Será mantido pelo Grupo de Estudos do Terreiro da Vó Benedita

Tentaremos colocar aqui a religião de uma forma pratica com uma linguagem simples de se entender, sem usar expressões antigas e desconhecidas, mas sim simplificando, da forma que nosso mentor o Caboclo das Sete Encruzilhadas quer que seja nossa religião.

A Umbanda é simples, pessoas que não estudam que não se atualizam que tem medo, que tem vaidade que complicam nossa Sagrada.

Em 2013 nosso grupo de Estudos foi focado em temas básicos da Umbanda, e conseguimos construir um conjunto de 10 apostilas básicas , com assuntos essenciais a nossa religião.

No ano de 2014 iremos focar assuntos mais complexos e misteriosos de nossa Umbanda e ate mesmo de outras religiões.

Estaremos fazendo sempre uma vez ao mês na primeira ou segunda terça feira do mês.

Teremos uma hora de palestra sobre algum desses assuntos, com algum convidado participando e depois uma hora de desenvolvimento aos médiuns da casa

Lembrem disso...o desenvolvimento do médium não deve ser apenas espiritual, mas também desenvolver seu intelecto...estudar...entender as obrigações que são pedidas e feitas.

Contatos e sugestões :

João Carlos Galerani Junior - paijoaozinho@terreirodavobenedita.com

Dirigente do Terreiro da Vó Benedita

Terreirodavobenedita.com

quarta-feira, 15 de julho de 2015

ORGANIZAÇÃO DE GRUPOS DE TRABALHO


Temos consciência de que a maior parte dos templos de Umbanda são pequenos, mas,
pequenos, médios ou grandes, todos precisam ter uma infra-estrutura adequada, com seu espaço,
seus utensílios, seus médiuns e demais colaboradores, devidamente preparados.
Um Templo é uma organização e, como tal, tem de ter qualidade. Em uma organização
ninguém pode responder "não sei". Todos devem estar orientados, para que, ao receber qualquer
pergunta por parte dos freqüentadores, possam respondê-la ou levá-los até quem pode resolver o
seu problema.
Para dar um tratamento adequado a todos os trabalhos realizados em nossa religião, cada casa
deve formar Grupos Específicos, que se dedicarão ao planejamento, organização e condução de
cada atividade, de acordo com as necessidades e disponibilidades do Templo. Cada grupo deverá
ter um coordenador, auxiliado por irmãos, que poderão ter funções específicas ou não. Todos os
grupos deverão estar integrados e devidamente preparados e informados, para o exercício de suas
funções.
GRUPO PARA LIMPEZA E ARRUMAÇÃO DO TEMPLO
Esse grupo deve cuidar da manutenção da limpeza e da ordem do chão, os móveis e utensílios
que fazem parte do espaço sagrado, inclusive das cadeiras ou assentos para acomodação dos
freqüentadores.
GRUPO PARA ORGANIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
Esse grupo deverá preparar os cronogramas e folders explicativos dos trabalhos da casa:
Calendário Anual de Trabalhos e Eventos
Umbanda Página 14
Deverá ser definido no início do ano, em conjunto com o dirigente da casa, e servirá como base
para o planejamento das atividades do Templo todo o ano.
Calendário Mensal de Trabalhos e Eventos, para os médiuns e para os
freqüentadores
Será definido antecipadamente, mês a mês, informando as datas, formas de trabalho, orixás
cultuados e etc.
Folhetos
Com Mensagens, Orações, Cantos e Explicações Doutrinárias, para os médiuns e para
os freqüentadores e demais divulgações necessárias.
GRUPO PARA RECEPÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE SENHAS
A recepção aos fiéis deve ser feita desde a porta de entrada até o interior do templo. Na
porta de entrada deve haver, pelo menos, dois trabalhadores da casa, devidamente
uniformizados, para as primeiras orientações.
Em seguida, outros trabalhadores desse grupo distribuirão as senhas, colherão as
assinaturas dos freqüentadores em um livro de presenças e distribuirão os folders com os
cronogramas e as mensagens doutrinárias relativas ao trabalho do dia.
GRUPO PARA ORIENTAÇÕES Á ASSISTÊNCIA
Esse grupo ficará encarregado do encaminhamento das pessoas aos lugares, onde
permanecerão, em silêncio, antes e durante os trabalhos. Dará as primeiras orientações
comportamentais para a harmonia da assistência, o começo de mudança do tônus vibratório
geral e o modo adequado de agir em um templo ou em um santuário natural, quando for o caso.
Umbanda Página 15

POR QUE SOU UMBANDISTA


Na Umbanda, aceitam-se adeptos de todos os cultos religiosos;
Na Umbanda, não há privilégio nem preconceitos sobre cor, raça e religião;
Na Umbanda, não há intolerância religiosa;
Na Umbanda, o dinheiro não tem o poder de salvar ninguém;
Na Umbanda, a caridade não é limitada;
Na Umbanda, não se faz da caridade mercadoria: dá-se de graça que de graça se recebe;
Na Umbanda, a caridade é pura; está próxima de Deus!
Extraído do segundo número do boletim A Caridade, da Tenda N Senhora da Piedade (julho de
1956).
O VERDADEIRO UMBANDISTA
foram criadas por Ele. É amar a Terra, o vento, o rio, o fogo, o mar, as montanhas, as plantas e as
criaturas viventes. É amar a criatura humana, símbolo da perfeição de toda sua obra; Ser um
verdadeiro umbandista é colocar-se à disposição dos Guias Espirituais da Umbanda na prática da
Caridade, expressão maior do amor. É saber ouvir os bons conselhos dos Pretos Velhos; é ser
intrépido e valente como os Caboclos; é permanecer doce e gentil como as Crianças; é ser flexível e
corajoso como os Marinheiros; é ser um bom combatente e audacioso como os Boiadeiros; ser
manso e sereno como os Ciganos; é ser divertido e alegre como os Baianos (tal como o Mestre Zé
Pelintra). Ser um bom guardião das coisas santas como o incompreendido Exu;
Ser um verdadeiro umbandista é honrar os Sagrados Orixás, tenham eles os nomes que
tiverem, sejam eles regentes dos pontos de força em que estiverem entronizados, sejam eles
conhecidos ou ainda velados. É saber solicitar-lhes o socorro no cumprimento do dever; é pedir-lhes
ajuda quando necessário; é entender o seu correto campo de ação;
Ser um verdadeiro umbandista é prestar a caridade da forma como puder realizar,
independente do rótulo, mas sempre com amor, inteireza de coração e humildade. É estar sempre
solícito aos apelos dos necessitados, nunca esperando nada em troca. Nunca aguardando qualquer
forma de retribuição, seja material ou espiritual. É estender a mão ao caído, mas sem exigir dele o
pagamento do socorro;
Ser um verdadeiro umbandista é amar o irmão de fé, compreendendo suas fraquezas e
limitações, sem jamais apontar-lhe o dedo acusador com a intenção de empurrá-lo ao precipício. É
não tomar-se altivo, soberbo e poderoso perante os ignorantes e pequenos. É calar-se diante da
injúria ou da calúnia, e não revoltar-se preparando-se para a guerra armada;
Ser um verdadeiro umbandista é respeitar a autoridade espiritual que lhe foi apresentada
pêlos Guias, na pessoa do Chefe de Terreiro. É entender que ele também é passível de erros e
tropeços, e nunca pode ser visto como infalível. É aceitar as suas correções e orientações, ainda
que na vida comum ele peque naquilo que orientou melhor os seus filhos de fé. É fazer sempre o
Umbanda

