Será mantido pelo Grupo de Estudos do Terreiro da Vó Benedita
Tentaremos colocar aqui a religião de uma forma pratica com uma linguagem simples de se entender, sem usar expressões antigas e desconhecidas, mas sim simplificando, da forma que nosso mentor o Caboclo das Sete Encruzilhadas quer que seja nossa religião.
A Umbanda é simples, pessoas que não estudam que não se atualizam que tem medo, que tem vaidade que complicam nossa Sagrada.
Em 2013 nosso grupo de Estudos foi focado em temas básicos da Umbanda, e conseguimos construir um conjunto de 10 apostilas básicas , com assuntos essenciais a nossa religião.
No ano de 2014 iremos focar assuntos mais complexos e misteriosos de nossa Umbanda e ate mesmo de outras religiões.
Estaremos fazendo sempre uma vez ao mês na primeira ou segunda terça feira do mês.
Teremos uma hora de palestra sobre algum desses assuntos, com algum convidado participando e depois uma hora de desenvolvimento aos médiuns da casa
Lembrem disso...o desenvolvimento do médium não deve ser apenas espiritual, mas também desenvolver seu intelecto...estudar...entender as obrigações que são pedidas e feitas.
Contatos e sugestões :
João Carlos Galerani Junior - paijoaozinho@terreirodavobenedita.com
Dirigente do Terreiro da Vó Benedita
Terreirodavobenedita.com
quarta-feira, 15 de julho de 2015
ORGANIZAÇÃO DE GRUPOS DE TRABALHO
Temos consciência de que a maior parte dos templos de Umbanda são pequenos, mas,
pequenos, médios ou grandes, todos precisam ter uma infra-estrutura adequada, com seu espaço,
seus utensílios, seus médiuns e demais colaboradores, devidamente preparados.
Um Templo é uma organização e, como tal, tem de ter qualidade. Em uma organização
ninguém pode responder "não sei". Todos devem estar orientados, para que, ao receber qualquer
pergunta por parte dos freqüentadores, possam respondê-la ou levá-los até quem pode resolver o
seu problema.
Para dar um tratamento adequado a todos os trabalhos realizados em nossa religião, cada casa
deve formar Grupos Específicos, que se dedicarão ao planejamento, organização e condução de
cada atividade, de acordo com as necessidades e disponibilidades do Templo. Cada grupo deverá
ter um coordenador, auxiliado por irmãos, que poderão ter funções específicas ou não. Todos os
grupos deverão estar integrados e devidamente preparados e informados, para o exercício de suas
funções.
GRUPO PARA LIMPEZA E ARRUMAÇÃO DO TEMPLO
Esse grupo deve cuidar da manutenção da limpeza e da ordem do chão, os móveis e utensílios
que fazem parte do espaço sagrado, inclusive das cadeiras ou assentos para acomodação dos
freqüentadores.
GRUPO PARA ORGANIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
Esse grupo deverá preparar os cronogramas e folders explicativos dos trabalhos da casa:
Calendário Anual de Trabalhos e Eventos
Umbanda Página 14
Deverá ser definido no início do ano, em conjunto com o dirigente da casa, e servirá como base
para o planejamento das atividades do Templo todo o ano.
Calendário Mensal de Trabalhos e Eventos, para os médiuns e para os
freqüentadores
Será definido antecipadamente, mês a mês, informando as datas, formas de trabalho, orixás
cultuados e etc.
Folhetos
Com Mensagens, Orações, Cantos e Explicações Doutrinárias, para os médiuns e para
os freqüentadores e demais divulgações necessárias.
GRUPO PARA RECEPÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE SENHAS
A recepção aos fiéis deve ser feita desde a porta de entrada até o interior do templo. Na
porta de entrada deve haver, pelo menos, dois trabalhadores da casa, devidamente
uniformizados, para as primeiras orientações.
Em seguida, outros trabalhadores desse grupo distribuirão as senhas, colherão as
assinaturas dos freqüentadores em um livro de presenças e distribuirão os folders com os
cronogramas e as mensagens doutrinárias relativas ao trabalho do dia.
GRUPO PARA ORIENTAÇÕES Á ASSISTÊNCIA
Esse grupo ficará encarregado do encaminhamento das pessoas aos lugares, onde
permanecerão, em silêncio, antes e durante os trabalhos. Dará as primeiras orientações
comportamentais para a harmonia da assistência, o começo de mudança do tônus vibratório
geral e o modo adequado de agir em um templo ou em um santuário natural, quando for o caso.
