Será mantido pelo Grupo de Estudos do Terreiro da Vó Benedita
Tentaremos colocar aqui a religião de uma forma pratica com uma linguagem simples de se entender, sem usar expressões antigas e desconhecidas, mas sim simplificando, da forma que nosso mentor o Caboclo das Sete Encruzilhadas quer que seja nossa religião.
A Umbanda é simples, pessoas que não estudam que não se atualizam que tem medo, que tem vaidade que complicam nossa Sagrada.
Em 2013 nosso grupo de Estudos foi focado em temas básicos da Umbanda, e conseguimos construir um conjunto de 10 apostilas básicas , com assuntos essenciais a nossa religião.
No ano de 2014 iremos focar assuntos mais complexos e misteriosos de nossa Umbanda e ate mesmo de outras religiões.
Estaremos fazendo sempre uma vez ao mês na primeira ou segunda terça feira do mês.
Teremos uma hora de palestra sobre algum desses assuntos, com algum convidado participando e depois uma hora de desenvolvimento aos médiuns da casa
Lembrem disso...o desenvolvimento do médium não deve ser apenas espiritual, mas também desenvolver seu intelecto...estudar...entender as obrigações que são pedidas e feitas.
Contatos e sugestões :
João Carlos Galerani Junior - paijoaozinho@terreirodavobenedita.com
Dirigente do Terreiro da Vó Benedita
Terreirodavobenedita.com
quarta-feira, 15 de julho de 2015
PREPARAÇÃO DO AMBIENTE PARA OS TRABALHOS
Cada religião recebe de Deus um grau vibratório e magnético
específico que se assemelha a uma tela vibratória, e dentro dele
ressonarão todas as ações iniciadas dentro de seus templos..."
Mestre Rubens Saraceni
As flores, as imagens, o cheiro, o som, os pontos, o ritmo, o bordão são coisas fascinantes
que os fiéis não esquecem. A Umbanda é uma religião privilegiada, também, em relação a esses
elementos, que devem ser cuidados com esmero.
LIMPEZA
O terreiro todo precisa estar bem limpo, perfumado, arejado e iluminado, principalmente
nos dias de trabalho. A limpeza deve ocorrer antes, durante e depois de cada sessão.
ALTAR - CONGÁ
O altar, devidamente erguido e fundamentado, é um ponto de força pelo qual as
irradiações das divindades alcançarão todos os fiéis presentes no Templo. Sua principal
função é criar um magnetismo específico, um portal de captação das irradiações verticais das
divindades, irradiador dessas energias positivas que se espalharão horizontalmente,
ocupando todo o espaço do Templo.
No altar são colocados elementos materiais que, assim que são consagrados
religiosamente, tornam-se irradiadores de energias elementares puras ou mistas, ou
absorvedores de ondas ou de energias negativas (da aura ou do corpo energético das
Umbanda Página 18
pessoas), que enviam às dimensões elementares, onde elas são diluídas e incorporadas ao
éter.
O altar deve, também, e ainda mais especialmente, estar sempre limpo e arrumado, com
toalhas, imagens, flores, ervas, frutos, velas e até cristais, minérios, armas simbólicas, etc. O
altar esteticamente organizado atrai o olhar dos fiéis, criando um magnetismo maior, que
beneficia a comunhão com as divindades e entre as pessoas.
O congá é o mais potente aglutinador de forças dentro do terreiro: é atrator, condensador,
escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos de energias e
magnetismo. Existe um processo de constante renovação axé que emana do congá, como
núcleo centralizador de todo o trabalho na umbanda. Cada vez que um consulente chega à
frente e vibra em fé, amor, gratidão e confiança, renovam-se naturalmente os planos
espirituais e físicos, numa junção que toda a consagração dos orixás na Terra, na área física
do templo.
Vamos descrever as funções do congá:
Atrator: atrai os pensamentos que estão à sua volta num amplo magnetismo de recepção das
ondas mentais emitidas. Quanto mais as imagens e elementos dispostos no altar forem
harmoniosos com o orixá regente do terreiro, mais é intensa essa atração. Congá com excessos
de objetos dispersa suas forças.
Condensador:
emanação psíquica dos presentes: palestras, adoração, consultas etc.
Escoador: se o consulente ainda tiver formas-pensamentos negativas, ao chegar à frente do
congá, elas serão descarregadas para a terra, passando por ele (o congá) em potente influxo
como se fosse um pára-raios.
Expansor: expande as ondas mentais positivas dos presentes; associadas aos pensamentos
dos guias que as potencializam, são devolvidas para toda a assistência num processo de fluxo e
refluxo constante.
Transformador: funciona como uma verdadeira usina de reclicagem de lixo astral,
devolvendo-o para a terra;
Alimentador: é o sustentador vibratório de todo o trabalho mediúnico, pois junto dele fixam-se
no Astral os mentores dos trabalhos que não incorporam.