ORIGEM DA UMBANDA


Em 1908, o jovem Zélio Fernandino de Moraes estava com 17
anos e havia concluído o curso propedêutico (equivalente ao atual
Ensino Médio). Zélio preparava-se para ingressar na Escola Naval,
quando fatos estranhos começaram a acontecer.
Às vezes, ele assumia a estranha postura de um velho, falando
coisas aparentemente desconexas, como se fosse outra pessoa e que
havia vivido em outra época. Em certas ocasiões, sua forma física
lembrava um felino lépido e desembaraçado que parecia conhecer
todos os segredos da Natureza, os animais e as plantas.
Esse estado de coisas logo chamou a atenção de seus familiares,
principalmente porque ele se preparava para seguir carreira na
Marinha, como aluno oficial. As coisas foram se agravando e os chamados "ataques" repetiam-se
cada vez com maior intensidade. A família recorreu então ao médico Dr. Epaminondas de
Moraes, tio de Zélio e diretor do Hospício de Virgem Grande.
Após examiná-lo e observá-lo durante vários dias, encaminhou à família dizendo que a loucura
não se enquadrava em nada do que ele havia conhecido, ponderando ainda que fosse melhor leválo
a um padre, pois o garoto mais parecia estar endemoninhado. Como acontecia com quase todas
as famílias importantes, também havia na família Moraes um padre católico. Por meio desse
sacerdote, também tio de Zélio, foi realizado um exorcismo para livrá-lo daqueles incômodos.
Entretanto, nem esse, nem os dois outros exorcismes realizados posteriormente, inclusive com a
participação de outros sacerdotes católicos, conseguiram dar aos Moraes o tão desejado sossego,
pois as manifestações prosseguiram, apesar de tudo.
Depois de um certo tempo, Zélio passou alguns dias com uma espécie de paralisia, quando,
repentinamente, se levantou e se sentiu completamente curado. No dia seguinte, voltou a caminhar
como se nada tivesse ocorrido. Sua mãe, Dona Leonor de Moraes, levou-o a uma curandeira,
muito conhecida na região, Dona Cândida, que incorporava o espírito de um Preto-Velho chamado
Tio António. Essa entidade conversou com Zélio e fazendo suas rezas disse-lhe que possuía o
fenômeno da mediunidade e deveria trabalhar para a caridade. O pai de Zélio, Sr. Joaquim Fernandino
Costa, apesar de não freqüentar centros espíritas, já era um adepto do Espiritismo, fazendo muitas
leituras desse gênero.
No dia 15 de novembro de 1908, por sugestão de um amigo de seu pai, Zélio foi levado à
recém-fundada Federação Espírita de Niterói, município vizinho àquele onde residia à família
Moraes, ou seja, Neves. A Federação era, então, presidida pelo senhor José de Souza
(conhecido como Zeca, segundo palavras de Zélio), chefe de um departamento da Marinha
chamado Toque-Toque.
O jovem Zélio foi conduzido à mesa pelo senhor José de Souza e, tomado por uma força
estranha e alheia à sua vontade, levantou-se e disse: Aqui está faltando uma flor. Saiu da
sala em direção ao jardim, voltando logo a seguir com uma flor que colocou no centro da
mesa. Essa atitude causou um grande tumulto entre os presentes principalmente porque, ao
mesmo tempo em que isso acontecia, ocorreram surpreendentes manifestações de Caboclos
Umbanda Página 8
e Preto-Velhos. O diretor da sessão achou aquilo tudo um absurdo e advertiu-os, com
aspereza, citando o "seu atraso espiritual" e convidando-os a se retirarem.
O senhor José de Souza, médium vidente, interpelou o espírito manifestado no jovem
Zélio e foi, aproximadamente, este o diálogo ocorrido:
Sr. José: Quem é você que ocupa o corpo deste jovem?
O espírito: Eu sou apenas um caboclo brasileiro.
Sr. José: Você se identifica como um caboclo, mas eu vejo em você restos de vestes
clericais.
O espírito: O que você vê em mim são restos de uma existência anterior. Fui padre, meu
nome era Gabriel Malagrida e, acusado de bruxaria, fui sacrificado na fogueira da Inquisição
por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa, em 1775. Mas, em minha última
existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como um caboclo brasileiro.
Sr. José Por que o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a
manifestação de espíritos que pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados são
claramente atrasados? E qual é o seu nome irmão?
O espírito: Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos e dos índios, devo dizer que
amanhã estarei na casa deste aparelho (o médium Zelio) para dar início a um culto em que
esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem, e, assim, cumprir a missão que o
plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a
igualdade que deve existir entre todos os irmãos encarnados e desencarnados. E se querem
saber o meu nome, que seja este: "Caboclo das Sete Encruzilhadas", porque não haverá
caminhos fechados para mim. Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as
famílias e que há de perdurar até o final dos séculos.
No desenrolar dessa "entrevista", entre muitas outras perguntas, o senhor José de
Souza interrogou se já não bastavam às religiões existentes e fez menção ao Espiritismo,
então praticado, e foram estas as palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas:
O senhor José de Souza fez ainda uma última pergunta: "Pensa o irmão que alguém irá
assistir o seu culto"? Ao que o Caboclo respondeu: Cada colina de Niterói aluará como portavoz
anunciando o culto que amanhã iniciarei.
ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tomam iguais na morte, mas vocês homens
preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar
essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Por que não podem nos
visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas
importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além? Por que o não aos
Caboclos e Preto-
Prosseguindo diante do senhor José de Souza, disse ainda o Caboclo das Sete
Encruzilhadas:
o meu aparelho mora, haverá uma mesa posta a toda e qualquer
entidade que queira se manifestar, independentemente daquilo que haja sido em vida, todos
Umbanda Página 9
serão ouvidos e nós aprenderemos, com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos
aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas nem diremos não, pois esta é
Sr. José: E que nome darão a esta igreja?
O Caboclo: Tenda Nossa Senhora da Piedade, pois da mesma forma que Maria amparou
nos braços o filho querido, também serão amparados os que se socorrerem da Umbanda.
A denominação de "Tenda" foi justificada assim pelo Caboclo: Igreja, Templo, Loja dão
um aspecto de superioridade enquanto Tenda lembra uma casa humilde. Ao final dos
trabalhos, o Caboclo das Sete Encruzilhadas pronunciou a seguinte frase: Levarei daqui uma
semente e vou plantá-la nas Neves onde ela se transformará em árvore frondosa.
No dia seguinte, na Rua Floriano Peixoto, n° 30, em Neves, município de São Gonçalo,
estado do Rio de Janeiro, o Caboclo baixou. Na sala de jantar da família Moraes, às 20h do
dia 16 de novembro de 1908, um grupo de curiosos kardecistas e dirigentes da Federação
Espírita de Niterói estavam presentes para ver como seriam essas incorporações, para eles
indesejáveis ou injustificáveis.
Pontualmente às 20 horas o Caboclo das Sete Encruzilhadas incorporou e com as
palavras abaixo iniciou seu culto: - Vim para fundar a Umbanda no Brasil, aqui se inicia um
novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos e os índios nativos de nossa terra
poderão trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça,
credo ou posição social.
Logo após a incorporação, o Caboclo foi atender um paralítico, curando-o imediatamente.
Várias pessoas doentes ou perturbadas tomaram passes e algumas se disseram curadas. O
diálogo do Caboclo das Sete Encruzilhadas, como passou a ser chamado, havia provocado
muita especulação e alguns médiuns que haviam sido banidos das mesas kardecistas, por
haverem incorporado Caboclos, Crianças ou Preto-Velhos, solidarizaram-se com aquele
garoto que parecia não estar compreendendo o que lhe acontecia e que de repente se via
como líder de um grupo religioso, obra essa que só terminaria com a sua morte, mas que
suas filhas Zélia de Moraes e Zilméia de Moraes prosseguiram com o mesmo afã. Dona Zélia
desencarnou em 1997 e Dona Zilméia, atualmente com 93 anos, continua sua tarefa
mediúnica na Cabana de Pai António.
No final dessa reunião, o Caboclo ditou certas normas para a seqüência dos trabalhos,
inclusive atendimento absolutamente gratuito, uso de roupas brancas simples, sendo os
cânticos baixos e harmoniosos. A esse novo tipo de culto que se estruturava nessa noite, ele
denominou de Umbanda, que seria a manifestação do espírito para a caridade.
Após a "subida" do Caboclo, manifestou-se uma entidade conhecida como "preto velho"
que saindo da mesa se dirigiu a um canto da sala onde permaneceu agachado. Questionado
sobre o porquê de não ficar na mesa respondeu:
"- Nego num senta não meu sinhô, nego fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e
nego deve arespeita". Após insistência ainda completou: "-Num carece preocupa não, nego
fica no toco que é lugar de nego!" E assim continuou dizendo outras coisas mostrando a
simplicidade, humildade e mansidão daquele que trazendo o estereótipo do preto velho, se
Umbanda Página 10
identificou como Pai António e logo cativou a todos com seu jeito.
ele não ac - Minha cachimba, nego quê o pito que
. Esta frase originou o ponto cantado com este texto.
Todos ficaram perplexos, estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento
material de trabalho dentro da Umbanda. Na semana seguinte todos trouxeram cachimbos
que sobraram diante da necessidade de apenas um para o Pai António. Assim, o cachimbo foi
instituído na linha de pretos velhos. Pai António também foi a primeira entidade a pedir uma
guia (colar) de trabalho.
O pai de Zélio freqüentemente era abordado por pessoas que queriam saber como ele
aceitava tudo isso que vinha acontecendo em sua residência. Sua resposta era sempre a
mesma, em tom de brincadeira respondia que preferia um filho médium em lugar de um filho
louco. Foi um trabalho árduo e incessante para o esclarecimento, difusão e sedimentação da
Umbanda.
Dez anos após a fundação da Tenda Nossa Senhora da Piedade registrada como tenda
Espírita, por não ser aceito na época o registro de uma entidade com especificação de
Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas declarou que iniciava a segunda parte de sua
missão: a criação de sete templos, que seriam o núcleo do qual se propagaria a religião da
Umbanda.
Em 1935, estavam fundados os sete templos idealizados pelo Caboclo das Sete
Encruzilhadas, sendo curiosa a fundação do sétimo, que receberia o nome de Tenda São
Jerônimo (a casa de Xangô). Faltava um dirigente adequado à mesma, quando numa noite de
quinta feira, José Alvares Pessoa, espírita e estudioso de todos os ramos do espiritualismo,
não dando muito crédito ao que lhe relatavam sobre as maravilhas ocorridas em Neves,
resolveu verificar pessoalmente o que se passava.
Logo que entrou na sala em que se reuniam os discípulos do Caboclo das Sete
Encruzilhadas, este interrompeu a palestra e disse:
Já podemos fundar a Tenda São Jerônimo e seu dirigente acaba de chegar. O senhor
Pessoa ficou muito surpreso, pois era desconhecido no ambiente e não anunciara a sua
visita. Viera apenas verificar a veracidade do que lhe narravam. Após breve diálogo em que o
Caboclo das Sete Encruzilhadas demonstrou conhecer a fundo o visitante, José Alvares
Pessoa assumiu a responsabilidade de dirigir o último dos sete templos que a entidade criava.
Dezenas de templos e tendas, enquanto Zélio esteve encarnado foram fundadas mais de
10.000 tendas. Após 55 anos de atividades este entregou a direção dos trabalhos da Tenda
Nossa Senhora da Piedade às suas filhas, Zélia e Zilméia. Zélio desencarnou no dia 03 de
outubro de 1975.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Apostila IX - Outubro 2013