Umbanda Página 15
POR QUE SOU UMBANDISTA
Na Umbanda, aceitam-se adeptos de todos os cultos religiosos;
Na Umbanda, não há privilégio nem preconceitos sobre cor, raça e religião;
Na Umbanda, não há intolerância religiosa;
Na Umbanda, o dinheiro não tem o poder de salvar ninguém;
Na Umbanda, a caridade não é limitada;
Na Umbanda, não se faz da caridade mercadoria: dá-se de graça que de graça se recebe;
Na Umbanda, a caridade é pura; está próxima de Deus!
Extraído do segundo número do boletim A Caridade, da Tenda N Senhora da Piedade (julho de
1956).
O VERDADEIRO UMBANDISTA
foram criadas por Ele. É amar a Terra, o vento, o rio, o fogo, o mar, as montanhas, as plantas e as
criaturas viventes. É amar a criatura humana, símbolo da perfeição de toda sua obra; Ser um
verdadeiro umbandista é colocar-se à disposição dos Guias Espirituais da Umbanda na prática da
Caridade, expressão maior do amor. É saber ouvir os bons conselhos dos Pretos Velhos; é ser
intrépido e valente como os Caboclos; é permanecer doce e gentil como as Crianças; é ser flexível e
corajoso como os Marinheiros; é ser um bom combatente e audacioso como os Boiadeiros; ser
manso e sereno como os Ciganos; é ser divertido e alegre como os Baianos (tal como o Mestre Zé
Pelintra). Ser um bom guardião das coisas santas como o incompreendido Exu;
Ser um verdadeiro umbandista é honrar os Sagrados Orixás, tenham eles os nomes que
tiverem, sejam eles regentes dos pontos de força em que estiverem entronizados, sejam eles
conhecidos ou ainda velados. É saber solicitar-lhes o socorro no cumprimento do dever; é pedir-lhes
ajuda quando necessário; é entender o seu correto campo de ação;
Ser um verdadeiro umbandista é prestar a caridade da forma como puder realizar,
independente do rótulo, mas sempre com amor, inteireza de coração e humildade. É estar sempre
solícito aos apelos dos necessitados, nunca esperando nada em troca. Nunca aguardando qualquer
forma de retribuição, seja material ou espiritual. É estender a mão ao caído, mas sem exigir dele o
pagamento do socorro;
Ser um verdadeiro umbandista é amar o irmão de fé, compreendendo suas fraquezas e
limitações, sem jamais apontar-lhe o dedo acusador com a intenção de empurrá-lo ao precipício. É
não tomar-se altivo, soberbo e poderoso perante os ignorantes e pequenos. É calar-se diante da
injúria ou da calúnia, e não revoltar-se preparando-se para a guerra armada;
Ser um verdadeiro umbandista é respeitar a autoridade espiritual que lhe foi apresentada
pêlos Guias, na pessoa do Chefe de Terreiro. É entender que ele também é passível de erros e
tropeços, e nunca pode ser visto como infalível. É aceitar as suas correções e orientações, ainda
que na vida comum ele peque naquilo que orientou melhor os seus filhos de fé. É fazer sempre o
Umbanda
ORIGEM DA UMBANDA
Em 1908, o jovem Zélio Fernandino de Moraes estava com 17
anos e havia concluído o curso propedêutico (equivalente ao atual
Ensino Médio). Zélio preparava-se para ingressar na Escola Naval,
quando fatos estranhos começaram a acontecer.
Às vezes, ele assumia a estranha postura de um velho, falando
coisas aparentemente desconexas, como se fosse outra pessoa e que
havia vivido em outra época. Em certas ocasiões, sua forma física
lembrava um felino lépido e desembaraçado que parecia conhecer
todos os segredos da Natureza, os animais e as plantas.
Esse estado de coisas logo chamou a atenção de seus familiares,
principalmente porque ele se preparava para seguir carreira na
Marinha, como aluno oficial. As coisas foram se agravando e os chamados "ataques" repetiam-se
cada vez com maior intensidade. A família recorreu então ao médico Dr. Epaminondas de
Moraes, tio de Zélio e diretor do Hospício de Virgem Grande.