AS IMAGENS
O uso de imagens é um recurso que tem por finalidade inspirar respeito e despertar nas
pessoas uma postura religiosa, de fé, silêncio e reverência, elevando as vibrações mentais,
aumentando a conexão com as qualidades divinas do Criador. Devem estar sempre limpas e
corretamente distribuídas no altar.
Umbanda Página 19
Muitos estranham que a Umbanda aceite e recorra aos ícones sagrados de outras religiões
(como os santos católicos). Mas, lembramos que a transposição dos orixás da natureza para o
interior das nascentes tendas de Umbanda, processou-se por intermédio dos santos católicos.
Um espírito, quando se universaliza, abre um campo de atuação tão amplo que
ultrapassa a religião que possibilitou sua elevação dentro das hierarquias divinas. O Divino
Jesus Cristo, por exemplo, ocultava com Sua singela imagem humana, o Divino Mestre Oxalá.
Um mistério divino tem alcance planetário, multidimensional e possui suas hierarquias
espalhadas por todas as religiões.
O Ritual de Umbanda Sagrada é universalista, congrega espíritos de todas as esferas
espirituais, dotando-os com nomes simbólicos, identificadores das qualidades dos orixás. A
Umbanda aceita todas as divindades como exteriorizações dos mistérios divinos, acolhe a
todas e reserva a cada uma um meio de melhor amparar os espíritos que Deus Pai lhes
confiou, por meio das linhas de ação e trabalho.
FLORES, ERVAS, RAÍZES, SEMENTES E FRUTAS
Plantas e flores são os melhores enfeites, pois produzem um efeito mágico não só de
beleza, mas de energização, absorvendo as energias negativas e transformando-as em
positivas.
Flores, ervas, raízes, sementes e frutas no altar liberam essências balsâmicas que
purificam o ambiente, tornando-o mais leve e benéfico, mantendo uma vibração elevada. As
plantas em geral emitem radiações energizadoras, purificadoras, curadoras, cicatrizadoras,
higienizadoras e potencializadoras.
Os frutos são fontes de energia que têm várias aplicações no plano etérico. Cada fruta é
uma condensação de energias que formam um composto energético sintético que, se
corretamente manipulado pêlos espíritos, tornam-se plasmas astrais usados por eles até como
reservas energéticas durante suas missões socorristas e curadoras, pois, quando atuam em
esferas mais densas, sofrem esgotamentos.
PEDRAS, MINERAIS OU CRISTALINAS
São elementos materiais condensadores e irradiadores de energias e ondas, que podem
ser direcionadas mentalmente. Cada pedra possui vibração própria e traz para o ambiente do
Templo a força do sítio da Natureza da qual foi retirada.
Orixá Linha Pedra Minério
Cristalina ou da Fé Quartzo
Oiá Cristalina ou da Fé Quartzo Estanho
Mineral ou do Amor Ametista Cobre
Mineral ou do Amor Opala Antimônio
Oxóssi
Vegetal ou do
Conhecimento
Esmeralda,
amazonita
Manganês,
madeira
petrificada
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Obá
Vegetal ou do
Conhecimento
Calcedônia, madeira
petrificada
Hematita
Xangô
ígnea ou da
Justiça
Pirita
Egunitá
ígnea ou da
Justiça
Topázio imperial,
ágata de fogo
Magnetita
Eólica ou da Lei Rubi, granada, Ferro
lansã Eólica ou da Lei Citrino Níquel
Obaluaiê
Telúrica ou da
Evolução
Turmalina,
obsidiana
Cassiterita
Nana
Telúrica ou da
Evolução
Rubelita, safira
Prata
lemanjá
Aquática ou da
Geração
Diamante, águamarinha
Platina
Aquática ou da
Geração
Ônix preto
Molibdenita
FERRAMENTAS
São utensílios religiosos e magísticos, como cálices, espadas, colares de contas e outros
feitos dos mais variados minérios que quando consagrados adquirem a capacidade de atrair ou
projetar ondas vibratórias energizadas. Também são absorvedoras de energias condensadas
no éter dos Templos ou nos campos eletromagnéticos dos médiuns ou dos consulentes.
Umbanda Página 21
ARRUMAÇÃO DOS ATABAQUES
Cada Templo tem sua forma de adornar e cobrir seus instrumentos sagrados e o local de
guardá-los. Costuma-se, ao fim das celebrações, afrouxarem os couros, para que durem mais
tempo.
DEFUMAÇÃO DO ESPAÇO
A defumação, antes do início de cada trabalho, dilui as energias negativas condensadas,
purifica o ambiente e sutiliza as vibrações, tornando o espaço receptivo às energias de ordem
positiva. Dilui cargas fluídicas dos médiuns e cargas energéticas que vêm com os consulentes,
além de trabalhar com os mesmos elementos básicos (fogo, plantas e alimentos) que as velas e
os arranjos das oferendas já representavam visualmente, intensificando o "clima" de magia e
sacralidade.