Reflexão

LÁGRIMAS DA UMBANDA

Um dia na espiritualidade superior, alguns espíritos se reuniram e sonharam com um local onde o amor, a fé, a caridade e a humildade fossem os pilares de um lindo trabalho espiritual.
Um trabalho voltado ao amor ao próximo e a caridade.
E assim surgiu a nossa linda e sagrada Umbanda.
Os nossos mentores e nossas guias espirituais conspiraram para que tudo desse certo.
Reuniu algumas pessoas na terra com os mesmos ideais.
Trabalharam firme para que estas pessoas se encontrassem e assim colocando em prática o que antes era ainda um sonho.
Uma pena que algumas das pessoas escolhidas desviaram-se do caminho tão lindamente preparado.
E exercem uma "Umbanda" tão diferente da que fora sonhado.
E mais errados são aqueles que "usam" o nome dos nossos tão queridos guias para dizer aquilo que pensam.
Sempre negando a verdadeira realidade.
E continuam praticando rituais mentirosos e falsas ideologias.
Muitas vezes me pego pensando, no que me levou a ser Umbandista!
E nos últimos tempos isto tem sido mais constante!
Devo confessar que todos os dias, tenho muitas alternativas, até mesmo a alternativa de mudar.
Mas invariavelmente chego sempre a mesma conclusão.
Sou umbandista por que amo esta religião, e ela me permite praticar o bem, ajudar quem realmente precisa.
Ela me fez crescer e aprender a amar a vida. E me ensinou a enxergar o mundo de uma forma diferente,
Alargando meus horizontes, não me deu riquezas materiais, mas me deu paz, me deu compreensão.
Trouxe acalento nas horas mais dolorosas, me fez conhecer muitas pessoas.
Algumas que já passaram outras ainda estão presentes em minha vida. E olha que outras eu nem conheço pessoalmente.
Aprendi como princípios básicos desta religião o amor, a fé, a humildade e a caridade.
Foi a Umbanda com estes princípios que aprendi a amar.
Aí de repente eu vejo pessoas que contrariam todas essas práticas quase centenárias da Umbanda.
E é tão triste contrariar as leis de Olorum .
Por isso chora minha mãe Oxum.E assim rezo:
- Oxum lava meus olhos, Oxum lava a minha alma, Oxum mãe das águas, lava o meu coração, Oxum flor das águas, lava o meu coração, que a enxurrada de suas águas tome conta de mim, e leve minhas mágoas!
Que assim seja!