Após examiná-lo e observá-lo durante vários dias, encaminhou à família dizendo que a loucura
não se enquadrava em nada do que ele havia conhecido, ponderando ainda que fosse melhor leválo
a um padre, pois o garoto mais parecia estar endemoninhado. Como acontecia com quase todas
as famílias importantes, também havia na família Moraes um padre católico. Por meio desse
sacerdote, também tio de Zélio, foi realizado um exorcismo para livrá-lo daqueles incômodos.
Entretanto, nem esse, nem os dois outros exorcismes realizados posteriormente, inclusive com a
participação de outros sacerdotes católicos, conseguiram dar aos Moraes o tão desejado sossego,
pois as manifestações prosseguiram, apesar de tudo.
Depois de um certo tempo, Zélio passou alguns dias com uma espécie de paralisia, quando,
repentinamente, se levantou e se sentiu completamente curado. No dia seguinte, voltou a caminhar
como se nada tivesse ocorrido. Sua mãe, Dona Leonor de Moraes, levou-o a uma curandeira,
muito conhecida na região, Dona Cândida, que incorporava o espírito de um Preto-Velho chamado
Tio António. Essa entidade conversou com Zélio e fazendo suas rezas disse-lhe que possuía o
fenômeno da mediunidade e deveria trabalhar para a caridade. O pai de Zélio, Sr. Joaquim Fernandino
Costa, apesar de não freqüentar centros espíritas, já era um adepto do Espiritismo, fazendo muitas
leituras desse gênero.
No dia 15 de novembro de 1908, por sugestão de um amigo de seu pai, Zélio foi levado à
recém-fundada Federação Espírita de Niterói, município vizinho àquele onde residia à família
Moraes, ou seja, Neves. A Federação era, então, presidida pelo senhor José de Souza
(conhecido como Zeca, segundo palavras de Zélio), chefe de um departamento da Marinha
chamado Toque-Toque.
O jovem Zélio foi conduzido à mesa pelo senhor José de Souza e, tomado por uma força
estranha e alheia à sua vontade, levantou-se e disse: Aqui está faltando uma flor. Saiu da
sala em direção ao jardim, voltando logo a seguir com uma flor que colocou no centro da
mesa. Essa atitude causou um grande tumulto entre os presentes principalmente porque, ao
mesmo tempo em que isso acontecia, ocorreram surpreendentes manifestações de Caboclos
Umbanda Página 8
e Preto-Velhos. O diretor da sessão achou aquilo tudo um absurdo e advertiu-os, com
aspereza, citando o "seu atraso espiritual" e convidando-os a se retirarem.
O senhor José de Souza, médium vidente, interpelou o espírito manifestado no jovem
Zélio e foi, aproximadamente, este o diálogo ocorrido:
Sr. José: Quem é você que ocupa o corpo deste jovem?
O espírito: Eu sou apenas um caboclo brasileiro.
Sr. José: Você se identifica como um caboclo, mas eu vejo em você restos de vestes
clericais.
O espírito: O que você vê em mim são restos de uma existência anterior. Fui padre, meu
nome era Gabriel Malagrida e, acusado de bruxaria, fui sacrificado na fogueira da Inquisição
por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa, em 1775. Mas, em minha última
existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como um caboclo brasileiro.
Sr. José Por que o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a
manifestação de espíritos que pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados são
claramente atrasados? E qual é o seu nome irmão?
O espírito: Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos e dos índios, devo dizer que
amanhã estarei na casa deste aparelho (o médium Zelio) para dar início a um culto em que
esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem, e, assim, cumprir a missão que o
plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a
igualdade que deve existir entre todos os irmãos encarnados e desencarnados. E se querem
saber o meu nome, que seja este: "Caboclo das Sete Encruzilhadas", porque não haverá
caminhos fechados para mim. Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as
famílias e que há de perdurar até o final dos séculos.
No desenrolar dessa "entrevista", entre muitas outras perguntas, o senhor José de
Souza interrogou se já não bastavam às religiões existentes e fez menção ao Espiritismo,
então praticado, e foram estas as palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas:
O senhor José de Souza fez ainda uma última pergunta: "Pensa o irmão que alguém irá
assistir o seu culto"? Ao que o Caboclo respondeu: Cada colina de Niterói aluará como portavoz
anunciando o culto que amanhã iniciarei.
ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tomam iguais na morte, mas vocês homens
preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar
essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Por que não podem nos
visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas
importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além? Por que o não aos
Caboclos e Preto-
Prosseguindo diante do senhor José de Souza, disse ainda o Caboclo das Sete
Encruzilhadas:
o meu aparelho mora, haverá uma mesa posta a toda e qualquer
entidade que queira se manifestar, independentemente daquilo que haja sido em vida, todos
Umbanda Página 9
serão ouvidos e nós aprenderemos, com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos
aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas nem diremos não, pois esta é
Sr. José: E que nome darão a esta igreja?
O Caboclo: Tenda Nossa Senhora da Piedade, pois da mesma forma que Maria amparou
nos braços o filho querido, também serão amparados os que se socorrerem da Umbanda.
A denominação de "Tenda" foi justificada assim pelo Caboclo: Igreja, Templo, Loja dão
um aspecto de superioridade enquanto Tenda lembra uma casa humilde. Ao final dos
trabalhos, o Caboclo das Sete Encruzilhadas pronunciou a seguinte frase: Levarei daqui uma
semente e vou plantá-la nas Neves onde ela se transformará em árvore frondosa.
No dia seguinte, na Rua Floriano Peixoto, n° 30, em Neves, município de São Gonçalo,
estado do Rio de Janeiro, o Caboclo baixou. Na sala de jantar da família Moraes, às 20h do
dia 16 de novembro de 1908, um grupo de curiosos kardecistas e dirigentes da Federação
Espírita de Niterói estavam presentes para ver como seriam essas incorporações, para eles
indesejáveis ou injustificáveis.
Pontualmente às 20 horas o Caboclo das Sete Encruzilhadas incorporou e com as
palavras abaixo iniciou seu culto: - Vim para fundar a Umbanda no Brasil, aqui se inicia um
novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos e os índios nativos de nossa terra
poderão trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça,
credo ou posição social.
Logo após a incorporação, o Caboclo foi atender um paralítico, curando-o imediatamente.
Várias pessoas doentes ou perturbadas tomaram passes e algumas se disseram curadas. O
diálogo do Caboclo das Sete Encruzilhadas, como passou a ser chamado, havia provocado
muita especulação e alguns médiuns que haviam sido banidos das mesas kardecistas, por
haverem incorporado Caboclos, Crianças ou Preto-Velhos, solidarizaram-se com aquele
garoto que parecia não estar compreendendo o que lhe acontecia e que de repente se via
como líder de um grupo religioso, obra essa que só terminaria com a sua morte, mas que
suas filhas Zélia de Moraes e Zilméia de Moraes prosseguiram com o mesmo afã. Dona Zélia
desencarnou em 1997 e Dona Zilméia, atualmente com 93 anos, continua sua tarefa
mediúnica na Cabana de Pai António.
No final dessa reunião, o Caboclo ditou certas normas para a seqüência dos trabalhos,
inclusive atendimento absolutamente gratuito, uso de roupas brancas simples, sendo os
cânticos baixos e harmoniosos. A esse novo tipo de culto que se estruturava nessa noite, ele
denominou de Umbanda, que seria a manifestação do espírito para a caridade.
Após a "subida" do Caboclo, manifestou-se uma entidade conhecida como "preto velho"
que saindo da mesa se dirigiu a um canto da sala onde permaneceu agachado. Questionado
sobre o porquê de não ficar na mesa respondeu:
"- Nego num senta não meu sinhô, nego fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e
nego deve arespeita". Após insistência ainda completou: "-Num carece preocupa não, nego
fica no toco que é lugar de nego!" E assim continuou dizendo outras coisas mostrando a
simplicidade, humildade e mansidão daquele que trazendo o estereótipo do preto velho, se
Umbanda Página 10
identificou como Pai António e logo cativou a todos com seu jeito.
ele não ac - Minha cachimba, nego quê o pito que
. Esta frase originou o ponto cantado com este texto.
Todos ficaram perplexos, estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento
material de trabalho dentro da Umbanda. Na semana seguinte todos trouxeram cachimbos
que sobraram diante da necessidade de apenas um para o Pai António. Assim, o cachimbo foi
instituído na linha de pretos velhos. Pai António também foi a primeira entidade a pedir uma
guia (colar) de trabalho.
O pai de Zélio freqüentemente era abordado por pessoas que queriam saber como ele
aceitava tudo isso que vinha acontecendo em sua residência. Sua resposta era sempre a
mesma, em tom de brincadeira respondia que preferia um filho médium em lugar de um filho
louco. Foi um trabalho árduo e incessante para o esclarecimento, difusão e sedimentação da
Umbanda.