As defumações descarregam o campo mediúnico e sutilizam suas vibrações, tornando-o
receptivo às energias de ordem positiva. Ervas e fumos, quando potencializadas pêlos
mentores com energias etéricas, tornam-se poderosos limpadores de campos
eletromagnéticos. A fumaça defuma os médiuns e suas guias.
De preferência, defumar o ambiente todo, defumar as pessoas: o dirigente da casa, os
médiuns, seguindo a hierarquia da casa, se for o caso e a assistência.
Defumar o exterior se houver. O incensário com a defumação restante deve ficar do lado de
fora do terreiro.
É bom lembrar que o braseiro deve estar tão bem aceso que queimará até o fim, até virar
cinza. O carvão em brasa fica mais belo e brilhante, além do que o empenho, dedicação e
esforço do responsável pelo braseiro, tornam-se evidentes e podem ser admirados pelas
pessoas mais atentas. O próprio responsável acaba tornando mais intensa sua ligação (mental
e corporal) com o objeto simbólico, potencializando sua irradiação mágica, material e espiritual.
Umbanda Página 22
A defumação é feita na abertura dos trabalhos, acompanhada dos pontos cantados e
batidos nos atabaques, palmas e/ou outros instrumentos, da tradição umbandista.
As ervas usadas para a defumação variam de terreiro para terreiro, de acordo com os
fundamentos de cada casa.
PREPARAÇÃO DA CORRENTE MEDIÚNICA
A religião não deve ser como uma corrente que arrebenta no elo mais fraco. Quanto menos
pessoas fizerem o negativo, menos todos estarão expostos à vergonha. Fica claro que cada
um é responsável por todos e vice-versa. Ou seja, para que a religião evolua é preciso que,
ajudem seu pior praticante a ascender espiritualmente e como ser humano na sua totalidade
(material, emocional, culturalmente e como indivíduo (cidadão)).
Na estrutura de um Templo, todas as funções são importantes (dirigentes, médiuns,
cambones, auxiliares, etc.). O corpo mediúnico deve ser dividido em grupos de trabalho, cada
um com suas tarefas específicas.
Os participantes poderão se revezar nos grupos ou atuar segundo suas habilidades, e cada
posto deve ser ocupado pela pessoa mais qualificada para a função, ou a mais disposta.
A preparação do corpo mediúnico começa pelo esclarecimento sobre a doutrina
umbandista, a mediunidade e, principalmente, sobre a importância do médium e do seu
comportamento e concentração, antes, durante e depois dos trabalhos.
Citamos, a seguir, pontos importantes para uma boa preparação corporal, mental,
emocional e espiritual dos médiuns:
O TERREIRO (ESPAÇO SAGRADO E AS POSTURAS)
"UMBANDA TEM FUNDAMENTO,
"Somos templos vivos, através dos quais o Pai chega ao nosso semelhante. Temos que
espelhar o Pai."
Mestre Rubens Saraceni
Para que esta Doutrina de Umbanda não se transforme em letra morta ou palavras ao
vento, na prática cotidiana, é preciso que nossos terreiros sejam modelos de virtude dela.
Templo tem uma função nobre, muito maior do que podemos imaginar ou ver com olhos
carnais. Nesses locais, existe um campo eletromagnético criado pelas Irradiações Divinas que
o inundam de essências religiosas despertadoras da fé. No seu lado etérico ou espiritual,
cada Templo assemelha-se a uma célula viva, que ora se expande, ora se contrai, de acordo
com as necessidades. Nossos Templos são espaços consagrados às divindades e aos rituais
religiosos da Umbanda. Espaço físico do Templo acolhe aqueles que ali trabalham e os
freqüentadores de suas atividades. Mas, cada Templo tem seu correspondente espaço
etérico, seu grau vibratório e magnético, semelhante a uma tela vibratória. Nesse espaço
etérico específico, ressonarão todas as ações voltadas ao bem geral, iniciadas dentro do
templo, protegidas, amparadas e estimuladas pêlos mentores espirituais.
Sagrado é o Templo e sagrado deve ser o umbandista; silencioso e com respeito
integrando-se em espírito às coisas de Deus e tornando-se seu manifestador
Sempre que adentrarmos em um Templo, devemos pedir licença e comportarmo-nos
religiosamente, ainda mais se ele for de nossa religião, pois é o local onde nos conectamos
com o Divino Criador.
Não devemos jamais levar nossos vícios para os espaços sagrados, e nossa conduta
nesses locais deve ser de extrema cerimonial idade, cuidado e respeito. Esse lugar é
incompatível com conversas, brincadeiras, mexericos, comércio, vícios, futilidades, lixos e
qualquer outra inconveniência. O terreiro é um espaço sagrado e não um clube de amigos.