Congresso Nacional de Umbanda.
Propõe-se uma “Carta Magna de Umbanda”
A proposta em relação a um Congresso sempre se fez importante no tocante a assuntos de alta relevância para a religião. Porém é hora de realizarmos um trabalho voltado a normatizações, o que não quer dizer codificação temos que ter um posicionamento único em relação à própria religião. É necessário que haja o comprometimento de todos para realizarmos uma plataforma de compreensão dentro do conceito religioso. Para isto segue abaixo uma proposta inicial para ser discutida e melhorada através de todos os que estarão participando. O Congresso Nacional de Umbanda, que será realizado em 2014, proposto pelo MPU segue respeitando todas as vertentes e linhas de estudo, sendo assim não segrega ou discrimina nenhum tipo de opinião que não seja para enaltecer o meio.  Não será colocado em pauta nenhum assunto de cunho litúrgico ou que faça parte de qualquer ritual, entende-se assim que existe dentro da religião colocações que servem a todos, estas devem ser enaltecidas por todos como fonte básica onde parte a própria religião. Propõe-se uma “Carta Magna de Umbanda” e através desta, todos poderão assinar dando uma referencia única. Esta referencia respeita os ditames da sublime forma de interpretação da base religiosa, podendo ser um documento Nacional onde através dele podemos nos diferenciar de trabalhos que não condizem com a realidade da Umbanda. 
Sabemos que muitos que não comungam de nossa fé e acabam por interpretá-la de maneira errônea, dando conotações equivocadas que influenciam a opinião pública e a mídia. A partir do momento que realizarmos este trabalho, estaremos protegendo nosso conceito básico, dando força a todas as casas que professam a fé religiosa de Umbanda.  Através desta Carta Magna de Umbanda podemos cobrar de órgãos governamentais e não governamentais, que respeitem os direitos existentes na Constituição Brasileira colocando este documento como referencia de interpretação de nossa religião. 
O trabalho foi apresentado em reunião dia 14 de Abril na Rua Brigadeiro Jordão, 297 Ipiranga a partir das 9h00 da manhã. Cada órgão federativo, representado pelos seus diretores, sacerdotes e lideranças se empenharam na ajuda em relação à trazer propostas para o Congresso Nacional de Umbanda, a direção foi do MPU todos unidos com  responsabilidade pela Umbanda.
O Congresso tem por finalidade agregar todas as vertentes, escolas, federações, templos, escritores, pensadores, imprensa, filósofos, doutores que estão inseridos na religião de Umbanda com a finalidade de atingir a opinião pública sobre o que é Umbanda, sua cultura social, política e religiosa. Temos a responsabilidade de fundamentar um pensamento único em relação a alguns pontos específicos.  Estes pontos são aspectos claros existentes em qualquer vertente da Religião de Umbanda e passam a ser uma forma de normatizar uma base. A normatização nada mais é do que uma forma de trazer  a unidade, coerente e inteligente para difundirmos a nossa religião respeitando a liturgia e os estudos aplicados em cada vertente. 
O lançamento oficial do Congresso Nacional de Umbanda foi na Câmara dos Vereadores de São Paulo dia 17 de Agosto a partir das 13h00 onde iniciou o cadastro das autoridades e posteriormente a leitura das propostas já apresentadas. neste dia foi assinado o primeiro documento oficializando a realização do Congresso. 
Atualização dia 18 de Agosto de 2013
Congregamos as diferenças através do diálogo, defendemos a posição religiosa, que é de mostrar que a Umbanda é uma religião que combate o negativismo, as trevas, educando seus seguidores atuando sobre a égide do Criador. Assim semeando a PAZ!!!
Divulgamos a Luz da Umbanda, como fonte viva de crescimento espiritual e através dos postulados elaborados neste Congresso definitivamente a religião fica protegida dos falsos religiosos, dos enganadores da fé.
Renovação... é uma postura de ideias formatadas de pensamentos  e ações, que tem como objetivo posicionar a religião de Umbanda em seus postulados básicos que seguem nesta Carta Magna de Umbanda.
Todas as propostas aqui elaboradas não estão finalizadas, são para apreciação e avaliação para traçarmos as melhores formas de abordar os temas. Nos Foros realizaremos os debates e assim com a opinião dos presentes estaremos melhorando este documento. Contamos ainda com a participação pelo site, http://www.congressonacionaldeumbanda.com.br/site/.

Carta Magna de Umbanda
A Umbanda é religião e tem em seus fundamentos  a base na crença em um Único Deus,  e sua estrutura se estende através do panteão de forças que cremos em nossa liturgia, os Orixás.
Acreditamos nos espíritos da Umbanda com suas linhas e sublinhas, onde os denominamos de guias espirituais.
Dando por verdade que a religião teve as influências das filosofias Indígena, Africana, Kardecista e Católica.
Cremos em Oxalá - Jesus Cristo e seguimos seus ensinamentos.
Possui sacramentos e ritos próprios de batismo, casamento e fúnebre.
A Umbanda é uma religião de culto a natureza através dos Orixás, sendo assim é uma religião ecológica. Seus ritos são realizados através de orações, que podem ser cantadas, ritmadas com a utilização de instrumentos musicais.
Todos estes aspectos dentro da religião de Umbanda se sustentam como fonte de atuação através da prática caritativa, assistencialista e religiosa aos que a ela recorrem.
 A Umbanda atua na elevação e educação religiosa praticando trabalhos que visam a evolução do ser humano.
Entende-se que a religião de Umbanda, respeitando suas influências, é genuinamente brasileira, com duas características em sua origem:
Primeira- que ela é milenar em suas atribuições espirituais em relação a manifestações.
Segunda– que se iniciou através do Médium Zélio Fernandino de Moraes com a terminologia Umbanda, em 15 de Novembro de 1908, em Neves, Niterói, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Ainda o médium Zélio teve a manifestação de Pai Antônio, que nos trouxe o sincretismo dos Orixás.
A Umbanda se pratica por meio da doação pessoal, onde os médiuns de forma voluntária atuam na ajuda mutua, visando a Caridade. Possuem compromisso, onde a responsabilidade é o alicerce ético na prática religiosa no combate do baixo espiritismo.
A Umbanda é:  Doação, Caridade, Compromisso, Prosperidade.
Doação - A Umbanda tem no voluntariado a forma de crescimento natural da religião, onde a participação se faz fundamental.
Caridade -  A ação caritativa é uma das formas da elevação do espírito.  Fora da caridade não existe a compreensão da missão evolutiva do religioso de Umbanda.
Compromisso  - A Umbanda tem no médium compromissado com o bem, com a verdade, com a lealdade, com a caridade, com a entrega pessoal, com o respeito, a essência do verdadeiro religioso como forma de evolução.
Prosperidade -  A Umbanda defende que todo seguidor da religião deve ser prospero. A prosperidade se da pelo esforço constante do conhecimento e trabalho individual, onde amparado por sua fé conquista seus objetivos.

Racismo
 A Umbanda é uma religião brasileira e assim como seu povo que é miscigenado, existindo a representação de várias raças. A Umbanda é o exemplo inter-racial e responde por ela mesma, pois tem em sua base o negro o indígena e o europeu. Mostra-se como exemplo de cultura e educação, coibindo qualquer forma preconceituosa.
Homossexualidade
Na Umbanda todo ser humano é visto como irmão (a) espiritual, sendo aceita qualquer orientação sexual.  Assim a religião entende e acolhe espíritos e não o gênero. Discriminação e preconceito, não são ensinados pelos nossos guias, entendendo que a Umbanda acolhe a todos.
Encarnamos com propósitos e escolhas, sendo fundamental respeitarmos o livre arbítrio da escolha pessoal de cada indivíduo.