Dez anos após a fundação da Tenda Nossa Senhora da Piedade registrada como tenda
Espírita, por não ser aceito na época o registro de uma entidade com especificação de
Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas declarou que iniciava a segunda parte de sua
missão: a criação de sete templos, que seriam o núcleo do qual se propagaria a religião da
Umbanda.
Em 1935, estavam fundados os sete templos idealizados pelo Caboclo das Sete
Encruzilhadas, sendo curiosa a fundação do sétimo, que receberia o nome de Tenda São
Jerônimo (a casa de Xangô). Faltava um dirigente adequado à mesma, quando numa noite de
quinta feira, José Alvares Pessoa, espírita e estudioso de todos os ramos do espiritualismo,
não dando muito crédito ao que lhe relatavam sobre as maravilhas ocorridas em Neves,
resolveu verificar pessoalmente o que se passava.
Logo que entrou na sala em que se reuniam os discípulos do Caboclo das Sete
Encruzilhadas, este interrompeu a palestra e disse:
Já podemos fundar a Tenda São Jerônimo e seu dirigente acaba de chegar. O senhor
Pessoa ficou muito surpreso, pois era desconhecido no ambiente e não anunciara a sua
visita. Viera apenas verificar a veracidade do que lhe narravam. Após breve diálogo em que o
Caboclo das Sete Encruzilhadas demonstrou conhecer a fundo o visitante, José Alvares
Pessoa assumiu a responsabilidade de dirigir o último dos sete templos que a entidade criava.
Dezenas de templos e tendas, enquanto Zélio esteve encarnado foram fundadas mais de
10.000 tendas. Após 55 anos de atividades este entregou a direção dos trabalhos da Tenda
Nossa Senhora da Piedade às suas filhas, Zélia e Zilméia. Zélio desencarnou no dia 03 de
outubro de 1975.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Apostila IX - Outubro 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Apostila IX - Setembro 2013
“ – Mais estudo…”
“ – Mais divulgação…”
“ – Mais respeito…”
“ – Mais reconhecimento…”
Humildade refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.
Humildade vem do Latim "humus" que significa "filhos da terra", ao analisarmos esta frase, encontramos material suficiente para aprender sobre a humildade:
Se diz que a humildade é uma virtude humilde, quem se vangloria da sua, mostra simplesmente que lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”, contrastando com os que, orgulhosos das conquistas da razão no mundo das ciências positivas, negam Deus e a imortalidade da alma.
Vaidade é uma das maiores pedras que o ser humano precisa aprender a vencer., vaidade não é auto-estima. Auto-estima é ter consciência de seu valor, reconhecer seus pontos fracos e fortes sem se abater com o que descobre. Acima de tudo é reconhecer seu lugar no mundo e seu valor neste espaço. A vaidade é a auto-estima que adoeceu ou mesmo um sinal de inferioridade. Quem é muito vaidoso, vangloria-se de tudo e tem sempre a necessidade de mostrar para os outros que foi ele(a) quem fez ou deixou de fazer, demonstra sua insegurança e deixa patente sua necessidade de chamar a atenção de quem o rodeia, não que desejar ser reconhecido seja algo ruim, absolutamente. Mas daí a fazer disso uma meta, acima do bom senso e do respeito a capacidade das outras pessoas, vai uma longa distância.
Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal.
As principais reações e características do tipo predominantemente orgulhoso são:
a)Amor-próprio muito acentuado:contraria-se por pequenos motivos;
b)Reage explosivamente a quaisquer observações ou críticas de outrem em relação ao seu comportamento;
c)Necessita ser o centro de atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias;
d)Não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência fechado ao diálogo construtivo;
e)Menospreza as idéias do próximo;
f)Ao ser elogiado por quaisquer motivos, enche-se de uma satisfação presunçosa, como que se reafirmando na sua importância pessoal;
g)Preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, dá demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal;
h)Acha que todos os seus circundantes (familiares e amigos) devem girar em torno de si;
i)Não admite se humilhar diante de ninguém, achando essa ati¬tude um traço de fraqueza e falta de personalidade;
j)Usa da ironia e do deboche para com o próximo nas ocasiões de contendas.
Compreendemos que o orgulhoso vive numa atmosfera ilusória, de destaque social ou intelectual, criando, assim, barreiras muito densas para penetrar na realidade do seu próprio interior.