Todos devem estar irmanados no amor, na fé e nas atitudes, pois a postura é o modo
pelo qual Deus se manifesta por meio de cada um, para o seu semelhante. Portanto, nossa
postura deve ter coerência com o "espelhar o Pai".
Os praticantes de uma religião são membros de uma família e, em uma família desunida
e em desarmonia, não se podem realizar grandes coisas. Portanto, não deve haver conflito de
autoridade, desrespeito com o chefe da casa, com os irmãos ou com o público.
O corpo de trabalho, além das atitudes adequadas, tem de estar em prontidão, em
sintonia com o chefe da casa. Deve ter a compreensão profunda do momento sagrado e
bastante clareza da fronteira entre o profano e o sagrado.
ORGANIZAÇÃO DE GRUPOS DE TRABALHO
Temos consciência de que a maior parte dos templos de Umbanda são pequenos, mas,
pequenos, médios ou grandes, todos precisam ter uma infra-estrutura adequada, com seu espaço,
seus utensílios, seus médiuns e demais colaboradores, devidamente preparados.
Um Templo é uma organização e, como tal, tem de ter qualidade. Em uma organização
ninguém pode responder "não sei". Todos devem estar orientados, para que, ao receber qualquer
pergunta por parte dos freqüentadores, possam respondê-la ou levá-los até quem pode resolver o
seu problema.
Para dar um tratamento adequado a todos os trabalhos realizados em nossa religião, cada casa
deve formar Grupos Específicos, que se dedicarão ao planejamento, organização e condução de
cada atividade, de acordo com as necessidades e disponibilidades do Templo. Cada grupo deverá
ter um coordenador, auxiliado por irmãos, que poderão ter funções específicas ou não. Todos os
grupos deverão estar integrados e devidamente preparados e informados, para o exercício de suas
funções.
GRUPO PARA LIMPEZA E ARRUMAÇÃO DO TEMPLO
Esse grupo deve cuidar da manutenção da limpeza e da ordem do chão, os móveis e utensílios
que fazem parte do espaço sagrado, inclusive das cadeiras ou assentos para acomodação dos
freqüentadores.
GRUPO PARA ORGANIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
Esse grupo deverá preparar os cronogramas e folders explicativos dos trabalhos da casa:
Calendário Anual de Trabalhos e Eventos
Umbanda Página 14
Deverá ser definido no início do ano, em conjunto com o dirigente da casa, e servirá como base
para o planejamento das atividades do Templo todo o ano.
Calendário Mensal de Trabalhos e Eventos, para os médiuns e para os
freqüentadores
Será definido antecipadamente, mês a mês, informando as datas, formas de trabalho, orixás
cultuados e etc.
Folhetos
Com Mensagens, Orações, Cantos e Explicações Doutrinárias, para os médiuns e para
os freqüentadores e demais divulgações necessárias.
GRUPO PARA RECEPÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE SENHAS
A recepção aos fiéis deve ser feita desde a porta de entrada até o interior do templo. Na
porta de entrada deve haver, pelo menos, dois trabalhadores da casa, devidamente
uniformizados, para as primeiras orientações.
Em seguida, outros trabalhadores desse grupo distribuirão as senhas, colherão as
assinaturas dos freqüentadores em um livro de presenças e distribuirão os folders com os
cronogramas e as mensagens doutrinárias relativas ao trabalho do dia.
GRUPO PARA ORIENTAÇÕES Á ASSISTÊNCIA
Esse grupo ficará encarregado do encaminhamento das pessoas aos lugares, onde
permanecerão, em silêncio, antes e durante os trabalhos. Dará as primeiras orientações
comportamentais para a harmonia da assistência, o começo de mudança do tônus vibratório
geral e o modo adequado de agir em um templo ou em um santuário natural, quando for o caso.
Umbanda Página 15
POR QUE SOU UMBANDISTA
Na Umbanda, aceitam-se adeptos de todos os cultos religiosos;
Na Umbanda, não há privilégio nem preconceitos sobre cor, raça e religião;
Na Umbanda, não há intolerância religiosa;
Na Umbanda, o dinheiro não tem o poder de salvar ninguém;
Na Umbanda, a caridade não é limitada;
Na Umbanda, não se faz da caridade mercadoria: dá-se de graça que de graça se recebe;
Na Umbanda, a caridade é pura; está próxima de Deus!
Extraído do segundo número do boletim A Caridade, da Tenda N Senhora da Piedade (julho de
1956).
