás.
LINHA CRUZADA = diz-se quando duas ou mais linhas se unem com o fim de tornar
mais forte um trabalho no terreiro.
LINHA DE CURA = ritual que se ocupa com
a cura física e espiritual do adepto.
LÓ = “Partir”, em Iorubá. “Ir ao Ló” é uma expressão utilizada pelos espíritos
umbandistas para comunicar que vão desincorporar e partir.
MACAIA = 1. Folhas sagradas. 2. Local na mata espiritual onde se reúnem os
caboclos. 3. Mata, floresta, bosque.
MACAIO = coisa ruim, sem valor.
MACUMBA = 1. Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros
afro-brasileiros. 2. Termo com que os antigos denominavam os cultos dos
escravos nas senzalas. 3. Nome pejorativo com o qual os leigos denominam os
“despachos” de rua, os rituais e as religiões afro-brasileiras.
MACUMBADO = pessoa enfeitiçada.
MÃE PEQUENA = médium desenvolvida, que auxilia e substitui a mãe de santo em
algumas ocasiões.
MALEIME = pedido de perdão, de socorro, de clemência, de auxílio, de ajuda, de
misericórdia, que pode ser feito em forma de cânticos ou preces.
MANIFESTAÇÃO = Diz-se quando um espírito comunica-se através de um médium.
Transe mediúnico. Incorporação.
MARACÁ = chocalho indígena utilizado em solenidades.
MARAFA ou MARAFO = Aguardente. Cachaça. Forma que Exu designa sua bebida.
MATÉRIA = corpo físico.
MIRONGA = Magia. Segredo. Mistério.
MOÇA = forma popular de designar Pombo-gira na Umbanda.
MULECA OU MUREKA = menina, garota.
MUZAMBÊ = Forte. Vigoroso.
NAGÔ = 1. Nome dado aos escravos sudanezes. 2. Religião do antigo reino Iorubá.
NOMINA = Oração guardada num saquinho que deve ser pendurado ao pescoço como
amuleto de proteção. Patuá.
OFERENDA = presente para os Orixás, Guias, Exus.
PADÊ = amalá para Exu.
PÃO BENTO = pão ázimo ou qualquer outro tipo de pão, ao qual se dota de forças
mágicas. Nota: pães bentos são utilizados em inúmeros trabalhos, por exemplo,
acendendo uma vela branca na margem de mares ou rios, jogando em seguida um pão
bento nas águas para localizar o corpo de uma pessoa que morreu afogada.
PATACO = dinheiro, moeda.
PATUÁ = Escapulário que o irmão de fé traz pendurado no pescoço, ou carrega em
sua carteira, contendo orações, rezas e elementos.
PEJI ou PEGI = Altar. Congá.
PEMBA = espécie de giz em forma cônica arredondada, utilizado para traçar
desenhos de caráter invocatório (pontos), entre outras determinações ordenadas
pelos guias. Nota: as diversas cores de pembas permitem identificar a linha a
que pertence a entidade trabalhadora.
PERNA DE CALÇA = significa “homem” na linguagem das Entidades.
PITO = Cachimbo ou cigarro de palha usado pelos Pretos-Velhos.
PONTEIRO = pequeno punhal utilizado em rituais e trabalhos de magia.
PONTO CANTADO = Letra e melodia de cântico sagrado para cada entidade. Espécie
de prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair a vibração das linhas,
falanges de trabalho e entidades espirituais, assim como homenageá-las quando
chegam e despedi-las quando devem partir. Cânticos de louvor, entoados com
finalidades rituais em determinadas cerimônias, para trabalhos de descarrego e
desenvolvimento mediúnico. Nota: pontos cantados não devem ser deturpados ou
modificados, para que sua força não se altere.
PONTO RISCADO = Desenho constituído de sinais cabalísticos, riscados com pemba,
que chamam a entidade para o mundo terreno. Sinal, que riscado pelo médium
incorporado, identifica a entidade manifestada e fecha o seu corpo contra
espíritos e forças perturbadoras.
PORTEIRA = entrada do terreiro.
POVO DA ENCRUZA ou POVO DA RUA = falange de Exus.
PRECEITO = prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.
PUXAR O PONTO = iniciar um cântico.
PURUCADÔ = testa.
QUEBRANTO = mau olhado, feitiço, coisa
feita. O quebranto é cortado com benzimento de Pretos Velhos.
QUEBRAR DEMANDA ou QUEBRAR A FORÇA = anular, desmanchar o efeito de um trabalho
feito para prejudicar ou perturbar uma pessoa.
QUEBRAR PRECEITO = desrespeitar as regras estabelecidas num ritual ou trabalho.
QUIMBANDA = linha de trabalhos de esquerda que juntamente com as linhas de
direita, formam o equilíbrio na Umbanda. Não é o mesmo que Kimbanda e não é do
mal.
QUIZILA, QUEZILA ou QUEZÍLIA = Tabu, aversão, antipatia, repugnância,
implicância, interdição, indisposição em relação a algo ou alguém. Conjunto de
proibições.
RABO DE ENCRUZA = kiumba, espírito mau, trevoso, maléfico.
RABO DE SAIA = mulher.
RECEBER O SANTO = Incorporar. Entrar em estado de transe com o Orixá ou guia
espiritual.
REDENTOR = Jesus Cristo
REINOS = Divisões do mundo espiritual. Domínios dos Orixás na natureza.
RESPONSO = oração dirigida a determinado guia para se conseguir uma graça.
RISCAR PONTO = desenhar sinal cabalístico que identifica determinada entidade
espiritual para evocá-la ou a sua vibração ao plano físico.
ROÇA = terreiro, centro.
SACUDIMENTO = Sacudimento do Centro: limpeza, lavagem e varredura do terreiro.
Sacudimento das pessoas: descarrego dos filhos de santo.
SAMBORÊ = termo empregado no Omolokô que significa “sambar”, ou seja, “pular
com alegria”. Nos terreiros designa um
momento de grande energia. Nota: quando riscam os pontos algumas entidades
cantam "Samborê, pemba de Angola" para maior firmeza dos trabalhos.
SARABUMBA = Salve! O mesmo que Aruê!
SARAVÁ = saudação umbandista que significa “Salve!”, “Viva!”.
SUCÊ OU SUNCÊ = você, tu.
TOCO = vela, charuto, cigarro, banco.
TRONQUEIRA = lugar de grande importância para a segurança do terreiro,
localizado de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.
TUIA = fundanga, pólvora.
TUMBA = palavra congo-angolesa (Kimbundu) que significa parente ou pessoa
íntima, mas que no Brasil ganhou o significado de sepultura, campa, jazigo,
sepulcro.
UMBANDISTA = praticante, crente, seguidor da Umbanda.
UMBRAL = Purgatório. Região entre o plano físico e espiritual destinada ao
esgotamento dos resíduos mentais no processo em que a alma abandona o corpo
após sua morte. Estado ou local por onde passam algumas pessoas após a morte.
Nota: no umbral os desencarnados experimentam sofrimentos "físicos" e
morais, tais como, a sensação da necrose do corpo, o constrangimento de se ver
incapaz de ocultar suas mazelas morais e desejos mais íntimos dos olhares de
outros espíritos.
YALORIXÁ ou IALORIXÁ (IÁ, IAIÁ) = mãe de santo.
ZAMBI = Deus supremo na Umbanda. O Criador na Angola, equivalente à Olorun no