Drogas
Todos que recorrem aos vários Templos de Umbanda encontrarão o lado assistencialista. O dependente químico deve ser tratado sem aspectos preconceituosos, tendo total assistência por parte da religião de Umbanda.
A Umbanda respeita a vontade do individuo em buscar e aceitar o tratamento espiritual.
Deve ser observado e respeitado nos tratamentos, o lado psicológico, o comprometimento químico e atenção espiritual para o dependente e sua família. 
Eutanásia / Suicídio
A Umbanda, por valorizar a vida, nos aspectos terreno e espiritual, entende que a passagem deve ser natural, respeitando a Lei do carma e aprendizados importantes ao espírito.
Só o Criador através de Sua Onisciência, Onipresença e Onipotência sabe o momento do desenlace carnal daquele indivíduo.
Práticas que atentam contra a vida, seja de que forma for, não são aceitas pela religião de Umbanda.
Aborto
 Entende-se que a partir da concepção já existe vida, um espírito que anseia por sua evolução.
As observações dos resgates espirituais, através dos acontecimentos, necessitam ser levados em consideração.
A Umbanda é contra a prática do aborto; porém, quando existe o risco de morte da mãe, o arbítrio deve ser dela.
O aconselhamento direto com os guias de Umbanda é fundamental para que as ações sejam feitas sempre baseadas na espiritualidade.
Violência doméstica
  A Umbanda não aceita qualquer forma de violência doméstica, atendendo aos parâmetros da legislação vigente com destaque para:  Estatutos do Idoso e da Criança e do Adolescente, Leis de proteção à mulher e a Carta das Nações Unidas (ONU), onde os direitos da pessoa humana devem ser preservados, combatendo qualquer tipo de violência doméstica.
O papel da mulher  na sociedade
 A Umbanda defende o direito de igualdade, onde a mulher deve ocupar qualquer posição com o mesmo tratamento.
As mulheres na Umbanda estão em todos os níveis hierárquicos da religião, mostrando a toda sociedade o exemplo a ser seguido. Entendemos que a religião de Umbanda é exemplo a todos os segmentos religiosos, pois valorizamos as mulheres em seu exercício sacerdotal.

Pedofilia / Maus tratos
A Umbanda não aceita qualquer forma de ato que atente contra a criança e o adolescente, em especial os casos de pedofilia e maus tratos, e defende que as Leis já estabelecidas devam ser aplicadas.
Pessoas que possuem desvio de conduta podem estar sendo obsidiadas, ou mesmo necessitam de acompanhamento psicológico, unido de orientação espiritual.

Posicionamento e ética em relação à Umbanda e outras religiões
A Umbanda traz em si a base religiosa que deve ser respeitada. Amar, respeitar, não julgar, não caluniar, atuar sempre com verdade, na base do bem, da educação e da elevação.
O posicionamento ético em qualquer religião deve se basear em tais atributos, manifestado pelo verdadeiro religioso de Umbanda.
 Sobre a questão inter-religiosa a Umbanda respeita todas as religiões e busca o Estado Laico, não discriminando nenhum tipo de manifestação religiosa que vise o respeito e evolução do ser humano.
                                               Sobre os médiuns e assistidos
 Os médiuns e assistidos em geral são vistos como religiosos e devem agir como tal, acreditando em Deus, nos Orixás e guias espirituais, possuir os atributos da Fé, amar seu semelhante, não julgar, jamais caluniar, ser um pacificador, estar a serviço do bem e jamais utilizar o seu conhecimento de forma torpe. Estes atributos são posicionamentos éticos para todos que comungam da Fé de Umbanda.

Candidatos à política  na  Umbanda
A Umbanda exige que todo candidato que se apresente dentro da religião, concorde, se comprometa e assine documento público com o compromisso de seguir a “Carta Magna de Umbanda”. Assumindo sua posição expondo em seu próprio site, blog e em suas redes sociais.
Entendendo que este documento protege a religião de oportunistas e pessoas mal intencionadas.
Para tanto, a religião deve estar apontando qualquer tipo de possível desvio de comportamento do possível representante da religião.
Ensino religioso
A Umbanda defende o ensino religioso nas escolas de forma ecumênica, porém, enfatiza a inclusão da Carta Magna de Umbanda como fonte didática e a música umbandista como forma de inclusão social.
Assim como as demais religiões, a Umbanda passa a ter um documento que esclarece de forma objetiva sua base.
Conceitos, Umbanda no Mundo e Jurídicos.
A Umbanda não aceita e não compactua com trabalhos de ordem trevosa, não faz amarração, ou atua de maneira que corrompa a base da família. Não cobra trabalhos caritativos de atendimento e aconselhamento, porém, temos que ter ressalva em relação aos elementos ritualísticos utilizados.
A Umbanda esta em vários Países do Mundo, levando a Paz e a Elevação de uma Religião que defende os direitos pela igualdade, respeitando a pluralidade de cada Nação. As bases da “Carta Magna de Umbanda” são os princípios seguidos por religiosos de Umbanda pelo Mundo.
A Umbanda como religião ecológica, tem em seus seguidores os defensores da natureza.  Entendemos que o Orixá é a força da natureza em nosso planeta e manifestação do Criador em nós. Sendo o nosso maior altar a própria natureza.  Observamos que não cabe á nenhum umbandista cultuar despachos em zonas publica urbano, visto que os pontos de irradiação estão juntos a natureza.  Sabemos da  necessidade de fazer oferendas ao povo da rua, nossos exus e pombagiras,  porém é  importante que  haja o levantamento dos despachos antes do raiar do dia, respeitando as pessoas que professam outras crenças e a ordem publica.
Do ponto de vista administrativo jurídico -  A Carta Magna de Umbanda defende a necessidade de organização jurídica e administrativa, no que diz respeito a organização dos templos e federações.



Caboclos

A presença dos Caboclos nas Giras de Umbanda nos leva a refletir sobre a importância do meio natural que nos acolheu e nos ajuda a compreender que somos parte da Criação Divina e, por isso mesmo, precisamos viver em harmonia com o Todo. Eles são um exemplo de forma de vida simples, natural, livre de preconceitos e artifícios, de arrogância e de vaidade. Sua atuação junto de nós é libertadora, própria daqueles que evoluíram.
  
Caboclos e Pretos-Velhos manipulam ervas de todos os Orixás porque têm essa autorização e conhecimento, conforme o grau elevado que os distingue.

Existem Falanges de doutrinadores, de guerreiros, de “feiticeiros” (isto é, que atuam mais fortemente na quebra de magias negativas), de curadores, de justiceiros etc.

Os Caboclos são profundos conhecedores das ervas e dos seus princípios ativos. Suas “receitas” (banhos, defumações, oferendas etc.) costumam produzir curas inesperadas. Conhecem como ninguém o Reino Vegetal e podem nos ensinar o valor e a melhor utilização das ervas e dos alimentos vindos da terra.

Também grandes conhecedores da Magia, nos seus trabalhos costumam utilizar pembas, velas, essências, flores, ervas, pedras, frutas, vinho, sumo de ervas, raízes, cipós e sementes, entre outros elementos. Usam charutos e fumos à base de ervas para defumar o ambiente e as pessoas presentes, recolhendo e neutralizando as cargas densas que os envolvam.

Sua forte carga magnética nos impulsiona a ir em frente, a enfrentar os obstáculos com coragem e determinação. Porque Caboclo é o Arquétipo do guerreiro corajoso, valente, simples, honrado, justo e harmonizado com as Forças da Mãe Natureza. Pela simples presença entre nós, quando incorporados em seus médiuns, já nos imantam com essas fortes energias e nos estimulam a conseguir nossos objetivos. São “caçadores”, vão buscar e nos ensinam a buscar o  melhor para a nossa evolução.

Grandes doutrinadores e disciplinadores, são muito atuantes na orientação de sessões de desenvolvimento mediúnico, uma vez que os Guias Espirituais agem principalmente sobre o mental do médium, que está relacionado ao Chacra Frontal, regido por Pai Oxóssi, justamente o Regente do Mistério Caboclo.

Também atuam nas desobsessões, na solução de problemas psíquicos e materiais, na quebra de demandas, entre outros trabalhos espirituais de Umbanda, utilizando vários recursos magísticos nos quais são iniciados. Não ostentam conhecimentos, colocam-nos em prática!