O VERDADEIRO UMBANDISTA
foram criadas por Ele. É amar a Terra, o vento, o rio, o fogo, o mar, as montanhas, as plantas e as
criaturas viventes. É amar a criatura humana, símbolo da perfeição de toda sua obra; Ser um
verdadeiro umbandista é colocar-se à disposição dos Guias Espirituais da Umbanda na prática da
Caridade, expressão maior do amor. É saber ouvir os bons conselhos dos Pretos Velhos; é ser
intrépido e valente como os Caboclos; é permanecer doce e gentil como as Crianças; é ser flexível e
corajoso como os Marinheiros; é ser um bom combatente e audacioso como os Boiadeiros; ser
manso e sereno como os Ciganos; é ser divertido e alegre como os Baianos (tal como o Mestre Zé
Pelintra). Ser um bom guardião das coisas santas como o incompreendido Exu;
Ser um verdadeiro umbandista é honrar os Sagrados Orixás, tenham eles os nomes que
tiverem, sejam eles regentes dos pontos de força em que estiverem entronizados, sejam eles
conhecidos ou ainda velados. É saber solicitar-lhes o socorro no cumprimento do dever; é pedir-lhes
ajuda quando necessário; é entender o seu correto campo de ação;
Ser um verdadeiro umbandista é prestar a caridade da forma como puder realizar,
independente do rótulo, mas sempre com amor, inteireza de coração e humildade. É estar sempre
solícito aos apelos dos necessitados, nunca esperando nada em troca. Nunca aguardando qualquer
forma de retribuição, seja material ou espiritual. É estender a mão ao caído, mas sem exigir dele o
pagamento do socorro;
Ser um verdadeiro umbandista é amar o irmão de fé, compreendendo suas fraquezas e
limitações, sem jamais apontar-lhe o dedo acusador com a intenção de empurrá-lo ao precipício. É
não tomar-se altivo, soberbo e poderoso perante os ignorantes e pequenos. É calar-se diante da
injúria ou da calúnia, e não revoltar-se preparando-se para a guerra armada;
Ser um verdadeiro umbandista é respeitar a autoridade espiritual que lhe foi apresentada
pêlos Guias, na pessoa do Chefe de Terreiro. É entender que ele também é passível de erros e
tropeços, e nunca pode ser visto como infalível. É aceitar as suas correções e orientações, ainda
que na vida comum ele peque naquilo que orientou melhor os seus filhos de fé. É fazer sempre o
Umbanda
ORIGEM DA UMBANDA
Em 1908, o jovem Zélio Fernandino de Moraes estava com 17
anos e havia concluído o curso propedêutico (equivalente ao atual
Ensino Médio). Zélio preparava-se para ingressar na Escola Naval,
quando fatos estranhos começaram a acontecer.
Às vezes, ele assumia a estranha postura de um velho, falando
coisas aparentemente desconexas, como se fosse outra pessoa e que
havia vivido em outra época. Em certas ocasiões, sua forma física
lembrava um felino lépido e desembaraçado que parecia conhecer
todos os segredos da Natureza, os animais e as plantas.
Esse estado de coisas logo chamou a atenção de seus familiares,
principalmente porque ele se preparava para seguir carreira na
Marinha, como aluno oficial. As coisas foram se agravando e os chamados "ataques" repetiam-se
cada vez com maior intensidade. A família recorreu então ao médico Dr. Epaminondas de
Moraes, tio de Zélio e diretor do Hospício de Virgem Grande.
Após examiná-lo e observá-lo durante vários dias, encaminhou à família dizendo que a loucura
não se enquadrava em nada do que ele havia conhecido, ponderando ainda que fosse melhor leválo
a um padre, pois o garoto mais parecia estar endemoninhado. Como acontecia com quase todas
as famílias importantes, também havia na família Moraes um padre católico. Por meio desse
sacerdote, também tio de Zélio, foi realizado um exorcismo para livrá-lo daqueles incômodos.
Entretanto, nem esse, nem os dois outros exorcismes realizados posteriormente, inclusive com a
participação de outros sacerdotes católicos, conseguiram dar aos Moraes o tão desejado sossego,
pois as manifestações prosseguiram, apesar de tudo.
Depois de um certo tempo, Zélio passou alguns dias com uma espécie de paralisia, quando,
repentinamente, se levantou e se sentiu completamente curado. No dia seguinte, voltou a caminhar
como se nada tivesse ocorrido. Sua mãe, Dona Leonor de Moraes, levou-o a uma curandeira,
muito conhecida na região, Dona Cândida, que incorporava o espírito de um Preto-Velho chamado
Tio António. Essa entidade conversou com Zélio e fazendo suas rezas disse-lhe que possuía o
fenômeno da mediunidade e deveria trabalhar para a caridade. O pai de Zélio, Sr. Joaquim Fernandino
Costa, apesar de não freqüentar centros espíritas, já era um adepto do Espiritismo, fazendo muitas
leituras desse gênero.
No dia 15 de novembro de 1908, por sugestão de um amigo de seu pai, Zélio foi levado à
recém-fundada Federação Espírita de Niterói, município vizinho àquele onde residia à família
Moraes, ou seja, Neves. A Federação era, então, presidida pelo senhor José de Souza
(conhecido como Zeca, segundo palavras de Zélio), chefe de um departamento da Marinha
chamado Toque-Toque.