Toda grandeza se esvai sob o peso do orgulho e da vaidade, restando apenas algo lamentável, triste de se ver. “A Pobreza de Espírito” Uma doença espiritual que é comparada á um câncer espiritual, que mata todas as ações boas da alma!
A vaidade e o Orgulho nos faz pensar na triste sorte de Narciso, que se apaixonou pela própria figura refletida num lago e se suicidou ao se atirar no lago morrendo afogado! A Narciso a morte apanhou-o num lago. E eu pergunto-me, onde é que a morte apanha os narcisos de hoje, que consomem a sua vida no culto idólatra da sua figura???
Nos médiuns mais firmes existe um crescimento excessivo de vaidade, vaidade que sinceramente acredito ser muitas vezes prejudicial para a própria firmeza. Claro que a vaidade é algo comum em qualquer ser humano, mas o excesso traz sempre algo prejudicial.
Que vaidade é essa que estou falando? Por que os médiuns mais firmes?
Bom, os médiuns mais firmes estão de certa forma acostumados a receber elogios sobre suas entidades, quando essas falam, avisam ou prometem ajuda na vida do consulente.
Percebo então uma grande necessidade do médium em provar que a entidade está ali e não só isso mas também dar credibilidade à palavra da mesma.
É claro que é muito bom pro nosso ego de médium receber elogios sobre nossas entidades, mas existe um porém aí. A Entidade não está preocupada em provar ou receber créditos e méritos pelos assuntos abordados por ela, e sim preocupados em realizar sua missão de ajudar a quem pede sua intervenção. Portanto a vaidade excessiva vem do médium e não da Entidade. A Entidade vangloriar demasiadamente o médium que trabalha provém mais da pessoa do que do Guia. Isso não significa que as Entidades não vão elogiar seus “cavalos” nem que não vão gostar de elogios, mas essa vaidade em excesso não condiz com tudo o que essas Entidades representam.
Vou tentar explicar essa diferença excessiva de vaidade, existem situações muito complicadas nas vidas das pessoas, o maior pesar que possamos sentir é o da perda. Perda de entes queridos, ou sofrimento demasiado devido a circunstância de saúde ou acidente. Levando em consideração a magnitude desse problema, a Entidade sabe quanto sofre os entes que se encontram à volta de pessoas passando por tais problemas. Esses entes procuram na religião algum apoio. Nesse momento, a Entidade se compadece do sofrimento ali encontrado, mas alguns momentos podemos ver uma certa satisfação em ter acertado aquilo havia dito antes que acontecera.
Vamos falar a verdade, um Espírito de Luz, não se vangloriaria de seu ato nesse momento porque o que importa não é o que havia avisado mas sim todo o sentimento aflorado ali, não seria o momento. Portanto no momento que esse ego excessivo vem à tona, se trata de algo inerente aos seres humanos.
Isso não significa que em médiuns que acontece o que descrevi deixam de ser bons médiuns. Não vamos misturar uma coisa à outra, mas acho importante mudarmos algumas realidades dentro da religião para que possamos evoluir e evoluir, e não ficarmos presos à penumbra da estagnação.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Apostila VIII - Agosto 2013
Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. As perseguições do Imperador Diocleciano, porém, não demoraram a frear a ação benéfica destes “médicos do amor”. Na Ásia Menor, o governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas. Foram forçados a negar sua fé.
Mandou que fossem barbaramente torturados por negarem-se a aceitar os deuses pagãos. Condenados à morte, resistiram milagrosamente a pedradas e flechadas. Em seguida, foram decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV. Os fatos ocorreram em Ciro, cidade vizinha a Antioquia, Síria, onde foram sepultados. Mais tarde, seus corpos foram trasladados para uma igreja dedicada a eles.
Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos seus protetores. Mas a fama dos dois correu rápida no Ocidente também, a partir de Roma, com a basílica dedicada a eles, construída, a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. Tal solenidade ocorreu num dia 27 de setembro; assim, passaram a ser festejados nesta data. Inúmeros milagres se deram na sepultura deles.
Criança - Origem de
Doum
Foram sincretizados com os santos que foram gêmeos e médicos, tem sua razão na semelhança das imagens e missões idênticas com os "erês" da África, mas como faltava "doum", colocaram-no junto a seus irmãos, com seus pequenos bastões de pau, obedecendo à semelhança dos santos católicos, formando assim a trindade da irmanação.
Dizem também, que na imagem original de S. Cosme e S. Damião, entre eles (adultos) havia a imagem de uma criança a qual eles estavam tratando, daí para sincretizarem Doum com essa criança, foi um pulo.