Seus assobios e brados  assemelham-se a mantras. Cada Caboclo emite um som, de acordo com o trabalho que vai realizar, criando condições que facilitem a incorporação e liberando bloqueios energéticos dos médiuns e consulentes. Os assobios traduzem sons básicos das Forças da Natureza, dão um impulso no campo magnético (corpo espiritual) do médium para direcioná-lo corretamente, liberando-o de cargas negativas, larvas e miasmas astrais. Nos consulentes, produzem igual efeito.

Os Caboclos incorporados também costumam estalar os dedos, bater no peito e estender o braço na direção do Altar. Tudo isto tem um significado magístico-religioso:

●Estalar dos dedos - Nossas mãos têm vários terminais nervosos que se comunicam com os sete chacras principais e com os chacras menores do nosso corpo. O estalar dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus (a parte gordinha da palma da mão) e reequilibra a rotação e a frequência de todos os chacras  que voltam a funcionar plenamente. O equilíbrio vibracional gera a consequente descarga de energias desequilibradas (“negativas”). Ao estalar os dedos, o Caboclo provoca essas reações no campo magnético do médium ou, conforme o caso, descarrega o campo do consulente. Ao estalar os dedos da mão esquerda, ele absorve negatividades e faz uma limpeza energética; e quando estala os da mão direita, ele irradia cargas altamente positivas e reenergiza, acalma, cura etc.

●Bater no peito - Com isso, o Caboclo ativa o chacra Cardíaco do médium e equilibra suas emoções, possibilitando uma sintonia mais apurada com o medianeiro e a efetivação de um bom trabalho espiritual.

●Estender os braços (ou um braço) para o Altar - Com esse gesto, o Caboclo lança uma “flecha energética” que ativa os Poderes e Forças assentados e firmados no Terreiro, conforme a necessidade do trabalho espiritual a realizar.

Esses procedimentos criam um grande centro de Forças que facilita o amparo aos consulentes, ao próprio Terreiro e a toda a corrente mediúnica.

Alguns Caboclos, quando se despedem do Terreiro, dizem que vão “para Aruanda”, ou “para a cidade da Jurema”. Outros falam que vão “subir para o Humaitá”, e assim por diante. São referências às colônias astrais que existem ligadas ao planeta Terra, onde eles habitam, conforme o respectivo grau de evolução. E muitas vezes os Caboclos responsáveis por Terreiros levam para essas colônias os dirigentes e demais integrantes da corrente mediúnica (durante o desdobramento normal dos seus espíritos que acontece durante o sono físico), a fim de participarem de trabalhos de auxílio a encarnados e desencarnados, para estudarem e ou receberem. Um trabalho espiritual de Umbanda não termina no Terreiro, ele prossegue no Astral. Por isso, é importante que os médiuns sigam as orientações dos Guias Espirituais sobre os preceitos para antes e depois das Giras (manter pensamentos e sentimentos elevados e uma vida diária equilibrada, inclusive no campo sexual; abster-se, ao menos por 24 horas antes e depois do trabalho espiritual,  do uso de bebida alcoólica, fumo e de qualquer substância nociva, mantendo uma alimentação isenta de alimentos de origem animal, porque são de difícil digestão; etc.).





terça-feira, 17 de setembro de 2013

Apostila IX - Setembro 2013

Texto para reflexão
Dia desses, ao final de uma Gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e, após se acomodarem, pediu que todos respondessem uma pergunta simples:
“ – Do que a Umbanda precisa?”
E assim um a um foram respondendo:
“ – Mais união…”
“ – Mais estudo…”
“ – Mais divulgação…”
“ – Mais respeito…”
“ – Mais reconhecimento…”
Mais, mais e mais…
Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:
“ – Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!”
Silêncio repentino no ambiente.
Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.  Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:
“É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS.”
Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.
Um filho de Umbanda, dentro do Terreiro, limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.  Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo o Terreiro, pois sente que ali ele está na casa de sua mãe.
Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de Fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.
Um filho de Umbanda sente naturalmente que o Terreiro é a casa de sua mãe, onde ele encontra sua família e por isso quando lá não está sente-se ansioso para retornar e sempre que retorna é um momento de alegria e prazer.
Um filho de Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. Porque sua entrega verdadeira no convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um filho educado carrega consigo.
Um filho de Umbanda não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e colaborar com o Terreiro; ele por si só observa as necessidades e se voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda.
Um filho de Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe.
Quando a Umbanda agregar em seu interior mais Filhos que qualquer outra coisa, estas necessidades que vocês tanto apontam como união, respeito, educação, ética, enfim, não existirão, pois isto só existe naqueles que não são Filhos de fato.
Tenham uma boa noite, meus filhos!”
Pai João pitou mais uma vez e desincorporou.  Diante dele, seus filhos, com olhos marejados, rosto rubro, agradeciam a lição.
Saravá a Umbanda, salve a sabedoria, salve os Pretos Velhos!


Orgulho x Ego x Vaidade na Umbanda

Os textos abaixo, foram retirados através de pesquisas na Internet, onde o intuito é a leitura para maior conhecimento e aprendizado dos assuntos discutidos no grupo..

A falta de reconhecimento e agradecimento

Axé a todos! Quem já não ouviu falar sobre o perigo que é a Vaidade? Quem já não ouviu tristes histórias de médiuns quando tiveram a Vaidade alimentando seus íntimos? Quem já não percebeu como é difícil lidar com a Vaidade e o quanto Ela é sutil e arrasadora?
Sei que muitos fogem e negam esse sentimento, mas Ela não foge e não nega ninguém. Ela, A Vaidade, não titubeia em se fazer viva a qualquer momento, em qualquer lugar e em qualquer pessoa, aliás, existem vários momentos em que a vaidade é absurdamente incentivada e vivenciada, existem diversas pessoas manipulando outras pessoas sob o prisma da vaidade.
Mas ninguém gosta ou quer reconhecer seus momentos de vaidade, nem tampouco a possibilidade de sentí-la, mesmo porque, Ela aflora de forma tão “sutil”, tão “simples” aos olhos míopes da ingenuidade que, por consequência, as pessoas deixam de se vigiarem, esquecem de se educarem, de cultivarem a humildade e de entender o outro como “outro”, automaticamente se tornam vaidosas. Percebam, é  uma bola de neve, uma ação refletindo uma reação continuamente.
Sei que a maioria das pessoas utiliza o termo “vaidade” para falar do bem cuidar do corpo, da importância de ter uma boa aparência, no entanto, mais que isso, vaidade é o desejo sem limites de atrair admiração. Isso mesmo, DESEJO SEM LIMITES DE ATRAIR ADMIRAÇÃO.
Em nossa Umbanda, vivenciando nossa religiosidade, sabemos o quanto a vaidade é prejudicial. Ela chega a ser a principal causa de afastamento de médiuns dos terreiros. Ela é tão avassaladora e destruidora que retarda potencialmente a ascensão de qualquer médium. Portanto, temos que estar vigilantes o tempo todo, temos que cultivar a humildade dentro de nós entendendo que nada somos e nada fazemos sem o Outro.
O fato é: a Vaidade está sempre viva em um elogio, em um olhar de admiração, em uma situação resolvida, Ela está sempre pronta para aflorar no primeiro momento de “falta de reconhecimento” e “falta de agradecimento” para com o Outro, para com o Divino e para com o Universo.
Isso quer dizer que a vaidade pode brotar nos momentos de cura, de conquista e de auto-estima, portanto nos momentos de alegria e satisfação, basta ter a semente e estar com o solo propício. Quem já não conquistou  algo  importante ou difícil na vida e estufou o peito sonorizando “eu sou bom mesmo” esquecendo totalmente de agradecer e de reconhecer que nada, absolutamente NADA se conquista e se constrói sozinho?
E não é só isso, a vaidade está quase sempre misturada ao sentido da Fé e com a capacidade de sentir Fé.
Calma, sei que agora deu calafrio, mas pensem comigo, quantas pessoas ao afirmarem sua Fé têm a vaidade esculpida em seus rostos, atos e falas afirmando que a sua fé é a melhor do que qualquer outra, que ‘seu Deus é o Deus dos milagres’ e que somente ‘Ele’ pode curar, melhorar, resolver e ajudar?
Além disso, é fato que a Fé proporciona realizações, melhoras, conquistas, auto-estima, e quando vivenciamos esses sentimentos, quase sempre aflora a prepotência, a arrogância e a vaidade. É aí que nos achamos deuses e nos esquecemos do Outro, do Divino, do Universo. E é a partir daí que, mesmo não percebendo, nos encontraremos sozinhos achando que somos aquilo que nunca fomos: BONS.