O jovem Zélio foi conduzido à mesa pelo senhor José de Souza e, tomado por uma força
estranha e alheia à sua vontade, levantou-se e disse: Aqui está faltando uma flor. Saiu da
sala em direção ao jardim, voltando logo a seguir com uma flor que colocou no centro da
mesa. Essa atitude causou um grande tumulto entre os presentes principalmente porque, ao
mesmo tempo em que isso acontecia, ocorreram surpreendentes manifestações de Caboclos
Umbanda Página 8
e Preto-Velhos. O diretor da sessão achou aquilo tudo um absurdo e advertiu-os, com
aspereza, citando o "seu atraso espiritual" e convidando-os a se retirarem.
O senhor José de Souza, médium vidente, interpelou o espírito manifestado no jovem
Zélio e foi, aproximadamente, este o diálogo ocorrido:
Sr. José: Quem é você que ocupa o corpo deste jovem?
O espírito: Eu sou apenas um caboclo brasileiro.
Sr. José: Você se identifica como um caboclo, mas eu vejo em você restos de vestes
clericais.
O espírito: O que você vê em mim são restos de uma existência anterior. Fui padre, meu
nome era Gabriel Malagrida e, acusado de bruxaria, fui sacrificado na fogueira da Inquisição
por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa, em 1775. Mas, em minha última
existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como um caboclo brasileiro.
Sr. José Por que o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a
manifestação de espíritos que pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados são
claramente atrasados? E qual é o seu nome irmão?
O espírito: Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos e dos índios, devo dizer que
amanhã estarei na casa deste aparelho (o médium Zelio) para dar início a um culto em que
esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem, e, assim, cumprir a missão que o
plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a
igualdade que deve existir entre todos os irmãos encarnados e desencarnados. E se querem
saber o meu nome, que seja este: "Caboclo das Sete Encruzilhadas", porque não haverá
caminhos fechados para mim. Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as
famílias e que há de perdurar até o final dos séculos.
No desenrolar dessa "entrevista", entre muitas outras perguntas, o senhor José de
Souza interrogou se já não bastavam às religiões existentes e fez menção ao Espiritismo,
então praticado, e foram estas as palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas:
O senhor José de Souza fez ainda uma última pergunta: "Pensa o irmão que alguém irá
assistir o seu culto"? Ao que o Caboclo respondeu: Cada colina de Niterói aluará como portavoz
anunciando o culto que amanhã iniciarei.
ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tomam iguais na morte, mas vocês homens
preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar
essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Por que não podem nos
visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas
importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além? Por que o não aos
Caboclos e Preto-
Prosseguindo diante do senhor José de Souza, disse ainda o Caboclo das Sete
Encruzilhadas:
o meu aparelho mora, haverá uma mesa posta a toda e qualquer
entidade que queira se manifestar, independentemente daquilo que haja sido em vida, todos
Umbanda Página 9
serão ouvidos e nós aprenderemos, com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos
aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas nem diremos não, pois esta é
Sr. José: E que nome darão a esta igreja?
O Caboclo: Tenda Nossa Senhora da Piedade, pois da mesma forma que Maria amparou
nos braços o filho querido, também serão amparados os que se socorrerem da Umbanda.
A denominação de "Tenda" foi justificada assim pelo Caboclo: Igreja, Templo, Loja dão
um aspecto de superioridade enquanto Tenda lembra uma casa humilde. Ao final dos
trabalhos, o Caboclo das Sete Encruzilhadas pronunciou a seguinte frase: Levarei daqui uma
semente e vou plantá-la nas Neves onde ela se transformará em árvore frondosa.
No dia seguinte, na Rua Floriano Peixoto, n° 30, em Neves, município de São Gonçalo,
estado do Rio de Janeiro, o Caboclo baixou. Na sala de jantar da família Moraes, às 20h do
dia 16 de novembro de 1908, um grupo de curiosos kardecistas e dirigentes da Federação
Espírita de Niterói estavam presentes para ver como seriam essas incorporações, para eles
indesejáveis ou injustificáveis.
Pontualmente às 20 horas o Caboclo das Sete Encruzilhadas incorporou e com as
palavras abaixo iniciou seu culto: - Vim para fundar a Umbanda no Brasil, aqui se inicia um
novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos e os índios nativos de nossa terra
poderão trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça,
credo ou posição social.
Logo após a incorporação, o Caboclo foi atender um paralítico, curando-o imediatamente.