Os espíritos trabalhadores sobre a influência de Ibejí, apresentam-se normalmente sob a forma de crianças ou espíritos de crianças, porém espíritos não têm idade, apresentam-se dessa forma de modo a facilitar a comunicação com as nossas crianças. Esses espíritos puros trazem a cura para as doenças e amparam todas as crianças enquanto elas manterem a inocência.
Seus domínios são os parques, jardins e grandes gramados. Sua cor é o rosa, os espíritos que trabalham sob a irradiação de Ibejí são espíritos de grande força espiritual.
Não devemos julgá-los fracos devido à forma como se apresentam, ou seja, como crianças, depois de Oxalá são os únicos que dominam totalmente a magia.
Nas obrigações a Ibejí, são utilizadas velas cor de rosa, flores com tonalidade rosa e sem os espinhos ou ainda brancas. Também são usados doces como as cocadas, balas, pirulitos, fatias de bolo, etc. A bebida é a água pura ou então misturada com mel e mais recentemente são utilizados refrigerantes como o guaraná.
Ibejí, São Cosme e São Damião são trabalhadores da linha de Oxalá e pertencem a uma de suas falanges. A eles podemos pedir proteção contra demandas e malefícios; pedir principalmente proteção para nossas crianças e principalmente as enfermas.
Obaluaê (ou Omulu) é o Sol, a quentura e o calor do astro rei. É o Senhor das pestes, das moléstias contagiosas, ou não. É o rei da Terra, do interior da Terra, e é o Orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha – da - Costa), porque para os humanos é proibido ver seu rosto, pela deformação feita pela doença, e pelo respeito que devemos a este poderosíssimo Orixá.
Obaluaê está no organismo, no funcionamento do organismo. Na dor que sentimos pelo mal funcionamento dos órgãos, ou por uma queda, corte ou queimadura.
Obaluaê rege a saúde, os órgãos e o funcionamento destes. A ele devemos nossa saúde e é comum, nas Casas de Santos, se realizar os Eboris de Saúde, que fazem pra trazer saúde para o corpo doente.
O órgão central da regência de Obaluaê é a bexiga, mas está ligado a todos os outros. Ele trata do interior, fundamentalmente, mas cuida também da pele e de suas moléstias.
Divide com Iansã a regência dos cemitérios, pois ele é o Orixá que vem como emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado. É Obaluaê (ou Omulu) que vai mostrar o caminho, servir de guia para aquela alma.
Obaluaê também é o Senhor da Terra e das camadas de seu interior, para onde vamos todos nós. Daí a ligação que tem com os mortos, pois ele é quem vai cuidar do corpo sem vida, e guiar o espírito que deixou aquele corpo. É por isso que Obaluaê e Omulu gostam de coisas passadas, apodrecidas.
O sol também tem a sua regência.
Obaluaê está presente em nosso dia-a-dia, quando sentimos dores, agonia, aflição, ansiedade. Está presente quando sentimos coceira e comichões na pele.Rege também o suor, a transpiração e seus efeitos. Rege aqueles que tem problemas mentais, perturbações nervosas e todos os doentes.
Está presente nos hospitais, casa de saúde, ambulatórios, postos de saúde, clínicas, sempre próximo aos leitos. Rege os mutilados, aleijados, enfermos. Ele proporciona a doença mas, principalmente, a cura, a saúde. É o Orixá da misericórdia.
Obaluaê é à força da Natureza que rege o incômodo de um modo geral. Rege o mal estar, o enjôo, o mal humor, a intranqüilidade. É o Orixá do abafamento e está presente nele, bem como na má digestão e na congestão estomacal. Gera o ácido úrico e seus efeitos.
Obaluaê está presente em todas as enfermidades e sua invocação, nessas horas, pode significar a cura, a recuperação da saúde.
- As Velas de Obaluaê são Preto e Branco (cruzada)
- A saudação para Obaluaê tanto na Umbanda quanto no Candomblé é
"Atotô"
- Seu dia da semana é a Segunda Feira
- Seu Elemento é a Terra
- Seu metal é o chumbo
- Sua Flor é o Monsenhor Branco
- Suas ervas são: Agoniada; Alamanda; Alfazema; Babosa; Cipó Chumbo;
Cebola do mato; Hortelã brava
- Seu símbolo é a Cruz
- Seu adorno é o Xarará