Umbanda se faz com humildade

Na Umbanda, não existem poderosos, existe um poder Divino, que podemos caminhar sobre Ele sem soberba. Existem mistérios, mais também não somos donos deles, são para que o mundo melhore. Não se pratica Umbanda com Vaidade e Orgulho, a única forma de se praticar a Umbanda é com Humildade:

Humildade refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.
Humildade vem do Latim "humus" que significa "filhos da terra", ao analisarmos esta frase, encontramos material suficiente para aprender sobre a humildade:
Se diz que a humildade é uma virtude humilde, quem se vangloria da sua, mostra simplesmente que lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”, contrastando com os que, orgulhosos das conquistas da razão no mundo das ciências positivas, negam Deus e a imortalidade da alma.

Vaidade é uma das maiores pedras que o ser humano precisa aprender a vencer., vaidade não é auto-estima. Auto-estima é ter consciência de seu valor, reconhecer seus pontos fracos e fortes sem se abater com o que descobre. Acima de tudo é reconhecer seu lugar no mundo e seu valor neste espaço. A vaidade é a auto-estima que adoeceu ou mesmo um sinal de inferioridade. Quem é muito vaidoso, vangloria-se de tudo e tem sempre a necessidade de mostrar para os outros que foi ele(a) quem fez ou deixou de fazer, demonstra sua insegurança e deixa patente sua necessidade de chamar a atenção de quem o rodeia, não que desejar ser reconhecido seja algo ruim, absolutamente. Mas daí a fazer disso uma meta, acima do bom senso e do respeito a capacidade das outras pessoas, vai uma longa distância.

Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal.
As principais reações e características do tipo predominantemente orgulhoso são:

a)Amor-próprio muito acentuado:contraria-se por pequenos motivos;
b)Reage explosivamente a quaisquer observações ou críticas de outrem em relação ao seu comportamento;
c)Necessita ser o centro de atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias;
d)Não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência fechado ao diálogo construtivo;
e)Menospreza as idéias do próximo;
f)Ao ser elogiado por quaisquer motivos, enche-se de uma satisfação presunçosa, como que se reafirmando na sua importância pessoal;
g)Preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, dá demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal;
h)Acha que todos os seus circundantes (familiares e amigos) devem girar em torno de si;
i)Não admite se humilhar diante de ninguém, achando essa ati¬tude um traço de fraqueza e falta de personalidade;
j)Usa da ironia e do deboche para com o próximo nas ocasiões de contendas.
Compreendemos que o orgulhoso vive numa atmosfera ilusória, de destaque social ou intelectual, criando, assim, barreiras muito densas para penetrar na realidade do seu próprio interior.

Toda grandeza se esvai sob o peso do orgulho e da vaidade, restando apenas algo lamentável, triste de se ver. “A Pobreza de Espírito” Uma doença espiritual que é comparada á um câncer espiritual, que mata todas as ações boas da alma!
A vaidade e o Orgulho nos faz pensar na triste sorte de Narciso, que se apaixonou pela própria figura refletida num lago e se suicidou ao se atirar no lago morrendo afogado! A Narciso a morte apanhou-o num lago. E eu pergunto-me, onde é que a morte apanha os narcisos de hoje, que consomem a sua vida no culto idólatra da sua figura???


Assim como trago as dádivas dessa maravilhosa religião de culto aos Orixás, devo também citar alguns problemas que a maioria das vezes não são muito relacionados à religião e sim aos próprios seres humanos.

Nos médiuns mais firmes existe um crescimento excessivo de vaidade, vaidade que sinceramente acredito ser muitas vezes prejudicial para a própria firmeza. Claro que a vaidade é algo comum em qualquer ser humano, mas o excesso traz sempre algo prejudicial.

Que vaidade é essa que estou falando? Por que os médiuns mais firmes?

Bom, os médiuns mais firmes estão de certa forma acostumados a receber elogios sobre suas entidades, quando essas falam, avisam ou prometem ajuda na vida do consulente.

Percebo então uma grande necessidade do médium em provar que a entidade está ali e não só isso mas também dar credibilidade à palavra da mesma.

É claro que é muito bom pro nosso ego de médium receber elogios sobre nossas entidades, mas existe um porém aí. A Entidade não está preocupada em provar ou receber créditos e méritos pelos assuntos abordados por ela, e sim preocupados em realizar sua missão de ajudar a quem pede sua intervenção. Portanto a vaidade excessiva vem do médium e não da Entidade. A Entidade vangloriar demasiadamente o médium que trabalha provém mais da pessoa do que do Guia. Isso não significa que as Entidades não vão elogiar seus “cavalos” nem que não vão gostar de elogios, mas essa vaidade em excesso não condiz com tudo o que essas Entidades representam.

Vou tentar explicar essa diferença excessiva de vaidade, existem situações muito complicadas nas vidas das pessoas, o maior pesar que possamos sentir é o da perda. Perda de entes queridos, ou sofrimento demasiado devido a circunstância de saúde ou acidente. Levando em consideração a magnitude desse problema, a Entidade sabe quanto sofre os entes que se encontram à volta de pessoas passando por tais problemas. Esses entes procuram na religião algum apoio. Nesse momento, a Entidade se compadece do sofrimento ali encontrado, mas alguns momentos podemos ver uma certa satisfação em ter acertado aquilo havia dito antes que acontecera.

Vamos falar a verdade, um Espírito de Luz, não se vangloriaria de seu ato nesse momento porque o que importa não é o que havia avisado mas sim todo o sentimento aflorado ali, não seria o momento. Portanto no momento que esse ego excessivo vem à tona, se trata de algo inerente aos seres humanos.

Isso não significa que em médiuns que acontece o que descrevi deixam de ser bons médiuns. Não vamos misturar uma coisa à outra, mas acho importante mudarmos algumas realidades dentro da religião para que possamos evoluir e evoluir, e não ficarmos presos à penumbra da estagnação.