Várias pessoas doentes ou perturbadas tomaram passes e algumas se disseram curadas. O
diálogo do Caboclo das Sete Encruzilhadas, como passou a ser chamado, havia provocado
muita especulação e alguns médiuns que haviam sido banidos das mesas kardecistas, por
haverem incorporado Caboclos, Crianças ou Preto-Velhos, solidarizaram-se com aquele
garoto que parecia não estar compreendendo o que lhe acontecia e que de repente se via
como líder de um grupo religioso, obra essa que só terminaria com a sua morte, mas que
suas filhas Zélia de Moraes e Zilméia de Moraes prosseguiram com o mesmo afã. Dona Zélia
desencarnou em 1997 e Dona Zilméia, atualmente com 93 anos, continua sua tarefa
mediúnica na Cabana de Pai António.
No final dessa reunião, o Caboclo ditou certas normas para a seqüência dos trabalhos,
inclusive atendimento absolutamente gratuito, uso de roupas brancas simples, sendo os
cânticos baixos e harmoniosos. A esse novo tipo de culto que se estruturava nessa noite, ele
denominou de Umbanda, que seria a manifestação do espírito para a caridade.
Após a "subida" do Caboclo, manifestou-se uma entidade conhecida como "preto velho"
que saindo da mesa se dirigiu a um canto da sala onde permaneceu agachado. Questionado
sobre o porquê de não ficar na mesa respondeu:
"- Nego num senta não meu sinhô, nego fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e
nego deve arespeita". Após insistência ainda completou: "-Num carece preocupa não, nego
fica no toco que é lugar de nego!" E assim continuou dizendo outras coisas mostrando a
simplicidade, humildade e mansidão daquele que trazendo o estereótipo do preto velho, se
Umbanda Página 10
identificou como Pai António e logo cativou a todos com seu jeito.
ele não ac - Minha cachimba, nego quê o pito que
. Esta frase originou o ponto cantado com este texto.
Todos ficaram perplexos, estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento
material de trabalho dentro da Umbanda. Na semana seguinte todos trouxeram cachimbos
que sobraram diante da necessidade de apenas um para o Pai António. Assim, o cachimbo foi
instituído na linha de pretos velhos. Pai António também foi a primeira entidade a pedir uma
guia (colar) de trabalho.
O pai de Zélio freqüentemente era abordado por pessoas que queriam saber como ele
aceitava tudo isso que vinha acontecendo em sua residência. Sua resposta era sempre a
mesma, em tom de brincadeira respondia que preferia um filho médium em lugar de um filho
louco. Foi um trabalho árduo e incessante para o esclarecimento, difusão e sedimentação da
Umbanda.
Dez anos após a fundação da Tenda Nossa Senhora da Piedade registrada como tenda
Espírita, por não ser aceito na época o registro de uma entidade com especificação de
Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas declarou que iniciava a segunda parte de sua
missão: a criação de sete templos, que seriam o núcleo do qual se propagaria a religião da
Umbanda.
Em 1935, estavam fundados os sete templos idealizados pelo Caboclo das Sete
Encruzilhadas, sendo curiosa a fundação do sétimo, que receberia o nome de Tenda São
Jerônimo (a casa de Xangô). Faltava um dirigente adequado à mesma, quando numa noite de
quinta feira, José Alvares Pessoa, espírita e estudioso de todos os ramos do espiritualismo,
não dando muito crédito ao que lhe relatavam sobre as maravilhas ocorridas em Neves,
resolveu verificar pessoalmente o que se passava.
Logo que entrou na sala em que se reuniam os discípulos do Caboclo das Sete
Encruzilhadas, este interrompeu a palestra e disse:
Já podemos fundar a Tenda São Jerônimo e seu dirigente acaba de chegar. O senhor
Pessoa ficou muito surpreso, pois era desconhecido no ambiente e não anunciara a sua
visita. Viera apenas verificar a veracidade do que lhe narravam. Após breve diálogo em que o
Caboclo das Sete Encruzilhadas demonstrou conhecer a fundo o visitante, José Alvares
Pessoa assumiu a responsabilidade de dirigir o último dos sete templos que a entidade criava.
Dezenas de templos e tendas, enquanto Zélio esteve encarnado foram fundadas mais de
10.000 tendas. Após 55 anos de atividades este entregou a direção dos trabalhos da Tenda
Nossa Senhora da Piedade às suas filhas, Zélia e Zilméia. Zélio desencarnou no dia 03 de
outubro de 1975.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Apostila IX - Outubro 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Apostila IX - Setembro 2013
“ – Mais estudo…”
“ – Mais divulgação…”
“ – Mais respeito…”
“ – Mais reconhecimento…”
Humildade refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.
Humildade vem do Latim "humus" que significa "filhos da terra", ao analisarmos esta frase, encontramos material suficiente para aprender sobre a humildade:
Se diz que a humildade é uma virtude humilde, quem se vangloria da sua, mostra simplesmente que lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”, contrastando com os que, orgulhosos das conquistas da razão no mundo das ciências positivas, negam Deus e a imortalidade da alma.
Vaidade é uma das maiores pedras que o ser humano precisa aprender a vencer., vaidade não é auto-estima. Auto-estima é ter consciência de seu valor, reconhecer seus pontos fracos e fortes sem se abater com o que descobre. Acima de tudo é reconhecer seu lugar no mundo e seu valor neste espaço. A vaidade é a auto-estima que adoeceu ou mesmo um sinal de inferioridade. Quem é muito vaidoso, vangloria-se de tudo e tem sempre a necessidade de mostrar para os outros que foi ele(a) quem fez ou deixou de fazer, demonstra sua insegurança e deixa patente sua necessidade de chamar a atenção de quem o rodeia, não que desejar ser reconhecido seja algo ruim, absolutamente. Mas daí a fazer disso uma meta, acima do bom senso e do respeito a capacidade das outras pessoas, vai uma longa distância.
Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal.
As principais reações e características do tipo predominantemente orgulhoso são:
a)Amor-próprio muito acentuado:contraria-se por pequenos motivos;
b)Reage explosivamente a quaisquer observações ou críticas de outrem em relação ao seu comportamento;
c)Necessita ser o centro de atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias;
d)Não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência fechado ao diálogo construtivo;
e)Menospreza as idéias do próximo;
f)Ao ser elogiado por quaisquer motivos, enche-se de uma satisfação presunçosa, como que se reafirmando na sua importância pessoal;
g)Preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, dá demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal;
h)Acha que todos os seus circundantes (familiares e amigos) devem girar em torno de si;
i)Não admite se humilhar diante de ninguém, achando essa ati¬tude um traço de fraqueza e falta de personalidade;
j)Usa da ironia e do deboche para com o próximo nas ocasiões de contendas.
Compreendemos que o orgulhoso vive numa atmosfera ilusória, de destaque social ou intelectual, criando, assim, barreiras muito densas para penetrar na realidade do seu próprio interior.
Toda grandeza se esvai sob o peso do orgulho e da vaidade, restando apenas algo lamentável, triste de se ver. “A Pobreza de Espírito” Uma doença espiritual que é comparada á um câncer espiritual, que mata todas as ações boas da alma!
A vaidade e o Orgulho nos faz pensar na triste sorte de Narciso, que se apaixonou pela própria figura refletida num lago e se suicidou ao se atirar no lago morrendo afogado! A Narciso a morte apanhou-o num lago. E eu pergunto-me, onde é que a morte apanha os narcisos de hoje, que consomem a sua vida no culto idólatra da sua figura???
Nos médiuns mais firmes existe um crescimento excessivo de vaidade, vaidade que sinceramente acredito ser muitas vezes prejudicial para a própria firmeza. Claro que a vaidade é algo comum em qualquer ser humano, mas o excesso traz sempre algo prejudicial.
Que vaidade é essa que estou falando? Por que os médiuns mais firmes?
Bom, os médiuns mais firmes estão de certa forma acostumados a receber elogios sobre suas entidades, quando essas falam, avisam ou prometem ajuda na vida do consulente.
Percebo então uma grande necessidade do médium em provar que a entidade está ali e não só isso mas também dar credibilidade à palavra da mesma.
É claro que é muito bom pro nosso ego de médium receber elogios sobre nossas entidades, mas existe um porém aí. A Entidade não está preocupada em provar ou receber créditos e méritos pelos assuntos abordados por ela, e sim preocupados em realizar sua missão de ajudar a quem pede sua intervenção. Portanto a vaidade excessiva vem do médium e não da Entidade. A Entidade vangloriar demasiadamente o médium que trabalha provém mais da pessoa do que do Guia. Isso não significa que as Entidades não vão elogiar seus “cavalos” nem que não vão gostar de elogios, mas essa vaidade em excesso não condiz com tudo o que essas Entidades representam.
Vou tentar explicar essa diferença excessiva de vaidade, existem situações muito complicadas nas vidas das pessoas, o maior pesar que possamos sentir é o da perda. Perda de entes queridos, ou sofrimento demasiado devido a circunstância de saúde ou acidente. Levando em consideração a magnitude desse problema, a Entidade sabe quanto sofre os entes que se encontram à volta de pessoas passando por tais problemas. Esses entes procuram na religião algum apoio. Nesse momento, a Entidade se compadece do sofrimento ali encontrado, mas alguns momentos podemos ver uma certa satisfação em ter acertado aquilo havia dito antes que acontecera.
Vamos falar a verdade, um Espírito de Luz, não se vangloriaria de seu ato nesse momento porque o que importa não é o que havia avisado mas sim todo o sentimento aflorado ali, não seria o momento. Portanto no momento que esse ego excessivo vem à tona, se trata de algo inerente aos seres humanos.
Isso não significa que em médiuns que acontece o que descrevi deixam de ser bons médiuns. Não vamos misturar uma coisa à outra, mas acho importante mudarmos algumas realidades dentro da religião para que possamos evoluir e evoluir, e não ficarmos presos à penumbra da estagnação.