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Apostila VIII - Agosto 2013

Origem de Cosme e Damião
Cosme e Damião eram irmãos gêmeos e cristãos. Nasceram na Arábia e viveram na Ásia Menor, Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina. Estudaram e diplomaram-se na Síria, exercendo a profissão de médico com muita competência e dignidade. Não aceitavam receber um centavo pelo serviço prestado. Os irmãos aproveitavam também para divulgar a fé cristã entre aqueles que se recuperavam das doenças. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Com isso, seus tratamentos e curas a doentes, muitas vezes à beira da morte, eram vistos como verdadeiros milagres. A riqueza que mais os atraía era fazer de sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos pagãos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais.
Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. As perseguições do Imperador Diocleciano, porém, não demoraram a frear a ação benéfica destes “médicos do amor”. Na Ásia Menor, o governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas. Foram forçados a negar sua fé.
Mandou que fossem barbaramente torturados por negarem-se a aceitar os deuses pagãos. Condenados à morte, resistiram milagrosamente a pedradas e flechadas. Em seguida, foram decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV. Os fatos ocorreram em Ciro, cidade vizinha a Antioquia, Síria, onde foram sepultados. Mais tarde, seus corpos foram trasladados para uma igreja dedicada a eles.
Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos seus protetores. Mas a fama dos dois correu rápida no Ocidente também, a partir de Roma, com a basílica dedicada a eles, construída, a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. Tal solenidade ocorreu num dia 27 de setembro; assim, passaram a ser festejados nesta data. Inúmeros milagres se deram na sepultura deles.
Os nomes de são Cosme e são Damião, entretanto, são pronunciados infinitas vezes, todos os dias, no mundo inteiro, porque, a partir do século VI, eles foram incluídos no cânone da missa, fechando o elenco dos mártires citados. Os santos Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina. Na festa, é costume distribuir balas e doces para as crianças.








Quem é Doum?

Criança - Origem de Doum

Este personagem material e espiritual surgiu nos cultos Afros quando uma macamba (denominação de mulher, na seita Cabula) dava a luz a dois gêmeos e, caso houvesse no segundo parto o nascimento de um outro menino, era este considerado "Doum", que veio ao mundo para fazer companhia a seus irmãos gêmeos.

Foram sincretizados com os santos que foram gêmeos e médicos, tem sua razão na semelhança das imagens e missões idênticas com os "erês" da África, mas como faltava "doum", colocaram-no junto a seus irmãos, com seus pequenos bastões de pau, obedecendo à semelhança dos santos católicos, formando assim a trindade da irmanação.

Dizem também, que na imagem original de S. Cosme e S. Damião, entre eles (adultos) havia a imagem de uma criança a qual eles estavam tratando, daí para sincretizarem Doum com essa criança, foi um pulo.

Cosme e Damião na Umbanda

Ibeji
Ibejí ou Ibejís são os Orixás que protegem as crianças. Foram sincretizados a São Cosme e São Damião, são conhecidos na Umbanda como os Orixás de amor e alegria.
Os espíritos trabalhadores sobre a influência de Ibejí, apresentam-se normalmente sob a forma de crianças ou espíritos de crianças, porém espíritos não têm idade, apresentam-se dessa forma de modo a facilitar a comunicação com as nossas crianças. Esses espíritos puros trazem a cura para as doenças e amparam todas as crianças enquanto elas manterem a inocência.
Seus domínios são os parques, jardins e grandes gramados. Sua cor é o rosa, os espíritos que trabalham sob a irradiação de Ibejí são espíritos de grande força espiritual.
Não devemos julgá-los fracos devido à forma como se apresentam, ou seja, como crianças, depois de Oxalá são os únicos que dominam totalmente a magia.
Nas obrigações a Ibejí, são utilizadas velas cor de rosa, flores com tonalidade rosa e sem os espinhos ou ainda brancas. Também são usados doces como as cocadas, balas, pirulitos, fatias de bolo, etc. A bebida é a água pura ou então misturada com mel e mais recentemente são utilizados refrigerantes como o guaraná.
Ibejí, São Cosme e São Damião são trabalhadores da linha de Oxalá e pertencem a uma de suas falanges. A eles podemos pedir proteção contra demandas e malefícios; pedir principalmente proteção para nossas crianças e principalmente as enfermas.



OBALUAÊ / OMULU
Obaluaê é uma flexão dos termos: Oba (rei) – Oluwô (senhor) – Ayiê (terra), ou seja, "Rei, senhor da Terra". Omulu também é uma flexão dos termos: Omo (filho) – Oluwô (senhor), que quer dizer " Filho e Senhor". Obaluaê, o mais moço, é o guerreiro, caçador, lutador. Omulu o mais velho, é o sábio, o feiticeiro, guardião. Porém, ambos têm a mesma regência e influência. No cotidiano significam a mesma coisa, têm a mesma ligação e são considerados a mesa força da natureza.
Obaluaê (ou Omulu) é o Sol, a quentura e o calor do astro rei. É o Senhor das pestes, das moléstias contagiosas, ou não. É o rei da Terra, do interior da Terra, e é o Orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha – da - Costa), porque para os humanos é proibido ver seu rosto, pela deformação feita pela doença, e pelo respeito que devemos a este poderosíssimo Orixá.
Obaluaê está no organismo, no funcionamento do organismo. Na dor que sentimos pelo mal funcionamento dos órgãos, ou por uma queda, corte ou queimadura.
Obaluaê rege a saúde, os órgãos e o funcionamento destes. A ele devemos nossa saúde e é comum, nas Casas de Santos, se realizar os Eboris de Saúde, que fazem pra trazer saúde para o corpo doente.
O órgão central da regência de Obaluaê é a bexiga, mas está ligado a todos os outros. Ele trata do interior, fundamentalmente, mas cuida também da pele e de suas moléstias.
Divide com Iansã a regência dos cemitérios, pois ele é o Orixá que vem como emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado. É Obaluaê (ou Omulu) que vai mostrar o caminho, servir de guia para aquela alma.
Obaluaê também é o Senhor da Terra e das camadas de seu interior, para onde vamos todos nós. Daí a ligação que tem com os mortos, pois ele é quem vai cuidar do corpo sem vida, e guiar o espírito que deixou aquele corpo. É por isso que Obaluaê e Omulu gostam de coisas passadas, apodrecidas.
O sol também tem a sua regência.
Obaluaê está presente em nosso dia-a-dia, quando sentimos dores, agonia, aflição, ansiedade. Está presente quando sentimos coceira e comichões na pele.Rege também o suor, a transpiração e seus efeitos. Rege aqueles que tem problemas mentais, perturbações nervosas e todos os doentes.
Está presente nos hospitais, casa de saúde, ambulatórios, postos de saúde, clínicas, sempre próximo aos leitos. Rege os mutilados, aleijados, enfermos. Ele proporciona a doença mas, principalmente, a cura, a saúde. É o Orixá da misericórdia.
Obaluaê é à força da Natureza que rege o incômodo de um modo geral. Rege o mal estar, o enjôo, o mal humor, a intranqüilidade. É o Orixá do abafamento e está presente nele, bem como na má digestão e na congestão estomacal. Gera o ácido úrico e seus efeitos.
Obaluaê está presente em todas as enfermidades e sua invocação, nessas horas, pode significar a cura, a recuperação da saúde.
No sincretismo Obaluaê é São Lazaro, que também sofreu com feridas espalhadas no corpo e teve estas tratadas por cachorros. Motivo também pelo qual Obaluaê não é só comemorado no dia 16 de Agosto, mas também no dia 17 de Dezembro.
  • As Velas de Obaluaê são Preto e Branco (cruzada)
  • A saudação para Obaluaê tanto na Umbanda quanto no Candomblé é "Atotô" 
  • Seu dia da semana é a Segunda Feira
  • Seu Elemento é a Terra
  • Seu metal é o chumbo
  • Sua Flor é o Monsenhor Branco
  • Suas ervas são: Agoniada; Alamanda; Alfazema; Babosa; Cipó Chumbo; Cebola do mato; Hortelã brava
  • Seu símbolo é a Cruz
  • Seu adorno é o Xarará